Traíras na campanha de Beto Richa

TRAIRA

Sim, o Blog do Tarso tem fontes de dentro da campanha à reeleição do governador do Paraná Carlos Alberto Richa (PSDB), vulgo Beto Richa.

Todos os paranaenses estão percebendo que a campanha da reeleição de Beto não decola, uma vez que ele é considerado o pior governador do Paraná de todos os tempos.

Mas fontes ligados a Richa informam que na verdade a disputa é grande internamente na campanha tucana.

Todos nós sabemos que Beto e o candidato à reeleição ao senado, Alvaro Dias, se odeiam.

Mas a disputa não para aí.

Muitos na campanha de Beto querem que o governador perca em 2014 para que a atual primeira-dama, Fernanda Richa, possa ser candidata a prefeita de Curitiba em 2016, contra o prefeito Gustavo Fruet (PDT).

São os escanteados da péssima gestão de Beto no governo.

Desta forma Richa não vai nem para o segundo turno com Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT).

Fruet, Gleisi, Gomyde, Tadeu Veneri e Professora Josete caminham por Dilma

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Hoje houve uma grande caminhada entre o Prédio Histórico da UFPR e a Boca Maldita em apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Estavam presente o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), a senadora e candidato ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), o candidato ao senado Ricardo Gomyde (PCdoB), o candidato a deputado estadual Tadeu Veneri (13131) e a candidata a deputada estadual Professora Josete (13613).

Também estavam presentes o candidato a deputado estadual, Ulisses Kaniak (1357), a professora Marlei, também candidata a deputada federal (1313), o candidato a vice-presee o Haroldo Ferreira (PDT), e o coordenador de campanha da presidenta Dilma, o atual deputado federal Doutor Rosinha, que infelizmente não será candidato ao cargo de deputado federal e nem ao senado. Também presentes outros candidatos e militantes da esquerda de Curitiba.

O senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao cargo de governador, também vai votar na presidenta Dilma, mas estava fazendo campanha no interior.

São grandes as chances de Requião e Gleisi irem juntos para o segundo turno, eles que apoiam e são apoiados por Dilma. Enquanto o governador Beto Richa (PSDB), considerado como o pior governador do Paraná de todos os tempos, que apoia e é apoiado por Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), pode nem ir para o segundo turno, como ocorreu com o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB) em 2012.

Justiça dá 48 horas para Richa apresentar gastos de campanha

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Em decisão inédita no país, a Justiça Eleitoral determinou que, no prazo máximo de 48 horas, o candidato à reeleição, governador Beto Richa (PSDB), apresente os valores arrecadados e gastos por sua campanha no primeiro mês.

Contrariando a legislação eleitoral, Richa entregou zerada a primeira prestação de contas, alegando que não arrecadou e nem gastou nada nos primeiros 30 dias de campanha.

Esta é a primeira vez que a Justiça Eleitoral brasileira entra em ação para obrigar um candidato a apresentar seus gastos parciais de campanha.

A decisão da juíza Renata Estorilho Baganha atende a representação da coligação Paraná Olhando pra Frente, que tem Gleisi Hoffmann (PT) como candidata à governadora.

“Verifico pela documentação acostada aos autos, que houve despesas contratadas pelos representados. Houve um descumprimento do dever legal de prestar contas parciais pelos representados, do que, por si só, decorre a quebra dos princípios de isonomia e transparência necessária à Democracia e à condução do pleito eleitoral, o que ocasiona a ausência de igualdade de oportunidade entre os candidatos”, confirma a magistrada.

Para comprovar que Richa havia realizado gastos no primeiro mês de campanha, a coligação de Gleisi Hoffmann apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) adesivos, panfletos, fotos e notícias veiculadas na internet que mostram o governador inaugurando comitês e participando de eventos de campanha em diversas regiões do Paraná.

“É muito evidente que o candidato à reeleição teve gastos de campanha neste primeiro mês. Notícias de jornais e do próprio site de campanha mostram o candidato em eventos no interior e inaugurando comitês. Nas ruas, carros circulam com adesivos do candidato. Além disso, ele já lançou o site e um espaço chamado de “Tenda Digital”, que inclusive oferecia internet gratuita para visitantes. Tem equipe de imprensa que o acompanha e viaja pelo estado. Se não é a campanha, quem está pagando por estes gastos?”, questiona o coordenador jurídico da coligação Paraná Olhando pra Frente, Luiz Fernando Pereira.

A Lei nº 9.504/97 dispõe, expressamente em seu artigo 28, a obrigatoriedade dos candidatos e comitês financeiros apresentarem sua prestação de contas parcial.

“Assim, havendo elementos fortes a indicar a existência de despesas já contratadas pela parte representada (Resolução TSE nº 23.406/2014, artigo 31, 14) e com a conseqüente apresentação de contas “zeradas”, a qual não corresponde, em tese, com a efetiva movimentação de recursos até a data prevista para a parcial, o caso é de ser concedida a medida requerida”, conclui a juíza.

Caixa 2

Na eleição de 2008, quando foi reeleito prefeito de Curitiba, Beto Richa foi investigado por suposto caixa dois de campanha.

A ação foi apresentada por partidos de oposição (PT, PMDB, PCdoB e PSC) a Richa no governo municipal.
As legendas questionavam a participação do Comitê Lealdade na campanha do tucano. O comitê era formado por integrantes do PRTB que decidiram abandonar a candidatura de Fábio Camargo (PTB), oficialmente apoiado pelo partido, para trabalhar em favor de Beto Richa.

O caso foi à Justiça depois da divulgação de um vídeo em que o coordenador do comitê, Alexandre Gardolinski, aparecia entregando dinheiro a vários ex-candidatos do PRTB a vereador. No total, 23 candidatos do partido abriram mão de suas campanhas em busca de uma vaga na Câmara depois que o partido decidiu não apoiar Richa.

Os partidos de oposição alegavam que o PSDB cometeu crime eleitoral ao não prestar contas à Justiça do dinheiro movimentado no comitê.

Segue a íntegra da decisão que obriga Richa a abrir as contas:

 

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