Ministério Público entende que demissões de servidores pelo governo Beto Richa são injustificáveis e pede reconsideração

Beto Richa já está sendo chamado de Sr. Carrasco pelos trabalhadores da Celepar

Da assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação:

SINDPD-PR freia mais demissões na Celepar

O Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação (SINDPD-PR) conseguiu frear mais demissões e o desrespeito aos direitos dos trabalhadores na Celepar – Companhia de Informática do Paraná -, que demitiu sem justa causa e na virada do ano funcionários concursados. A empresa foi chamada para uma audiência de mediação, realizada ontem (9) no Ministério Público do Trabalho (9ª Região), em Curitiba, a fim de esclarecer os motivos da demissão sumária dos trabalhadores e com o objetivo de adequar os procedimentos de dispensa, de modo a não constranger os funcionários com limitações ao acesso à Celepar e a documentos.

A procuradora do Trabalho, Cristiane Maria Sbalqueiro Lopes, que se mostrou sensível às denúncias apresentadas pelo sindicato, também entendeu que falta consistência às justificativas verbais apresentadas pela direção da Celepar e solicitou a reconsideração por parte da empresa. Uma nova audiência foi marcada para o dia 13/01 (sexta-feira), na qual os representantes da Celepar deverão apresentar suas justificativas para que a procuradora decida pela abertura ou não de inquérito. “Há oito anos não havia demissão na Celepar e muito menos da forma como foram conduzidas estas. Uma empresa que quer fugir das suas responsabilidades é que age assim, demitindo na virada do ano”, disse a diretora do SINDPD-PR, Valquíria Lizete da Silva.
Para ilustrar a arbitrariedade das demissões…

Um dos trabalhadores demitidos havia sido requisitado no dia 16 de dezembro pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para prestar serviços neste órgão, que arcaria com todo o ônus do remanejamento. A direção da Celepar recusou o pedido e demitiu o funcionário concursado, sem justa causa, poucos dias depois. O SINDPD-PR questiona tanto a medida tomada quanto as razões, ainda desconhecidas e ao que tudo indica bastante subjetivas, para o comportamento da direção da Celepar. Outro trabalhador demitido havia sido homenageado no final do ano pela Secretaria de Planejamento do governo do estado, em função de um sistema inovador que ele desenvolveu para a gestão de contas públicas. “Não estamos mais no tempo de achar que esse tipo de arbitrariedade seja normal ou inquestionável. Os trabalhadores têm direitos e o sindicato está aí para defendê-los”, disse Valquíria. “Tornando pública a situação, o sindicato consegue inibir a empresa de continuar agindo dessa forma”, completou.

Será um feliz ano novo? – Tarso Genro

Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro

Folha de S. Paulo de domingo

Os setores emergentes não têm origem em paternalismos populistas e não são massa de manobra; sua mobilização vai oxigenar a vida pública do país

O ano de 2012 será decisivo para o Brasil e para a América Latina. Não se trata de uma crônica de ano novo. É uma afirmação criteriosa, fundamentada em dois cenários, um interno e outro externo.

No externo, há o cansaço tanto da social-democracia como da ideologia thatcherista-neoliberal.

A social-democracia cansou a paciência de todos, em regra, porque a sua adaptação aos novos tempos -de crise do financiamento do “estado de bem-estar”- fez com que ela cultuasse a globalização financeira e passasse a se escravizar nas suas receitas.

De outra parte, o cansaço da ideologia do neoliberalismo adquiriu seu auge na evidência de manipulações fraudulentas, pelos bancos e governos, da situação real dos estoques da dívida pública. Mais uma vez houve frustração e tédio com os seus discursos sem cor.

No cenário interno, tanto brasileiro como latino-americano, vários são os governos, com orientações distintas, que conseguiram conquistar apoio parlamentar e social para não aplicar as regras neoliberais, com objetivo de sair das suas crises e melhorar a vida do povo.

A “melhora da vida do povo”, no âmbito de uma crise mundial com intervenções militares brutais e com castração de direitos sociais nos países de capitalismo avançado, é um dado relevante para avaliar a importância do próximo ano no futuro da democracia na América Latina.

Como é sabido pela ciência política e comprovado empiricamente, nem sempre a democracia gera progresso socioeconômico para a maioria, assim como nem sempre as ditaduras pioram as condições de vida dos cidadãos.

Avançar socialmente dentro da democracia não é pouco. Assim como não é pouco fazer governos serem compreendidos pelos seus povos pelo que estão fazendo e melhorar a renda e a autoestima dos mais pobres dentro de um amplo processo democrático. É muito.

E mais: a inclusão massiva de grupos populacionais no consumo, na produção e na educação gera novos sujeitos sociais e novas demandas. Alguns exemplos: melhor comida, melhor habitação, um melhor carro do ano, mais lazer qualificado, mais educação e melhor transporte coletivo, além de mais segurança para fruir a vida.

A aceleração no combate às desigualdades é que vai resolver se teremos um bom ano novo para as democracias latino-americanas.

A aceleração no combate aos privilégios, dentro e fora do Estado e das empresas públicas e privadas, reduzindo as diferenças de renda e de salários -tanto na esfera pública como na esfera privada-, é que vai criar coesão entre as classes sociais emergentes, o Estado de Direito e a democracia.

Esses novos setores sociais não são massa de manobra de ninguém. Eles não se originam de paternalismos populistas nem de conquistas de burocracias sindicais. Não são “aparelháveis”, pois são dispersos na estrutura produtiva, de serviços e na estrutura de classes.

Eles não são “classe média” frustrada ou raivosa. São os “de baixo”, que apareceram nas urnas e reelegeram Lula e elegeram Dilma. Aparecem nas estatísticas do ProUni, dos novos empregos e das novas atividades na produção e nos serviços.

Esses é que têm potência para constituir -em irmandade política com os demais setores do mundo do trabalho- um consenso superior, forjado a partir das suas mobilizações para a oxigenação da vida pública democrática.

Isso só poderá ser feito diretamente pela política e pelos partidos, na minha opinião os de esquerda, e cada vez menos através de demandas corporativas e setoriais.

A agenda do combate às desigualdades sociais deverá ser a pauta de uma esquerda revitalizada, que já cumpriu tarefas importante no Brasil e na América Latina, após o ciclo das ditaduras cujos fantasmas ainda nos visitam.

TARSO GENRO, 64, é governador do Rio Grande do Sul; foi ministro da Justiça (2007-2010), ministro da Educação (2004-2005) e prefeito de Porto Alegre pelo PT (1993-1996 e 2001-2002).

Beto Richa, Luciano Ducci e Taniguchi são inimigos do Cinema Nacional e dos Cines Públicos de arte. Privatização da cultura?

Será que o que eles gostam mesmo são dos filmes da Xuxa?

Curitiba tinha vários cinemas público-estatais administrados pela Fundação Cultural de Curitiba, como os Cines Groff, Ritz e Luz, que passavam filmes brasileiros, filmes de arte não-comerciais e documentários.

O Cine Groff fechou em 2003, durante a gestão de Cassio Taniguchi (PFL, ex-ARENA e PDS, atual DEMO), ex-secretário de planejamento de Jaime Lerner e atual de Beto Richa. Seu vice era Beto Richa.

O Cine Ritz fechou em abril de 2005, durante a gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB), cujo vice era Luciano Ducci (PSB), o atual prefeito.

O Cine Luz, o segundo cinema de Curitiba, fechou as portas dia 11 de novembro de 2009, durante a gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB), que logo depois abandonaria o cargo para ser governador do Paraná, deixando o inexpressivo e desconhecido Luciano Ducci em seu lugar.

Sobrou apenas a Cinemateca como cinema público em Curitiba.

Recentemente a Gazeta do Povo fez uma matéria informando que o curitibano rejeita o cinema nacional.

Mas claro, como os moradores de Curitiba assistirão filmes nacionais, documentários, filmes de arte, se não existem cinemas públicos para isso? Cinemas públicos-estatais que não se interessem apenas com a bilheteria, apenas com o lucro, mas sim em difundir a verdadeira cultura cinematográfica em Curitiba?

O que Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi fizeram para reverter essa vergonha? O caso dos fechamentos dos cinemas não deixa de ser uma privatização, pois repassou a responsabilidade cultural para cinemas privados, que preferem passar blockbusters estadunidenses e filmes nacionais comerciais “bobinhos” voltados apenas para crianças.

Com a palavra os citados…

Será que o Marcelo Adnet está falando dos políticos que privatizam a saúde via organizações sociais – OS?

Caso “Sogra Fantasma” do assessor de Beto Richa volta ao noticiário

Beto Richa e Ezequias Moreira

Hoje na Coluna do Celso Nascimento na Gazeta do Povo

Legal

Ninguém aponta qualquer ilegalidade no ato, mas quem leu a edição n.º 320 da versão eletrônica do “Atos Oficiais” do Tribunal de Contas teve sua atenção despertada pela nomeação de Sandra Durau Rodrigues para o cargo de assessora de Planejamento no gabinete do conselheiro Ivan Bonilha. O cargo é um DAS-2, que rende R$ 7,5 mil mensais. Sandra vem a ser esposa de Ezequias Moreira, assessor informal de Beto Richa e protagonista do caso da “sogra fantasma”, cujos salários pagos pela Assembleia eram repassados para o genro. Ezequias atualmente é diretor da Sanepar.

Josias de Souza da Folha de S. Paulo descarta Aécio Neves

 

2014: decepção com Aécio desnorteia oposição

 

Há um ano, Aécio Neves era celebrado como grande promessa da oposição. Hoje, tornou-se um nome duro de roer. Tucanos e aliados viam nele a melhor opção presidencial. Passaram a enxergá-lo como a pior decepção da temporada.

Em qualquer roda de políticos ficou fácil reconhecer um oposicionista: é o que está lamentando a popularidade de Dilma Rousseff e falando mal de Aécio Neves. Nas discussões sobre 2014, o senador mineiro é personagem indefeso.

Para perscrutar as razões do desencantamento com Aécio, o blog ouviu cinco lideranças da oposição. Gente do PSDB, do DEM e do PPS. Um dissidente de legenda governista. O compromisso do anonimato destravou-lhes a língua.

Espremendo-se as opiniões e peneirando-se os exageros, obtem-se um sumo uniforme. A desilusão dos oposicionistas assenta-se em três avaliações comuns:

1. A atuação de Aécio em seu primeiro ano de Senado foi apagada. Algo incompatível com a biografia de um ex-presidente da Câmara. Ele não aconteceu, disse um dos entrevistados, no melhor resumo do sentimento que se generaliza.

Como assim? Quando Itamar Franco era vivo, a voz de Minas no Senado era a dele, não a de Aécio. O grande feito de Aécio no Senado foi a relatoria do projeto que redefine o rito das medidas provisórias. Proposta do Sarney, não dele. É pouco.

2. Dono de estilo acomodatício, Aécio é uma espécie de compositor da política. Compõe com todo mundo. Governou Minas com o apoio de partidos que, no Congresso, davam suporte a Lula. Em Brasília, o espírito conciliador, por excessivo, foi tomado como defeito.

Aécio exagerou, queixou-se um ex-entusiasta do senador. Esmiuçou o raciocínio: no afã de atrair para o seu projeto pedaços insatisfeitos do bloco pró-Dilma, Aécio esquece que a oposição deve se opor. É improvável que ganhe aliados novos. E está perdendo os antigos.

3. Imaginou-se que, livre dos afazeres de governador, que o prendiam a Minas, Aécio viraria rapidamente um personagem nacional. Por ora, nada. Por quê? A projeção exigiria dedicação e ampliação do horizonte temático, palpita um dos queixosos.

Mas Aécio não é um obcecado pelo Planalto? Sim, mas revelou-se pouco aplicado. Viajou pouco. No Senado, não foi dos mais assíduos em plenário. Subiu à tribuna só de raro em raro. No geral, esquivou-se das polêmicas.

O crítico citou um exemplo: PSDB e DEM decidiram quebrar lanças contra a DRU, o mecanismo que permite ao governo dispor livremente de 20% do Orçamento. Entre os tucanos, apenas cinco votaram contra. Aécio não estava entre eles.

Ninguém vira alternativa presidencial fugindo dos temas espinhosos, lamuriou-se um expoente do próprio PSDB. Aécio continua sendo alternativa graças à vontade pessoal e à ausência de um sucedâneo. A sorte dele é que a maioria do partido não suporta o José Serra.

Parte da cúpula do PSDB tenta antecipar para depois da eleição municipal de outubro a definição do nome do presidenciável da legenda. Em âmbito interno, a aversão a Serra faz de Aécio um favorito.

Fora daí, é visto pela própria oposição como uma ex-promessa. Uma liderança que se absteve de acontecer. Um candidato que depende do fortuito para livrar-se da condição de favorito a fazer de Dilma uma presidente reeleita.