Vereadora Professora Josete questiona aditivos de Luciano Ducci em contrato de locação de carros

Ontem na Gazeta do Povo

Oposição questiona aditivos em contrato de aluguel de carros

MARIANA SCOZ, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO

O contrato firmado entre a prefeitura de Curitiba e a empresa de locação de veículos Cotrans teve seu valor praticamente dobrado em relação a sua versão inicial, por meio de aditivos. Somente neste ano, a Cotrans deve receber cerca de R$ 44,3 milhões dos cofres públicos, caso novos aditivos não sejam feitos. No começo do contrato, o valor era de R$ 20,2 milhões. A comparação entre o gasto com aluguel e a aquisição de veículos e o número de aditivos levanta dúvidas a respeito do contrato com a Cotrans, segundo a vereadora Professora Josete (PT), da oposição.

Dos 762 veículos contratados, cerca de 600 são dos modelos Gol 1.0 e Kombi. Outros veículos disponibilizados pela Cotrans são caminhões, microônibus e ambulâncias. Os aluguéis variam entre R$ 1 mil e R$ 7 mil mensais. Os dados foram divulgados pela prefeitura para atender um pedido de informações da Professora Josete.

A vereadora questionou a relação custo-benefício do contrato. Um exemplo é o carro mais popular da lista, o Gol 1.0. Durante os cinco anos do contrato, o aluguel total de um veículo desse modelo chega a R$ 61 mil. O mesmo carro, modelo 2012, custaria R$ 29.842,00, segundo a Tabela Fipe. Com esses valores, seria possível comprar dois carros novos do modelo Gol.

Nessa conta não são levados em conta despesas cobertas pela Cotrans, como a manutenção dos veículos. Segundo Wilson Bill, presidente do Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos (Sindirepa), o valor dessa manutenção varia muito de acordo com o modelo e o uso do veículo. Um carro popular, como o Gol, pode ter custos anuais perto dos R$ 1,5 mil, mas isso depende da quilometragem e da troca de peças do veículo.

Acrescentando ao valor de um Gol 2012 novo os custos da manutenção no período de duração do contrato (cinco anos), ainda assim o valor do carro comprado seria inferior ao aluguel do período: cerca de R$ 37 mil. Entretanto, há outros custos adicionais, como o IPVA e o seguro obrigatório, incluídos no preço cobrado pela Cotrans. Caso a prefeitura decidisse pela compra dos veículos, outro problema relevante seria a contratação de motoristas, atualmente fornecidos pela locadora de veículos.

Para a vereadora Professora Josete, os custos devem ser revistos. “Existem vários aspectos a serem avaliados, para serem colocados na ponta do lápis. É preciso observar a tabela de preço e outros valores para saber se há a possibilidade desses veículos serem comprados pela prefeitura”, diz. Ela também critica os 26 aditivos feitos nos cinco anos de contrato. “Além de dificultarem o acompanhamento da população, esse aumento no valor parece mostrar falta de planejamento da administração”, conclui.

O contrato com a Cotrans vence em dezembro, e até agora a prefeitura não deu início à licitação. Em 2005, o processo levou dez meses para ser concluído. Se ele não for finalizado a tempo, a prefeitura provavelmente fará um contrato emergencial.

Outro lado

Segundo a prefeitura, todos os contratos feitos estão dentro da lei e foram aprovados pelo Tri bunal de Contas. O Executivo informa ainda que a terceirização da frota oficial é a maneira mais eficiente de atender as demandas e reduz custos de manutenção, depreciação de veículos e controle. A prefeitura afirma que a nova licitação deve ter o edital publicado ainda em 2011.

Frota

Maioria dos veículos fica nas secretarias

Os 762 veículos do contrato da prefeitura de Curitiba com a Cotrans são divididos entre os órgãos da administração direta (secretarias) e as entidades da administração indireta (fundações e institutos). Os primeiros ficam com a maior parte dos veículos, 603. As sete entidades (Cohab, FCC, Imap, IMT, IPMC, IPPUC, FAS) recebem 159.

A Fundação de Ação Social (FAS) tem 130 veículos, dos quais 100 são do modelo Kombi. Outros órgãos com grande número de carros são a Secretaria de Governo Municipal, com 117, e o Fundo Municipal de Saúde, com 112.

A FAS, Fundo Municipal de Assistência Social e Fundo Municipal de Saúde gastaram até 9 de junho deste ano R$ 7,2 milhões. O valor total já gasto pela prefeitura até essa data é de R$ 20,7 milhões. (MS)

Um comentário sobre “Vereadora Professora Josete questiona aditivos de Luciano Ducci em contrato de locação de carros

  1. Os motoristas ,tambem são alugados pela cotrans como fosse uma mercadoria, são lotados na prefeitura sem um responsavel legal , recebendo ordens dos funcionarios publicos e esquecidos pela empresa…

    Curtir

Deixe um comentário