Requião tocou o Cachoeira de sua sala. Lerner contratou com ele. E-mails informam que supostamente Beto Richa o recebeu de braços abertos. Veja vídeo.

Enquanto isso a Bandnews informa que Cachoeira pretendia processar o governo do Paraná:

“Um grupo ligado ao bicheiro Carlinhos Cachoeira pretendia processar o governo do Paraná. Isto por causa do fim do contrato de exploração do serviço de loteria eletrônica. Segundo o próprio grupo um contrato havia sido firmado em 2003 entre o Executivo estadual e uma empresa ligada ao bicheiro, a Larami Diversões e Entretenimento Limitada. Porém um ano depois o então governador Roberto Requião rescindiu o contrato com a empresa. Requião proibiu jogos eletrônicos no estado. Em 2007 a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou a extinção do Serviço de Loterias do Estado do Paraná, que gerenciava os jogos. O processo de indenização contra o governo do estado foi descoberto por meio de interceptações de e-mails feitas pela Polícia Federal na operação Monte Carlo. Cachoeira e o empresário argentino Roberto Copolla fazem parte da empresa Larami.”

França: socialista Mélenchon anuncia voto anti-Sarkozy: “Viva a República! Viva a classe operária! Viva a França!”

No primeiro turno da eleição para presidente da França, por enquanto François Hollande (socialista de centro-esquerda) tem 28,59%, Nicolas Sarkozy (atual presidente de direita) 27,09%, Marine Le Pen (extrema-direita) 18,06%, Jean-Luc Mélenchon (socialista de esquerda) 11,11 % e François Bayrou (centro) 9,11%. A taxa de abstenção: 19,42%. O segundo turno será entre Sarkô e Hollande.

 Conforme informa o Blog do Rovai, a França viveu neste domingo uma eleição histórica para o país e para a esquerda européia. Rovai diz que a votação de Le Pen assusta, mas a de Mélenchon anima. Para ele esses 11% permitem surgir uma nova esquerda no país. Veja o discurso de Mélenchon quando saíram os primeiros resultados:

Temos em mãos as chaves do futuro. Quanta gente! Somos muitos!

Meus amigos,

Se estiverem corretos, os primeiros números que nos apresentaram permitem que se extraiam algumas lições. A primeira lição, já bem clara, é que os franceses parecem decididos a virar a página dos “anos Sarkozy”. O total de votos das direitas, em todos os seus diferentes grupos, diminuíram, em relação a 2007. De muito grave, sim, é que a extrema direita aparece com grande número de votos: fizemos muito bem, portanto, em concentrar nossa campanha na análise e na crítica radical das propostas da extrema direita. Acertamos. E se não tivéssemos acertado, o mais provável é que os resultados dessa noite fossem ainda mais alarmantes. Porque, sim, o resultado de hoje é alarmante. E é hora, agora, de dizer o quanto nos sentimos sós, em vários momentos, nessa campanha: de um lado, um nos imitava; de outro, o outro nos ignorava.

A verdade é que fizemos, nós sozinhos, a parte mais difícil da luta. Vergonha para os que preferiram atirar contra nós, e não nos ajudaram. Lembrem, para sempre, os nomes dos que fugiram da luta real ou, pior, os que preferiram repetir argumentos anticomunistas de extrema direita, contra nós. Hoje, somos nós, a Frente de Esquerda, que temos em mãos a chave do resultado final dessas eleições. São vocês, portanto – não eu, é claro – que têm em mãos essa decisão, porque, de verdade, podemos ser a força política nova, que abriu caminho e nasceu nessas eleições. E somos nós, portanto, que temos as chaves dessa eleição. Convoco todos a assumirem, de plena consciência, essa responsabilidade, sem dar ouvidos aos comentários, às ‘análises’, às opiniões impressionistas, aos joguinhos de previsões, aos quais recomendo que ninguém se renda. O que digo agora, e bem claramente, é que, em plena consciência, nada há, absolutamente, que nós possamos negociar. Nosso compromisso não precisa da autorização de ninguém, nem de adulação, para desdobrar-se com plena energia.

Convoco todos a mobilizar-se nos encontros já marcados. Dia 1º de maio, nos nossos sindicatos, com os trabalhadores em suas lutas, que é o nosso campo, nossa família política: o mundo do trabalho e suas reivindicações.

Convoco todos para que nos reunamos dia 6 de maio – e sem nada pedir em troca de nosso voto –, para derrotar Sarkozy!

Convoco todos a não arredarem pé, a não cederem um palmo de terreno, convoco todos a se mobilizarem, como se se tratasse de me eleger à presidência.

E nada peçam em troca do voto de vocês. Votem contra Sarkozy, em ato de plena consciência. Por quê? Porque a nossa luta não é luta nacional, que só se dispute na França, nesse momento. Trata-se, nessas eleições, de virar a mesa, de inverter a tendência que, em toda a Europa mantém todos os povos sob o jugo do eixo Sarkozy-Merkel. Esse eixo tem de ser quebrado aqui, na França. E vamos quebrá-lo. Quando o tivermos quebrado, ficará então bem claro, sem bravatas, que nós, doravante, tomaremos as decisões. Nós, a nossa frente de esquerda, em toda a França e em toda a Europa. Cabe-nos agora corresponder ao poder que conquistamos pela nossa união. Continuemos a andar tranquilamente, pelo nosso caminho. Inelutavelmente, a história caminha ao nosso encontro e nós ao encontro dela. Inevitavelmente, as ideias e soluções que nós defendemos – sobretudo a ideia da redistribuição da riqueza, não há dúvida de que ela estará na ordem do dia, nos choques que se anunciam. Seja quem for o próximo presidente da França, a finança, desde sempre e já, prepara-se para amordaçar o povo francês. Então, tratar-se-á de curvar-se ou de resistir. E, para resistir, a França só conta com uma força, a nossa! [Resistência! Resistência!] Tenham no coração, o sentimento do trabalho bem feito. Não esqueçam jamais as imagens da força da união de vocês todos. Não se deixem dividir, dispersar. Dessa vez, nos fizemos ouvir e chegamos no pelotão da frente. Da próxima, será a vez de chegar ao poder, pelas urnas e pelas vias democráticas.

Viva a República! Viva a classe operária! Viva a França!

Bobbio: “social-democracia busca o socialismo”. PSDB, favor mudar de nome!

Segundo o Dicionário de Política de Norberto Bobbio, social-democracia designa os movimentos socialistas que pretendem mover-se no âmbito das instituições liberal democráticas, aceitando provisoriamente o mercado e a propriedade privada, mas com limites, diferenciando-se dos socialistas revolucionários. A social-democracia pretende efetivar a participação popular e tolera o capitalismo enquanto a sociedade não estiver amadurecida para, por meio das intituições liberal-democráticas, se chegar ao socialismo. “A Social-democracia é um partido revolucionário e não um partido que faz revoluções” (Kautsky).

Erundina, uma das últimas almas de esquerda do PSB, pode ser vice de Haddad em SP

Como o PT e o PSB de São Paulo estão quase fechados para se aliarem, são grandes as chances da ex-prefeita da capital, a deputada federal Luiz Erundina (PSB), ser a vice de Fernando Haddad (PT), conforme informação do Renato Rovai.

O Partido Socialista Brasileiro cada vez mais para a direita, vide os prefeitos de Curitiba e Belo Horizonte. o PSB faz parte do governo Alckmin (PSDB), sedento por carguinhos. Mas Erundina ainda é uma das boas representantes do partido.

Quando prefeita (1989-1993) Erundina teve como secretários de Educação Paulo Freire e Mário Sérgio Cortella, secretário de esportes Juarez Soares, Secretário de Governo José Eduardo Martins Cardozo, entre outros notáveis.

Kassab cumpriu apenas 1/3 das promessas de campanha. Quem confia nos candidatos do PSD?

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSB, ex-PL, ex-PFL, ex-DEMO) cumpriu apenas um terço das promessas da campanha de 2008. Quem confia nos candidatos do PSD, o partido criado por Kassab para fugir da fidelidade partidária?

Presidenta Dilma Rousseff tem aprovação recorde nas pesquisas

Após ser divulgada a aprovação da presidenta Dilma Rousseff (PT) que subiu cinco pontos percentuais e atingiu 77%, de acordo com pesquisa Ibope/CNI, hoje foi divulgada também aprovação recorde no Datafolha, com 64% de aprovação, um aumento de 5 pontos percentuais.

A pesquisa mostra ainda que mesmo assim 57% preferem Lula candidato a presidente em 2014.

Outra notícia interessante: Dilma venceu José Serra (PSDB) em 2010 com 56,05% contra 43,95% do tucano neoliberal. Se a eleição fosse hoje ela venceria com 69% contra apenas 21% dos tucanos.

Lembremos que em Curitiba, segundo o Ibope, Dilma tem aprovação de 62% dos curitibanos (era 55%).

A defensora dos animas Brigitte Bardot parece que não gosta de gente: votará na extrema-direita na França

Infelizmente alguns defensores de animais e ambientaliatas são muito conservadores quando o assunto é política. No segundo turno das eleições brasileiras de 2010 votaram em massa no neoliberal José Serra (PSDB) contra a vitoriosa Dilma Rousseff (PT). A estrela do cinema francês Brigitte Bardot votará na candidata Marine Le Pen para presidente, da extrema-direita na França.

O candidato socialista François Hollande é o favorito para vencer o primeiro e o segundo turno do candidato da direita e atual presidente, Nicolas Sarkozy. O primeiro turno ocorre hoje.

Aprovação de Luciano Ducci despenca 10 pontos no Ibope

A aprovação ao prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB) caiu de 67% para 57%, segundo o Ibope, conforme lembra Celso Nascimento.

Os que não confiam em Ducci subiram de 21% para 39%. Rejeição aumentou de 19% para 31 %.

A derrota é iminente na tentativa de reeleição em outubro.

Aprovação a Beto Richa despenca 4 pontos na pesquisa do Ibope

A imprensa não alardeou, mas na última pesquisa do Ibope a aprovação popular ao governador Beto Richa caiu de 67% para 63%. O que classificam sua gestão como ruim ou péssima subiu de 6% para 10%, conforme lembrou a coluna de Celso Nascimento.

A crise no governo estadual está instalada: as privatizações, terceirizações e apatia do governo Beto Richa denunciadas pela mídia levaram ao aumento de sua desaprovação.

Veja quais são os deputados federais do Paraná que não assinaram a CPI do Cachoeira. Por que será?

Os nove deputados federais do Paraná não assinaram a CPI do Cachoeira:

Alex Canziani (PTB)

André Zacharow (PMDB)

Cida Borghetti (PP)

Fernando Giacobo (PR)

Hermes Parcianello (PMDB)

Luiz Nishimori (PSDB)

Nelson Meurer (PP)

Sandro Alex (PPS)

Zeca Dirceu (PT)