Deputado tucano Francischini citado no Jornal Nacional

Clique na imagem para ver o vídeo da matéria

O Jornal Nacional de hoje, com base em reportagem da Folha de S. Paulo, informou que uma investigação da Polícia Federal descobriu indícios de que a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira interceptou e-mails do deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), ex-secretário do então prefeito Beto Richa (PSDB) e um dos possíveis candidatos a vice para a tentativa de reeleição do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), após o descarte de João Cláudio Derosso (PSDB), em face ao escândalo da Câmara Municipal.

Segundo a Folha, Idalberto Matias de Araújo (Dadá), preso na mesma operação policial que o bicheiro Carlinhos Cachoeira, é suspeito de ter montado um esquema de interceptação ilegal de e-mails. De acordo com a Polícia Federal, Dadá pode ter contratado um ex-policial para monitorar ilegalmente o e-mail de Francischini.

Um relatório da PF mostra que no dia 31.01.2012, em ligações telefônicas entre o policial aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto e Dadá há a seguinte conversa:

Thomé: “É a mesma quantidade de ontem. O negócio parece ser importante” (mesma quantidade de e-mails interceptados ilegalmente).

Dadá: “Já estou em um lugar mais seguro. Dá para a gente passar agora a ‘parada’?”.

Thomé diz para Dadá pegar a outra mensagem de Francischini, e depois relata parte do texto: “Mensagem de Francischini para o nosso amigo: ‘eu gostaria de falar com aquele rapaz lá do meio ambiente’”.

Francischini, que além de político envolvido com Beto Richa é delegado da Polícia Federal, reconhece a mensagem como dele mesmo, mas justifica que estava levantando informações sobre uma fazenda desocupada em Brasília: “Eu não tinha conhecimento, é um fato grave. Eu vou agora reforçar o requerimento de CPI do bicheiro Cachoeira para que a gente possa separar o joio do trigo, o político honesto do político bandido em Brasília”, disse.

Aposentado grego se suicida por causa das políticas neoliberais na Grécia que reduziram aposentadorias por causa da crise econômica

Charge de Manos Symeonakis - GRÉCIA, do site Humor Político

Candidatura própria ou aliança com Gustavo Fruet? Conheça as duas chapas do PT. Qual você apoia?

Chapa 2

O Partido dos Trabalhadores de Curitiba realizará no dia 15 de abril de 2012 eleição interna para que seja decidido se o PT terá candidatura própria (Tadeu Veneri ou Dr. Rosinha) ou apoiará Gustavo Fruet (PDT) na eleição de outubro para eleição de prefeito de Curitiba.

As duas chapas são:

Chapa 1: “UMA ALIANÇA PARA MUDAR CURITIBA COM VOCÊ”. Veja o site, clique aquiAcesse aqui a composição da chapa 1Acesse aqui a tese da chapa 1. Tem apoio dos Ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo e do deputado federal Angelo Vanhoni. É a chapa da corrente CNB – Construindo um Novo Brasil.

Chapa 2: “CANDIDATURA PRÓPRIA JÁ”. Veja o site, clique aquiAcesse aqui a composição da chapa 2Acesse aqui a tese da chapa 2. Tem apoio dos deputados federal Doutor Rosinha, estadual Tadeu Veneri e da vereadora professora Josete. É a chapa da esquerda do partido.

Chapa 1

Ouça entrevista com Edésio Passos, que será homenageado pelos seus 50 anos de advocacia

Ouça a entrevista que o advogado trabalhista Edésio Passos concedeu a CBN (clique aqui). Ele que será homenageado pelos seus 50 anos de advocacia, em evento a ser realizado na UFPR dia 13 de abril. Ocorrerá o lançamento do site e do livro “Edésio Passos: 50 anos de advocacia” e a exibição de documentário sobre a trajetória do consagrado advogado, com a apresentação de fotos de toda a vida do homenageado.

O evento contará com a presença do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que ministrará a palestra “A importância da advocacia para a transformação do Brasil nos últimos 50 anos”.

Edésio Passos foi deputado federal pelo PT/PR e é o atual Diretor Administrativo da Itaipu Binacional.

Local: Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFPR, Praça Santos Andrade, às 18h30.

Tarso Cabral Violin – Blog do Tarso

Aprovação de Dilma já está em 77%: o candidato do PT em Curitiba será Tadeu Veneri, Doutor Rosinha ou Gustavo Fruet?

Dilma, em obra de Romero Britto

A presidenta Dilma Rousseff (PT) já tem 77% de aprovação dos brasileiros, segundo pesquisa CNI/Ibope (era de 72%). na região sul do país a aprovação também é altíssima, com 75% (era 69%).

Dia 15 de abril de 2012 os petistas de Curitiba, em eleição direta entre todos os filiados, escolherão quem será o beneficiado de toda essa aprovação da presidenta e Dilma e do próprio ex-presidente Lula. O deputado estadual Tadeu Veneri, o deputado federal Doutor Rosinha (ambos pré-candidatos e que lutam por candidatura própria do PT) ou o ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT), que está em primeiro nas pesquisas (nesse caso o PT indica o vice). Qualquer que seja o resultado da prévia, o partido vem forte para as eleições de outubro.

Fenômenos corinthianos

Ronaldo "Fenômeno" visitou Lula hoje. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Beto Richa está desmontando a TV Educativa

Veja denúncia do SindiJor, clique aqui.

Indecenas

Entre as medidas de defesa da indústria nacional do Governo Dilma, estão as compras governamentais

Na terça-feira (03) o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) anunciou um pacote de medidas econômicas com o intuito de beneficiar o setor industrial brasileiro, em face a conjuntura internacional.

Entre as medidas em defesa da indústria nacional estão as compras governamentais. No Plano Brasil Maior do ano passado, o governo informou que aceitaria preços 25% mais caros de produtos brasileiros nas licitações públicas para o setor da Defesa. Agora, essa política será estendida aos setores de fármacos, retroescavadeiras e motoniveladoras.

O valor anual estimado de compras governamentais de medicamentos (8% de margem de preferência e prazo de dois anos), fármacos (20% de margem e prazo de cinco anos) e biofármacos (25% e prazo de cinco anos) é de R$ 3,5 bilhões.

Para retroescavadeiras (10% até dezembro de 2015) e motoniveladoras (18% até dezembro de 2015), a estimativa de compras do governo é de R$ 400 milhões. “Está uma prática comum utilizada por vários países. Os Estados Unidos, por exemplo, priorizam produtos nacionais nas compras governamentais desde os anos 30”, observou o Ministro da Fazenda Guido Mantega.

Tarso Cabral Violin – Blog do Tarso

Bibinho diz que Rossoni gastou mais do que a gestão Justus/Bibinho

 

O Abib Miguel, mais conhecido como Bibinho, ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, entrou com um pedido de informações extrajudicial junto ao Valdir Rossoni e Plauto Miró, conforme o Blog Jogo do Poder. Bibinho questiona a divulgada economia de R$ 90 milhões anunciada pela gestão Rossoni/Miró. Para Bibinho a atual gestão gastou R$ 290 milhões, mais do que a de Nelson Justus (R$ 277 milhões). E agora Rossoni, vai encarar?

Governo Beto Richa vai privatizar presídios

Na segunda-feira o governo Beto Richa (PSDB) enviou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que autoriza o Poder Executivo estadual a repassar a ONGs a gestão de novos presídios. Serão as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs.

A Secretária da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, disse que não se trata de terceirização. Aham… sabe tudo de Direito Administrativo!

Ela também pretende privatizar o atendimento a usuários de drogas por meio de convênios com Associações de Prevenção, Atenção e ReinserçãoSocial de Usuários e Dependentes de Drogas – APADs.

Para quem prometeu que não iria privatizar…

Maioria dos vereadores de Curitiba servem para quase nada. Vamos fazer uma limpa nas eleições de outubro?

As duas principais funções dos vereadores são legislar e fiscalizar o Poder Executivo.

Infelizmente apenas 41% dos curitibanos entendem que essas são as principais funções dos vereadores (27% acham que o mais importante é a fiscalização da prefeitura e 14% a produção das leis), segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas publicada hoje na Gazeta do Povo. A maioria acha que o mais importante é que o vereador leve recursos para seu bairro (59%), seja um elo de ligação com a prefeitura (50%) e faça assistencialismo (30%).

Os moradores de Curitiba deram nota 4,7 para os membros da Câmara Municipal de Curitiba.

Apenas 34% dos curitibanos sabem o nome de pelo menos um vereador.

O que verificamos é que a maioria dos vereadores trabalham pouco, apenas votam títulos de cidadão honorário e nomes de ruas, e pouco fiscalizam o governo municipal (prefeito, secretários, presidente de entidades da Administração indireta). E têm muitos servidores comissionados sem concurso público que servem, exclusivamente, para fazerem política partidária para seus patrões.

E os vereadores que apoiam o prefeito Luciano Ducci (PSB)? Não fiscalizam o Poder Executivo. Pelo contrário: qualquer pedido de informação da oposição, como por exemplo informações sobre o ICI – Instituto Curitiba de Informática, são vetados pelos vereadores situacionistas.

Não reeleja os seguintes vereadores, que estão na Lista Proibida do Blog do Tarso:

Ciro Gomes chama FHC de neoliberal em sua estreia na Carta Capital

Ciro Gomes:

Depois veio o governo Fernando Henrique. À absoluta falta de projeto e, capitaneando o exitosíssimo plano de estabilização econômica, que encerrou 25 anos de superinflação, FHC aderiu à exuberante ideia neoliberal. O mundo se prostara a ela. O gravíssimo buraco em nossas contas externas nos impunha uma submissão à hegemonia ideológica norte-americana enfeitada pelo charme de Bill Clinton. O apetite particular pela reeleição abatia a tradição progressista de FHC.

Veja a primeira coluna do novo colaborador da Carta Capital, clique aqui.

Tadeu Veneri informa que o Governo Beto Richa já contratou R$ 628,8 milhões sem licitação. Mas licitação não é a regra, segundo a Constituição?

Bibinho questiona Rossoni e Plauto Miró

 

Abib Miguel, o Bibinho, ex-diretor geral da Assembleia Legislativa, protocolou pedido de informações extrajudicial contra Valdir Rossoni (PSDB), deputado estadual e presidente da Assembleia, e Plauto Miró (DEM), primeiro secretário. Bibinho está preso sob acusação de obstruir o trabalho das investigações nas ações que correm contra ele, acusado de comandar esquema que desviou R$ 200 milhões dos cofres da AL. Acho que essa briga vai ser boa e vai sobrar para muita gente importante. Mais informações daqui a pouco.

II Fórum Brasileiro Direito Disciplinário – 25 a 27 de abril de 2012 em Curitiba/PR

Para maiores informações, clique aqui.

Até a conservadora entidade do Terceiro Setor, TFP, deve ser democrática, decide o STJ

Do STJ

Grupo de fundadores perde a batalha pelo comando da TFP

Os fundadores da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), um dos mais famosos símbolos do pensamento conservador do país, perderam a batalha judicial pelo comando da entidade – do qual já estavam afastados desde 2003. Nesta terça-feira (27), a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão da Justiça de São Paulo que havia reconhecido o direito de voto nas assembleias da TFP aos sócios não fundadores, fato que permitiu a uma ala dissidente tomar o controle da entidade após uma série de disputas internas.

Por maioria, a Quarta Turma decidiu que todos os sócios efetivos da TFP devem ser considerados como sócios que, além de possuir direito a voto, têm também o de convocar, comparecer e participar efetivamente das assembleias gerais ordinárias e extraordinárias, devendo, para tal fim, delas ter ciência prévia.

O julgamento do recurso – interposto no STJ pelo grupo de fundadores – estava interrompido por pedido de vista do ministro Luis Felipe Salomão. Na sessão de 20 de março, ao trazer o seu voto, o ministro divergiu do entendimento do ministro João Otávio de Noronha, relator do processo, que havia votado favoravelmente à pretensão dos sócios fundadores.

O ministro Raul Araújo acompanhou o voto divergente e a ministra Isabel Gallotti votou com o relator. Nesta terça-feira, concluiu-se o julgamento com o voto desempate do ministro Antonio Carlos Ferreira, acompanhando a divergência inaugurada por Salomão.

Segundo Noronha, o direito de voto não é direito essencial dos associados, de modo que é possível atribuí-lo a apenas uma ou algumas categorias de associados.

“A interferência dos poderes públicos na economia interna das associações de fins ideológicos”, afirmou o relator, “deve ser o mais restrita possível. Não vejo razão jurídica para negar-lhes a liberdade de estipular os direitos e deveres de associados na forma que melhor atenda aos fins ideológicos que perseguem, facultando ao estatuto estabelecer vantagens especiais para alguns dos seus membros e mesmo classe ou classes de associados sem direito a voto.”

Manutenção oligárquica

Entretanto, para o ministro Salomão, “verifica-se no estatuto a existência de um feixe de normas tendentes ao mesmo fim, qual seja, a manutenção oligárquica do poder de comando da sociedade nas mãos dos sócios fundadores”.

“As regras estatutárias não convivem bem com os tempos modernos. Com efeito, todas as cláusulas estatutárias objeto da demanda mostram-se nulas de pleno direito, uma vez que violam frontalmente o artigo 1.394 do Código Civil”, concluiu Salomão.

Assim, o ministro acolheu o pedido de nulidade da cláusula restritiva do direito de voto e das demais dela decorrentes, determinando a invalidação de todas as assembleias realizadas desde dezembro de 1997, início da ação.

Histórico

Criada nos anos 60 sob a liderança de Plinio Corrêa de Oliveira, a TFP teve destacada atuação na propaganda contra o comunismo durante o regime militar. Após a morte do líder, em 1995, passou a viver disputas internas que culminaram na chegada ao poder de um grupo que se opunha à diretoria, dominada até então pelos sócios fundadores – os únicos que detinham poder de voto, segundo o estatuto original da entidade.

Os dissidentes – ligados a outra organização católica tradicionalista, a Arautos do Evangelho – entraram na Justiça, em 1997, pedindo a declaração de nulidade do estatuto da TFP, para que o direito de voto fosse estendido a não fundadores. Perderam na primeira instância, mas ganharam no Tribunal de Justiça de São Paulo, em 2001. O processo se arrastou de recurso em recurso, até que, em 2003, os dissidentes obtiveram da Justiça a execução provisória da decisão que lhes era favorável.

Com o apoio de associados mais jovens, a ala dissidente promoveu alterações estatutárias e conseguiu dominar a TFP. Os antigos dirigentes recorreram ao STJ. Além do uso do nome e dos símbolos da TFP, a disputa envolve o controle do patrimônio e das contribuições financeiras que ela recebe de seus colaboradores.

 

Governo Dilma anuncia criação de Fundo de Apoio a Projetos de Organizações da Sociedade Civil

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) participou do 7º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), em São Paulo. Foto da Divulgação/GIFE

Da Secretaria-Geral da Presidência da República

30.03.2012 – Ministro anuncia criação de Fundo de Apoio a Projetos de Organizações da Sociedade Civil

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) participou nesta quarta-feira (28/03) do 7º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), em São Paulo.

Na abertura do evento, o ministro anunciou a criação de um Fundo de Apoio a Projetos de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), cuja proposta está sendo concluída pelo Grupo de Trabalho composto por representantes de sete ministérios e número igual de representantes de OSCs. O Grupo de Trabalho, criado pela presidenta Dilma Rousseff, também tem a missão de apresentar a ela o projeto de um novo marco regulatório das relações entre o Estado e as organizações da sociedade.

Em sua palestra, Gilberto Carvalho analisou as conexões entre democracia, participação social e o novo marco regulatório, imprescindível para a criação de um ambiente mais favorável à atuação das organizações da sociedade civil. Segundo ele, “o Brasil vive hoje um processo virtuoso de fortalecimento da participação social na formação da agenda, formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas”, muito importante porque “a atuação da sociedade civil nas coisas do Estado e dos governos é absolutamente necessária. Num país com as seculares desigualdades e uma estrutura social tão injusta, ela é imperativa”.

Para o ministro, a participação social deve ser compreendida como um instrumento de gestão que ajuda a reduzir certa “miopia” que é própria da tecnocracia, ao aproximar os planos formulados pelos técnicos às demandas, características e realidades concretas em que serão implementados. Ao mesmo tempo, a participação contribui para o aprofundamento da democracia, para a democratização do Estado, da política, e da própria sociedade, ao efetivar mecanismos de controle social e, ao mesmo tempo, apontar direções, criar novos consensos e prioridades para ação estatal. Na visão do ministro, “sem participação social é impossível transformar democracia política em democracia social”. Por isso, os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma assumiram a estratégia de “consolidar o diálogo e a participação social como métodos de governo, potencializando iniciativas já existentes e incentivando formas novas de participação em políticas públicas, programas e ações do governo federal”.

 

Marco regulatório e Fundo de Apoio

O ministro Gilberto Carvalho ressaltou que é urgente a construção de um novo arcabouço jurídico e administrativo orientador das relações entre o Estado e as OSCs. “O governo reconhece que a parceria com a sociedade na execução e no controle social das políticas públicas traz ganhos democráticos baseados em criatividade, capilaridade, a proximidade com os beneficiários e a própria ética do cuidado que essas organizações têm como parte de sua atuação”. Ele expôs alguns critérios já definidos pelo Grupo de Trabalho que está elaborando a proposta do novo marco regulatório, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência.

Segundo o ministro, “será respeitada a autonomia e a natureza de direito privado das organizações, em tudo distintas de Estados e municípios, bem como a proporcionalidade entre as relações de parceria e os procedimentos para a prestação de contas, com a criação de mecanismos mais simplificados”.  Ele também destacou o uso do chamamento público para a seleção das entidades e afirmou que “o monitoramento e a avaliação das ações deverão ser cada vez mais precisos, racionais e planejados”.

Gilberto Carvalho também anunciou a realização de um grande Censo das Organizações da Sociedade Civil e a criação de um Fundo de Apoio a Projetos de Organizações da Sociedade Civil. O Fundo de Apoio será constituído, inicialmente, com aportes da Petrobrás, Banco do Brasil e BNDES e sua gestão será orientada por um Conselho Consultivo integrado por representantes da sociedade civil e por financiadores. As linhas de financiamento serão voltadas para a defesa de direitos, a sustentabilidade e a justiça ambiental. O ministro previu para este semestre a constituição do Fundo de Apoio e a finalização da proposta de novo marco regulatório das OSCs.

Infraero é condenada a reintegrar empregado demitido por ajuizar ação trabalhista

 

Do TST

Embora o empregado de empresa pública não detenha a estabilidade prevista no artigo 41 da Constituição da República, um aeroportuário da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) demitido sem justa causa conseguiu ser reintegrado ao emprego. A Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI1) do Tribunal Superior do Trabalho proveu seu recurso por entender ter sido  discriminatória a dispensa, ocorrida após ele ter ajuizado ação trabalhista contra a empresa.

O aeroportuário, admitido por concurso público em 1990, fazia parte de um grupo que ajuizou ações trabalhistas contra a Infraero no período de julho de 1988 a fevereiro de 1999, pleiteando o pagamento do adicional de quebra de caixa e de periculosidade. A empresa ameaçou-os de demissão caso não desistissem das ações. Os que desistiram mantiveram seus empregos e os outros, como ele, foram dispensado em abril de 1999.

O juiz da 3ª Vara do Trabalho de Porto Velho (RO) rejeitou o pedido de reintegração do aeroportuário, por entender que ele é regido pela CLT e, por isso, não tem direito à estabilidade destinada aos servidores públicos. O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO) citou a Súmula 390 do TST, segundo a qual não há estabilidade para o empregado de empresa pública, para considerar correta a decisão de primeiro grau quanto à não reintegração. No entanto, entendeu que o trabalhador tinha direito a uma reparação por danos morais pelo fato de a dispensa ter sido discriminatória, e condenou a empresa a pagar 12 parcelas do seu último salário a título de indenização.

Dessa decisão, o aeroportuário recorreu ao TST. A Segunda Turma, ao julgar o recurso de revista, manteve o acórdão regional, que considerou de acordo com a jurisprudência da Corte, consolidada na súmula citada.

Discriminação

Na SDI-1, o relator dos embargos interpostos pelo aeroportuário, ministro Ives Gandra Martins Filho, disse que o exercício do direito potestativo de denúncia vazia do contrato de trabalho sofre limites, e que existem inclusive decisões do Supremo Tribunal Federal nesse sentido. Ele transcreveu trechos de um acórdão do ministro Marco Aurélio Mello segundo o qual “o direito potestativo de despedir não pode ser potencializado a ponto de colocar-se em plano secundário o próprio texto constitucional”. Para o ministro do STF, se de um lado se reconhece o direito do empregador de fazer cessar o contrato a qualquer momento, sem que tenha de justificar sua conduta, de outro não se pode esquecer que o ato deve ocorrer sob a proteção da lei, que não autoriza a demissão “como via oblíqua para se punir aqueles que, possuidores de sentimento democrático e certos da convivência em sociedade, ousaram posicionar-se politicamente, só que o fazendo de forma contrária aos interesses do copartícipe da força de produção”.

Para o ministro Ives Gandra Filho, a dispensa foi discriminatória, e a conduta da Infraero, no sentido de impedir o acesso ao Poder Judiciário, impede a harmonia entre o Executivo e o Judiciário. “Amparar o empregado nessa situação é assegurar que a Justiça do Trabalho não se torne a Justiça do desempregado”, afirmou, defendendo a correção da  inversão de valores no processo, “sob pena do esmaecimento das nossas instituições, que não podem admitir o desprezo de conquistas históricas, que alimentam o Estado Democrático de Direito”.

Na sessão de julgamento, o presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, considerou que o caso é um exemplo típico de abuso de direito, “em que se sacramenta uma despedida imediatamente após o exercício do direito constitucional de ação”. Dalazen manifestou-se de pleno acordo com o voto e cumprimentou o relator “por sua sensibilidade e tirocínio”.

Por unanimidade, a SDI-2 decretou a nulidade dos atos da demissão e condenou a Infraero a reintegrar o aeroportuário a seus quadros e a pagar os salários e demais vantagens do período de afastamento. Também arbitrou em R$ 12 mil a indenização por danos morais.

(Lourdes Côrtes/CF)

Processo: RR-7633000-19.2003.5.14.0900

Até quando veremos denúncias de irregularidadades em privatizações via entidades do Terceiro Setor/ONGs?

Veja matéria de hoje na Gazeta do Povo.

Resposta: Quando o Poder Judiciário, Tribunais de Contas e Ministério Público atacarem a causa, e não os efeitos!

Sobre o tema ver os nossos:

Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010)

Uma análise crítica do ideário do “Terceiro Setor” no contexto neoliberal e as Parcerias entre a Administração Pública e Sociedade Civil Organizada no Brasil

Estado, Ordem Social e Privatização – as terceirizações ilícitas da Administração Pública por meio das Organizações Sociais, OSCIPs e demais entidades do “terceiro setor”

A terceirização ou concessão de serviços públicos sociais – a privatização de creches municipais.

Contra a privatização de serviços

Pelo fim do patrimonialismo na Administração Pública

Organizações Sociais e OSCIPs

A inconstitucionalidade das organizações sociais

O Direito do Terceiro Setor e a Universidade Positivo

O Estado e o terceiro setor

Terceiro Setor e as licitações