Coluna do Esmael Morais

Palocci permanece na linha de tiro

O ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, enfrenta inferno astral por conta do patrimônio aumentado 20 vezes em quatro anos. Mesmo com a minimização feita pelo governo, ao dizer que o assunto estava encerrado, a oposição enxergou aí uma oportunidade de sangrar a gestão da presidenta Dilma Rousseff.

Cada qual cumpre um papel nessa confusão em torno do ministro. A oposição quer mostrar que ainda está viva. A situação tenta provar que é fiel ao Planalto.

Alguns partidos aliados, que aguardam na fila do gargarejo uma boquinha, veem uma possibilidade de ter seus pleitos atendidos imediatamente em troca de apoio. É a lei da oferta e da procura na política. O PMDB é o que mais pode faturar com a crise porque é mais pragmático quando o assunto é conquistar novos espaços.

A fatura peemedebista tende custar caro ao governo. Em duas oportunidades, os líderes da legenda saíram em disparada para socorrer a bandeira governista. A primeira foi na semana passada quando enterrou a votação do Código Florestal. A segunda ocorreu nessa defesa apaixonada da lisura do aumento patrimonial de Palocci.

Resumo da ópera: a demora do governo em atender as demandas de aliados será cobrada com juros e correção monetária em um futuro não muito distante.

Pressão total

PPS, DEM e PSDB não se convenceram com as explicações de Palocci. Os três partidos oposicionistas protocolaram nesta terça-feira um pedido de inquérito na Procuradoria Geral da República (PGR). Querem também que a Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Fiscais (Coaf) e Controladoria Geral da União (CGU) fiquem no pé do ministro.

Eu também posso

Em nota explicativa distribuída nesta terça pela Casa Civil o argumento principal era de que outros ex-ministros, na gestão FHC, também fizeram consultorias de sucesso. Em síntese: se eles puderam, eu também posso.

Trator governista

Cândido Vaccarezza, líder do governo da Câmara, deverá orientar a base para votar nesta semana 11 medidas provisórias que trancam a pauta na Casa. Não deverá enfrentar dificuldades no plenário. Sem votos, o DEM anuncia que vai ao STF para impedir as votações.

Lula online

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença no II Encontro Nacional de Blogueiros Progressista, que acontecerá em Brasília de 17 a 19 de junho.

Impeachment no STF

O advogado Alberto de Oliveira Piovesan protocolou no Senado pedido de impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, por causa de ligações perigosas que ele manteria com o escritório de outro advogado, Sérgio Bermudes, em Brasília. A mulher de Mendes, Guiomar, trabalha no local.

Roubágio

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), anunciou o fim da guerra jurídica com as concessionárias de pedágio no estado. São mais de 140 processos suspensos. Tudo em nome da redução no preço das tarifas. Mas a taxa de retorno de 80% para as empresas continuará imexível. Ou seja, os contratos poderão ser prorrogados por mais 20 anos e novas praças deverão ser instaladas nas rodovias paranaenses.

A política como ela é:

O choro de JK

Exilado em Paris pela violência gratuita do golpe de 64, Juscelino saiu uma tarde dirigindo seu carro e curtindo saudades do Brasil, numa conversa com seu velho amigo Olavo Drummond. Chegaram à Place Vendômme, estacionou em um lugar proibido. O guarda logo aparece, alto e posudo, com seu bonezinho à De Gaulle. Pediu a carteira de motorista, conferiu :

– Oh, senhor Kubitschek? Parente do grande presidente Kubitschek do Brasil?

– Sou eu.

– O senhor, o próprio presidente Kubitschek? Por favor, dê-me a chave do carro. Eu mesmo vou estacioná-lo. Aqui, apesar de exilado, o senhor continua presidente, como sei que continua lá.

JK entregou a chave, pôs a mão no ombro de Olavo e chorou.

(Do livro “Folclore Político”, de Sebastião Nery).

Coluna disponível em: http://colunadoesmael.com – Contatos: e-mail: esmaelmorais@hotmail.com – Twitter: @esmaelmorais

Amanhã, 14h, comentarei no Twitter votação do STF sobre a ADIn das OSs

Amanhã, 14h, haverá a continuação da votação da ADIn 1923 pelo Supremo Tribunal Federal, sobre as organizações sociais – OSs. O Blog do Tarso vai comentar via Twitter, ao vivo, a votação.

Sobre o tema ver Dia 18/05, 14h, o STF decide o papel do Estado na saúde e demais serviços sociais (ADIn 1923 Lei 9.637/98 Organizações Sociais – OSs)

Nota Pública da AMPCON: Processo de Escolha de Conselheiros dos Tribunais de Contas.

A Associação Nacional do Ministério Público de Contas – AMPCON, entidade representativa dos Procuradores de Contas que atuam perante todos os Tribunais de Contas do Brasil vem a público manifestar a sua preocupação em relação aos aspectos que envolvem a legalidade do procedimento de investidura no cargo de Conselheiro, em vagas não vinculadas às carreiras mencionas no artigo 73, § 2º, inciso I, da Constituição Federal.

Notícias recentes evidenciam que os procedimentos de escolha em curso, em vários Estados da Federação, estão a tangenciar os preceitos constitucionais e republicanos.

Conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal, no RE 167.137, somente se observadas todas as exigências legais poderá haver regular nomeação. A nomeação dos membros do Tribunal de Contas do Estado não é ato discricionário, mas vinculado a determinados critérios. Por NOTÓRIO SABER é necessário aferir um mínimo de pertinência entre as qualidades intelectuais dos nomeados e o ofício a desempenhar.

Reveste-se de subjetividade tão somente o aspecto da idoneidade moral, sendo que os demais critérios são todos de ordem objetiva, incluindo-se a faixa etária (idade superior a 35 anos e inferior a 65), o notório saber, e o tempo mínimo de 10 anos em efetiva atividade profissional que exija a comprovação de conhecimentos jurídicos, econômicos, financeiros ou de administração pública.

O mero exercício de cargos eletivos ou comissionados não se presta à demonstração das condições exigidas no artigo 73, § 1º, incisos III e IV, da Constituição Federal, posto que tais conhecimentos não se constituem em pré-requisitos à participação do processo eleitoral ou ao estabelecimento do vínculo de confiança com a autoridade nomeante.

A AMPCON reconhece os anseios da sociedade por mudança no processo de composição tanto dos Tribunais de Contas quanto dos Tribunais Superiores, contudo remarca que o modelo constitucional vigente deve ser observado até que sobrevenha alteração pela via adequada; e esclarece à população que qualquer pessoa que preencha os requisitos constitucionais está legitimada a candidatar-se ao processo de indicação, no qual os integrantes dos parlamentos assumem a condição de eleitores, e que a adequada observância aos princípios éticos e republicanos recomenda que nesta posição se mantenham.

É bem vinda a participação da sociedade civil e dos conselhos de classe (a exemplo dos que representam os advogados, economistas, contadores, administradores, engenheiros, entre outros) no processo de discussão relativo ao preenchimento dos cargos da Magistratura de Contas, sendo salutar a ampla divulgação dos processos seletivos, visando o maior número de inscritos possível; destacando-se que por submetidos à Lei Orgânica da Magistratura Nacional os candidatos a membros desta relevante carreira devem preencher idênticos requisitos.

Conforme já advertiu o Supremo Tribunal Federal a não observância dos requisitos que vinculam a nomeação enseja a qualquer do povo sujeitá-la à correção judicial, com a finalidade de desconstituir o ato lesivo à moralidade administrativa.

Brasília, 17 de maio de 2011.

A Diretoria.

Apóio também a Prof.ª Dr.ª Angela Cassia Costaldello

Mais um nome para o conselho do TC

Do Blog do Fábio Campana

Angela Cassia Costaldello enviou uma nota hoje à imprensa anunciando que também irá participar da eleição que escolherá o novo Conselheiro do Tribunal de Contas. Primeira mulher a concorrer ao cargo, Angela é Procuradora do Ministério do Tribunal de Contas do Estado, professora de Direito Administrativo da UFPR, doutora pós-graduada em Direito Administrativo na Universitá Statale di Milano, em Milão, na Itália e doutorada como pesquisadora teórico e prática no Conselho de Estado Francês e em administração pública na Sourbonne-Paris 1, na França.

O que está acontecendo com a antiga TV Paraná Educativa?

Conforme blogada anterior, Beto Richa acabou com a programação local da “E-Paraná”, antiga TV Paraná Educativa. Agora uma fonte do Blog do Tarso informa que os repórteres e cinegrafistas da E-Paraná estão usando taxis para suas matérias, enquanto servidores comissionados, de confiança do Governador Beto Richa, utilizam os automóveis da TV para uso próprio.

Com a palavra a emissora.

Agora falta resolver o ICI – Instituto Curitiba de Informática

A Prefeitura de Curitiba viu apenas agora que foi um erro a criação da organização social ICS – Instituto Curitiba de Saúde pelo então Prefeito Cássio Taniguchi. Vai provavelmente criar uma autarquia para assumir as funções do ICS. Agora falta a Prefeitura arrumar a situação do Instituto Curitiba de Informática – ICI, outra organização social criada por Taniguchi, entidade privada contratada pela Prefeitura sem licitação e que não faz concurso público, mantida por Beto Richa e por enquanto também mantida pelo Prefeito Luciano Ducci.

Criação de autarquia ou de empresa estatal de informática é a saída constitucional.

Beto Richa aproveita a proposta de privatização dos aeroportos e sugere radicalização nas privatizações

Uma saída para os nossos gargalos logísticos

Por Beto Richa

Hoje na Gazeta do Povo

A perspectiva de consolidação de parcerias público-privadas é estimulante e ajuda a de senhar novos cenários para o crescimento econômico e social do Paraná

Commodities?

Hoje na Gazeta do Povo

Novo Código “Florestal” dos ruralistas e “comunistas”

Hoje na Gazeta do Povo

Lições de Celso Antônio Bandeira de Mello

Lições e visão do futuro do maior jus-administrativista brasileiro, Prof. Dr. Celso Antônio Bandeira de Mello. Inspirador de todos nós professores de Direito Administrativo. Estudantes de todo o Brasil: não deixem de ler o seu Curso de Direito Administrativo!

Coluna do Esmael Morais

Quem vai colocar o guizo no gato?

O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo (DEM), advogado e professor universitário, nesta segunda-feira defendeu em artigo a eleição para juízes como forma de democratizar a Justiça. Ele destacou o caso da Bolívia, onde o presidente Evo Morales quer que os magistrados passem pelo crivo do voto popular.

Lembo observou ainda que, em comum, os atuais processualistas da América Latina absorveram os ensinamentos europeus, do período colonial, e historicamente se afastaram das culturas nacionais em seus respectivos países. Isso, na opinião do ex-governador, criou um fosso entre a elite e o povo – que é réu indefeso no sistema até hoje.

“O processo, em seus primórdios, foi imaginado a partir dos atos previstos nas atividades inquisitoriais. Para o Santo Ofício da Inquisição, manter o réu vinculado ao processo era forma de suplício”, escreveu.

Em Brasília, embora tímido, há um movimento de bastidores com objetivo de colocar essa questão do judiciário na pauta. O diabo é saber quem no Congresso vai amarrar o guizo no gato, ou seja, quem tomará a dianteira ao propor a eleição para juízes…

Lula na reforma política

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a liderar o movimento pelas reformas políticas no país. Ontem ele se reuniu com os presidentes do PSB, governador Eduardo Campos (PE), e do PCdoB, Renato Rabelo. Também esteve no encontro o deputado Brizola Neto, pelo PDT.

Partido único

Lula flerta há anos com a experiência da Frente Ampla do Uruguai, formada em 1971. Lá, comunistas, social-democratas e esquerdistas constituem um único partido nas disputas eleitorais. Depois da ditadura militar naquele país, Tabaré Vázquez foi eleito presidente e elegeu o sucessor, José Mujica.

Serra x ostracismo

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), também tenta se agarrar à reforma política para escapar do ostracismo. Ele está propondo a adoção do voto distrital misto nos municípios com mais de 200 mil eleitores.

Motivo de piada

O deputado André Vargas, secretário nacional de Comunicação do PT, não perdeu a piada diante da movimentação de Serra contra o ostracismo: “ele anda comendo muita ostra”.

Bruxas à solta

O ministro do Esporte, Orlando Silva, torceu o tornozelo e deverá usar uma botinha ortopédica por longos 45 dias. Ele jura que o incidente doméstico não afetará seu desempenho na organização da Copa de 2014.

Castigo pelo ar

Outro que machucou o tornozelo foi o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), durante um jogo em solidariedade às vítimas das enchentes no Litoral do estado e do tsunami no Japão. Na semana passada, foi realizar um suposto exame em São Paulo e o “avião de rosca” precisou fazer um pouso forçado. “Achei que iria morrer”, confessou mais tarde.

Churrascão do barulho

O bem-humorado “churrascão” realizado no sábado pelas “gentes diferenciadas”, a favor da construção de uma linha de metrô no chique bairro Higienópolis, em São Paulo, ganhou destaque na velha mídia e bombou nas redes sociais. A elite da região é contra porque teme os pobres. O ex-ministro da Casa Civil, Zé Dirceu, vê preconceito dos branquelos.

Caso Palocci

O governo parece que acusou o golpe dos ataques desferidos contra Antônio Palocci (Casa Civil). O ministro é acusado pela oposição de enriquecer mais de 20 vezes entre 2006 e 2010. No entanto, o discurso governista é de que Palocci merece confiança. A Presidência da República avisou que não investigará o caso.

Bye bye, Código Florestal

Ficou para a semana que vem o próximo round entre a ex-senadora Marina Silva (PV) e o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) acerca da votação do Código Florestal. A crise envolvendo Palocci esfriou a briga. Para a oposição, nem o comunista nem a verde são alvos preferenciais.

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A política como ela é:

A sacanagem de Maurício Fruet

O ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, pai de Gustavo, pré-candidato à mesma prefeitura, era um gozador incorrigível. Perdia um amigo, mas jamais uma piada. Certa feita, por volta de 1985, ele descobriu por acaso que o então governador José Richa, pai do atual governador Beto Richa, ofereceria um jantar para um reduzido círculo de amigos, coisa de meia dúzia de convivas. O motivo da discreta festa era seu aniversário.
Fruet não perdoou o fato de não estar entre os “íntimos”. Ligou para o Cerimonial do Palácio Iguaçu e orientou pessoalmente a expedição de telegramas para uma lista de autoridades, que incluía convites para uma “festa surpresa” a deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores da capital e região metropolitana, secretários de Estado, Bispo, etc., etc., etc.
Quando chegou o horário do jantar, Richa fora surpreendido por cerca de 300 “convidados”. Consta que o ex-governador [já falecido] não perdeu o rebolado e improvisou comida para todos, inclusive para o também saudoso Maurício Fruet.

Contatos com a coluna: E-mail: esmaelmorais@hotmail.com – Twitter: @esmaelmorais

Dia 18/05, 14h, o STF decide o papel do Estado na saúde e demais serviços sociais (ADIn 1923 Lei 9.637/98 Organizações Sociais – OSs)

Veja a minha Carta Aberta aos Ministros do STF sobre as Organizações Sociais:

Excelentíssimos Senhores Doutores Ministros do Supremo Tribunal Federal

Venho por meio desta Carta Aberta, esclarecer e solicitar o que segue:

Sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) 1923 interposta contra a Lei 9.637/98 das Organizações Sociais, foi lapidar o voto do Ministro Relator Carlos Ayres Britto, nosso estimado especialista em Direito Constitucional e licitações e contratos administrativos, que chamou o modelo de “terceirização aberrante”, quando o Estado transfere toda a prestação dos serviços para essas entidades, pois a iniciativa privada não pode substituir o Estado, mas apenas complementar. Ressaltou o Ministro: “tiro do sujeito sua essência e o que sobra é um não sujeito, um nada jurídico”. Para ele o Estado não pode ser apenas regulador na prestação dos serviços públicos.

Assim, Ayres Britto entende ser possível apenas a colaboração, o fomento do Poder Público às OSs, por meio de contratos de gestão. O Ministro deixa isso claro quando defende que quando os contratos de gestão forem para os mesmos fins dos convênios, não haveria necessidade de licitação para a qualificação e celebração da parceria, mas apenas um processo administrativo de escolha.

Portanto, impossibilitado estaria o Estado em terceirizar as atividades-fim das suas instituições sociais nas áreas de saúde, educação, cultura, meio ambiente, etc.; sendo possível a terceirização de atividades-meio através da legislação licitatória e fomento às entidades privadas de interesse público, inclusive as OSs.

Como o Exmo. Sr. Dr. Ministro Luiz Fux pediu vistas do processo, e a cessão foi interrompida e será retomada nas próximas semanas.

Solicito aos Ministros que, ratificando a posição do Ministro Ayres Britto, fique claro em seus votos a questão da impossibilidade de delegação de serviços públicos sociais, de atividades-fim em geral, por meio das OSs. E que é possível o fomento por parte do Estado para essas entidades, situação em que seriam celebrados os contratos de gestão, com a realização prévia de procedimentos de escolha.

Espero que com essa decisão o STF garanta a aplicação da nossa Constituição Social e Democrática de Direito, que aceita a participação privada nos serviços sociais, mas não como substituta do Estado, além de barrar claros movimentos contrários ao regime jurídico-administrativo, concurso público, licitações e controle social.

Tarso Cabral Violin

OAB/PR 29.416

Sobre o tema os meus:

Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010)

Estado, Ordem Social e Privatização – as terceirizações ilícitas da Administração Pública por meio das
Organizações Sociais, OSCIPs e demais entidades do “terceiro setor”

A inconstitucionalidade das organizações sociais

Minhas blogadas sobre a ADIn 1923 da OSs:

Organizações Sociais e OSCIPs

Entrevista com o Dr. Ludimar Rafanhin sobre a ADIn das organizações sociais

Videos ADIn das organizações sociais no STF

Voto do Ministro Relator Carlos Ayres Britto na ADIn 1923 STF pela inconstitucionalidade parcial das organizações sociais (Lei 9.637/98)

Segundo Ayres Britto do STF modelo de privatização das organizações sociais é “aberrante”

Ministro do STF Carlos Ayres Britto, relator da ADIn 1923 contra as Organizações Sociais, votou pela procedência parcial para declarar a inconstitucionalidade de alguns dispositivos da Lei 9637/98

A Saga

Cachorros X “gente diferenciada”

Hoje na Folha de S. Paulo

Coluna do Esmael Morais

A era das trevas

Por Esmael Morais (o censurado)

Inicio nesta segunda-feira a missão de escrever diariamente esta coluna. Confesso que revezo sentimentos de alegria e tristeza. Alegria por estar começando um novo desafio. Tristeza por surgir essa oportunidade num momento em que o meu blog (http://esmaelmorais.com.br) encontra-se censurado pela Justiça, a pedido do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), há exatos 38 dias. Tecnicamente, aos olhos do judiciário paranaense, são sete meses de escuridão.

A censura ao meu blog teve início nas eleições de 2010, quando o então candidato ao governo do Paraná alegou ficar “abalado emocionalmente” com as minhas postagens. Mais de 500 posts foram removidos da página pessoal por solicitação de Richa, mas, mesmo assim, ele não se contentou até retirar-me do ar em quatro oportunidades.

Para fugir à censura nesses sete meses de perseguição hospedei meu blog em um servidor nos Estados Unidos, mas os advogados de Richa ameaçaram a empresa e me derrubaram naquelas plagas. Depois, em março, retornei a hospedá-lo numa empresa de São Paulo e, por meio de uma liminar na Justiça do Paraná, novamente me censuraram. Desde então, estou impedido de me expressar, de trabalhar.

O que diziam as postagens que “abalaram emocionalmente” o governador do PSDB? Ora, denúncias de caixa 2 na eleição de 2008 – quando ele disputou a reeleição na prefeitura de Curitiba – tudo também repercutido nos demais órgãos de imprensa do Paraná e do Brasil.

Faço aqui um parêntese. Nunca ofendi ninguém pessoalmente. Não é o meu estilo. O “crime” que cometi foi opinar sobre pessoas públicas que ocupam funções públicas. Relatar o mau uso do erário e mostrar o que a velha mídia não mostra devido relações políticas, econômicas e familiares entre si. O meu blog sempre discutiu – e vai continuar discutindo – políticas públicas e cidadania.

Folgo em repetir uma observação do colega blogueiro Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada. Segundo ele, tenta-se estabelecer no país uma linha jurídica única para calar os blogueiros e instituir uma jurisprudência contra liberdade na blogosfera.

Tem razão Paulo Henrique Amorim. A “judicialização da censura” tem como objetivo intimidar a blogosfera pelo bolso.

Como a maioria dos blogueiros não tem dinheiro para pagar as pesadas multas imposta pelo judiciário, o caminho que resta é censurar, calar, estuprar a Constituição, atentar contra a liberdade de expressão na internet.

O meu advogado, Guilherme Gonçalves, tem afirmado que não faz sentido de existir a censura em pleno Estado de Direito Democrático porque não se trata de uma página anônima. Mesmos se houvesse ofensas poder-se-ia requerer direito de resposta e outros tipos de reparação, mas jamais tolher a liberdade de expressão.

Também recorro ao advogado e professor universitário René Ariel Dotti, que em artigo esclarece a questão dos princípios em conflito:

“… o conflito entre a liberdade de informação e os direitos da personalidade, entre eles os relativos à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem, será resolvido em favor do interesse público visado pela informação.

“A liberdade de informação se efetiva através do exercício de três direitos correlatos: a) o direito à informação; b) o direito de se informar; c) o direito a ser informado.”

Dito isto, volto ao cerne da questão. Fiz um relato específico da criminosa perseguição que meu blog sofre com a “judicialização da censura” para reforçar a ideia de que existe em curso no país uma tentativa de calar a blogosfera. Creio que se não houver uma reação em rede regressaremos à era das trevas, onde será proibida a livre manifestação de pensamento e o exercício do contraditório diante da ofensiva de endinheirados e políticos mal-intencionados.

Defendo que a luta contra a censura na blogosfera deva ocupar o centro das discussões no 2º Encontro Nacional de Blogueiros, que ocorrerá de 17 a 19 de junho, em Brasília, sob pena de a escuridão tomar conta da internet como um todo.

Coluna do Esmael: http://www.colunadoesmael.com – Twitter: @esmaelmorais – E-mail: esmaelmorais@hotmail.com

Tráfico de seres humanos: desafios no Brasil

José Eduardo Martins Cardozo (centro) e Paulo Abrão Pires Jr (direita)


Por JOSÉ EDUARDO CARDOZO e PAULO ABRÃO

Ontem na Folha de S. Paulo


O tráfico de pessoas é um dos grandes problemas a serem enfrentados pelas autoridades globais, pois afronta de forma direta a condição humana


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TCE/PR: Advogado Luiz Carlos da Rocha entende que atos de Rossoni, Beto Richa e Ivan Bonilha são contrários ao ordenamento jurídico

Luiz Carlos da Rocha e Valdir Rossoni no Jogo do Poder Paraná

Do Blog http://jogodopoderpr.blogspot.com

Tema Maurício Requião no TC volta a pauta

A semana deve iniciar com o assunto da indicação de Maurício Requião ao TC dominando a cena política.

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TCE/PR: ativista do movimento social também impugnou inscrição de Ivan Bonilha

Do site www.redepmdb.com

Candidatura à vaga, ‘sic’, do TC tem uma nova impugnação; Procurador Ivan Bonilha usa cargo para interesses pessoais

Micro-empresário Carlos Henrique de Paula Santos, ativista do movimento social, inscrito para disputar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, impugna inscrição de Ivan Bonilha. O impugnado é Procurador Geral do Estado, nessa condição deu parecer e assinou decreto anulatório da eleição do Conselheiro Maurício Requião.

Ato contínuo se candidatou para obter indicação da vaga aberta com o ato originário de seu parecer ao decreto assinado pelo Governador Beto Richa e por ele próprio. Segundo Carlos Henrique isso contamina de forma absoluta, tanto o ato de anulação da eleição de Maurício Requião, quanto, a inscrição e a pretensão do impgnado sobre a referida vaga. Verificando o curso do objeto desta impugnação, encontramos a relés prática do fisiologismo partidário, asemelhado a formação de quadrilha, visto todos pertencerem ao partido do governo, o PSDB, e agirem de modo a amealhar vantagens em função dos postos que ocupam no poder público. A  seguir, íntegra das razões apresentadas pelo impugnante em petição devidamente protocolada na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná: Continuar lendo

Ivan Bonilha se defende na imprensa. Também quero!

Governador Beto Richa (PSDB) elogiando o Blog do Tarso para Ivan Bonilha

Segundo o jornal O Estado do Paraná, o Procurador-Geral do Estado e candidato ao Conselho do Tribunal de Contas do Paraná Ivan Lelis Bonilha, disse que não há nada que o impeça de disputar a cadeira vaga da Corte de Contas.

Bonilha disse: “Primeiro que o decreto do governador Beto Richa (PSDB) apenas dá cumprimento automático à decisão do presidente da Assembleia, (Valdir Rossoni – PSDB), que anulou um ato da Assembleia. Segundo que, com o documento assinado pelo governador, a minha assinatura é meramente assessoria. O Beto poderia ter assinado sozinho que teria o mesmo efeito. Minha assinatura é dispensável. Não foi um ato meu”, explicou-se.

Ora, ora, ora: será que o Governador Beto Richa não tem o aval do Procurador-Geral do Estado para a assinatura de um Decreto que eles sabiam que reperticuria como está repercutindo? Será que o Governador Beto Richa assinaria o Decreto sem a ratificação, a assinatura, de seu Procurador-Geral?

Na matéria Ivan Bonilha também diz que eu terei que provar a existência de algum caso concreto de que ele use o cargo de confiança do Governador Beto Richa, de Procurador-Geral do Estado, para se promover ou influenciar a eleição.

Ora, quando há algum tipo de impedimento para um juiz ou advogado, não é porque há fatos concretos na atuação desse juiz ou advogado, mas apenas pela possibilidade de utilização de sua função para interesses próprios!

O Procurador-Geral do Estado falou ainda que o Governador Beto Richa não pedirá votos para Bonilha, entre os Deputados Estaduais. Vamos esperar para ver!

Também quero defender minha candidatura na imprensa! Que tal igualdade de tratamento e de espaço na imprensa?

Temos vagas!

Blog do Zé da Silva