Pela neutralidade nas buscas de internet – Google

Googles-Monopoly

Por Romero Rodrigues, na Folha de S. Paulo de 04.09.2013

Permitir que o Google use seu poder de mercado para distorcer resultados de busca acentua o prejuízo do consumidor e da concorrência

Os sites de busca são, hoje, a porta de entrada na internet. É por meio deles que os internautas realizam pesquisas, localizam outros sites e são direcionados para mercados específicos, como o de comparação de preços on-line.

A despeito de sua importância, trata-se de um segmento muito pouco competitivo. O mercado se encontra dominado pelo Google, de inconteste poder econômico e de dimensão internacional. O que o usuário não imagina é que esse domínio é prejudicial a ele próprio. Continuar lendo

Google, Microsoft, Facebook e Apple traíram seus usuários a mando dos EUA. Twitter não

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Segundo o New York Times as empresas Google, Microsoft, Yahoo, Facebook, AOL, Apple e Paltalk mentiram ao negar que ajudaram o governo dos Estados Unidos da América a investigar pessoas de todo o mundo pela internet.

Dentre as grandes empresas apenas o Twitter se negou a colaborar com o governo espião estadunidense.

As grandes empresas foram legalmente requisitadas a compartilhar seus dados com base na Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira – FISA, mas além de cumprirem a lei FACILITARAM o trabalho do governo em obter dados, O QUE NÃO É PREVISTO EM LEI.

Google e Facebook estudavam proposta de criar uma versão digital dos escritórios nos quais as empresas guardariam informações sigilosas e forneceriam para o governo norte-americano.

A matéria, enfim, mostra que essas companhias eram um braço das agências de espionagem dos EUA.

O pior é que o presidente Barack Obama defendeu o programa de espionagem dizendo que não seriam os “americanos” (estadunidenses) que seriam investigados, mas sim o “resto” do mundo.

Apagão no Google

Fora do ar!

Globo X Google

Hoje na Folha de S. Paulo

TJ manda Google excluir site que transmite a Globo

Google diz que não foi notificado sobre decisão de tirar site

Empresa afirma não comentar ‘casos específicos’, ao ser questionada sobre liminar em favor da Globo

Para advogado contratado pela emissora, Google atua como ‘facilitador de atos ilícitos’

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar que obriga o Google a excluir de suas buscas sites que retransmitem, sem autorização, a programação em tempo real da Globo.

A liminar obtida pela Globo e pela Globosat foi assinada pela juíza Denise Cavalcante Fortes Martins, da 1ª Vara Civil de São Paulo, no dia 16. Ontem à tarde, o Google disse que não havia sido notificado. O buscador afirmou ainda que “não comenta casos específicos”.

Para o advogado Maurício Joseph Abadi, do escritório Manuel Alceu Affonso Ferreira Advogados, contratado pelo Globo, o Google atua como “facilitador de atos ilícitos”, pois os endereços dos sites que permitem ver TV na web não são “intuitivos”.

“As pessoas acessam esses sites que violam direitos autorais via Google”, diz Abadi.

Outros buscadores, como o Bing, da Microsoft, também direcionam buscas para sites similares, mas não foram incluídos na ação. “A orientação que recebemos do cliente é sobre o Google. Não posso dizer se há outras ações contra outros buscadores [em outros escritórios]”, disse.

O pedido de liminar cita oito sites, que devem ser retirados do ar. Entre eles, vertv100antena.comassitirtvonline.net etvgol.biz. Variações de endereços para os mesmos sites também estão incluídas na decisão. A multa por descumprimento é de R$ 5.000 por dia.

“A jurisprudência está no sentido de que o Google não tem controle sobre o conteúdo”, diz o advogado da Globo. “Por conta desse entendimento, essa não é uma ação com pedido de indenização.”

OUTROS CANAIS

Uma busca com as palavras “TV online grátis” no Google mostra que há mais de oito retransmissores de sinais de TV aberta e fechada e que eles não se limitam aos canais da Globo. É possível assistir à ESPN, ao Discovery Kids e a vários outros canais.

“Não sabemos quem está por trás desses sites, pois eles mudam de provedor o tempo todo. Quando você aciona um provedor na Índia, eles vão para a Jamaica”, diz Abadi.

Ele diz que o Google “estava ciente” de que os sites citados violavam direitos autorais ao retransmitir, sem autorização, canais da Globo.

“Já havíamos notificado, extrajudicialmente, o Google sobre esses sites. Por um tempo eles foram retirados das buscas, mas logo voltaram.”