Rossoni irá privatizar a segurança na Assembléia Legislativa

Valdir Rossoni do PSDB, novo Presidente da Assembléia Legislativa

Valdir Rossoni, o novo Presidente da Assembléia Legislativa, está certo ao demitir os seguranças comissionados da Assembléia, uma vez que a Constituição permite cargos de confiança apenas nos casos de direção, chefia ou assessoramento. Não, segurança não é assessor!

O problema é que ao invés de abrir concurso público para a contratação de seguranças, ou se utilizar de policiais militares para exercer a função, o tucano Rossoni irá privatizar a segurança da AL por meio de uma empresa terceirizada. Muitos confundem, mas terceirização é um dos tipos de privatização no sentido amplo, segundo a Professora e jurista do Direito Administrativo Maria Sylvia Zanella Di Pietro.

Quem vai fiscalizar a licitação para essa privatização, o Tribunal de Contas do Paraná? Deveria, mas na prática o TC/PR não fiscaliza a AL, infelizmente. Espero que com o novo Presidente do TC, Fernando Guimarães, as coisas mudem.

Apenas uma licitação não é suficiente para barrar desvios nas terceirizações que ocorrem na Administração Pública. O controle desse processo é essencial. Mas quem o fará?

Governador Carlos Alberto, que tal cumprir a promessa de campanha e aumentar o efetivo da PM para que essa seja a responsável pela segurança nos órgãos e entidades públicas estaduais?

4 comentários sobre “Rossoni irá privatizar a segurança na Assembléia Legislativa

  1. Trata-se de uma questão de emergência, meu caro. Sou jornalista e trabalho na Assembleia. Até essa semana, todos vivíamos aqui um verdadeiro terror. São comuns as histórias de funcionários torturados e ameaçados pela turma do Toca. Você acha que aquelas algemas que estavam no cofre dele, com a arma, eram pra quê? É muito fácil falar quando não se convive com a situação. Pelo menos agora, não temos que passar por eles e baixar a cabeça, com medo de ser mortos. É esse o nível, meu caro. O Rossoni, goste-se ou não, está totalmente certo quando os classifica como “quadrilha”.

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    • Você percebeu que eu concordo que a segurança não pode ser feita por comissionados? O que eu questiono é privatizar a segurança, ainda mais de forma emergencial sem licitação. De forma alguma defendo o lado dos seguranças comissionados! Obrigado pela audiência!

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      • Bem, se não fosse em caráter de emergência, como seria? Veja, não estou aqui defendendo Rossoni ou qualquer outra pessoa. O problema é que, pela desconfiança geral que os políticos despertam, todas as atitudes, mesmo as acertadas, são vistas com desconfiança. O terror lá era tanto que, veja, sou jornalista e tenho medo de me identificar. Nem no sertão brasileiro eu agiria assim, mas a Alep era um faroeste. São inúmeros os casos de servidores torturados na salinha da segurança, onde, repito, a imprensa toda acompanhou a abertura do cofre em que havia arma, munição e algemas. Gente de bem costuma portar esse tipo de objeto? O que quero dizer com minha observação aqui e em outros blogs é que muita gente, por falar sem conhecer a realidade, pode estar contribuindo para a volta dessas pessoas à Alep. E isso é extremamente perigoso para todas as pessoas de bem que lá trabalham. Não sei se seguranças concursados seriam a solução, pois poderiam padecer do mesmo vício e seriam praticamente intocáveis. Talvez, sim, com o novo modelo de gestão, mas é uma questão a ser analisada. O que não podemos é voltar a conviver com o terror.

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