Esposa de Kaká detona a Igreja Renascer e critica o fanatismo religioso

Casal Sonia e Estevam Hernandes, donos da Igreja Renascer em Cristo, jogador Kaká e a sua esposa, Caroline Celico,

Mulher de Kaká desabafa: “era heroína da fé, mas tratava mal quem trabalhava para mim em casa”

Do Vírgula

Carol Celico, esposa do jogador Kaká, resolveu quebrar o silêncio e falar sobre o desligamento do casal da Igreja Renascer, ocorrido há cerca de um ano. Em entrevista à revista “Istoé”, a ex-pastora afirmou que cresceu e aprendeu com os erros cometidos no passado.

“Não penso mais como aquela Carol, mais imatura, influenciável. Quero seguir o meu caminho com as minhas próprias pernas. Esse foi o motivo pelo qual saí da Renascer”, afirmou Carol.

A mulher de Kaká ainda falou da relação com sua mãe, Rosângela Lyra, católica e empresária da moda, que tentou conter o fanatismo de sua filha.

“Ela quis me proteger da Renascer. Tentou me afastar da igreja, mas sempre que ela tentava, eu entrava mais e mais. Cheguei a jogar fora as coisas dela de santo, a quebrar uma pulseirinha. Me envolvi completamente, fui fanática”, revelou.

Em 2009, no auge de seu fanatismo pela igreja, Carol chegou a afirmar que Deus havia dado dinheiro ao Real Madrid para contratar seu marido. “Me arrependo profundamente dessa declaração. Escutei de uma pessoa e repeti”, disse.

“Foi um baque perceber que estava querendo agradar mais a pessoas do que a Deus. Olhando as atitudes dos meus líderes, percebi situações em que a palavra não condizia com a atitude. Na igreja, eu era superheroína da fé, superpastora, mas chegava em casa tratava mal a pessoa que trabalhava para mim”, completou.

Abaixo-assinado pela manutenção do nome do estádio Mané Garrincha em Brasília

Mané Garrincha já jogou no Corinthians em 1966. Ele é o segundo melhor jogador de futebol de todos os tempos, depois do Rei Pelé.

Querem alterar o nome do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que foi inaugurado em 1974. Com a reforma para a Copa do Mundo de 2014, pretendem mudar seu nome para o impessoal Estádio Nacional de Brasília.

Clique aqui ou na foto para apoiar o abaixo-assinado contra a mudança de nome. Participe!

Lula agradece pelo apoio recebido

Charges: idiotices e uma força

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto

Torcida do Corinthians homenageia o ex-presidente Lula

Por Nina Crintzs

Recomendado por João Luiz da Costa Lopes, enviado por Luis Nassif

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto

Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra. Eu descobri também que esta inflamação era causada pelo meu próprio sistema imunológico que, inexplicavelmente, passou a identificar a mielina como um corpo estranho e começou a atacá-la. Em poucas palavras: eu descobri, em detalhes, como se dá uma doença-auto imune no sistema nervoso central. Esta, específica, chama-se Esclerose Múltipla. É o que eu tenho. Há seis anos.

Os médicos sabem tudo sobre o coração e quase nada sobre o cérebro – na minha humilde opinião. Ninguém sabe dizer porque a Esclerose Múltipla se manifesta. Não é uma doença genética. Não tem a ver com estilo de vida, hábitos, vícios. Sabe-se, por mera observação estatística, que mulheres jovens e caucasianas estão mais propensas a desenvolver a doença. Eu tinha 26 anos. Right on target.

Mil médicos diferentes passaram pela minha vida desde então. Uma via crucis de perguntas sem respostas. O plano de saúde, caro, pago religiosamente desde sempre, não cobria os especialistas mais especialistas que os outros. Fui em todos – TODOS – os neurologistas famosos – sim, porque tem disso, médico famoso – e, um por um, eles viam meus exames, confirmavam o diagnóstico, discutiam os mesmos tratamentos e confirmavam que cura, não tem. Minha mãe é uma heroína – mãos dadas comigo o tempo todo, segurando para não chorar. Ela mesma mais destruída do que eu. E os médicos famosos viam os resultados das ressonâncias magnéticas feitas com prata contra seus quadros de luz – mas não olhavam para mim. Alguns dos exames são medievais: agulhas espetadas pelo corpo, eletrodos no córtex cerebral, “estímulos” elétricos para ver se a partes do corpo respondem. Partes do corpo. Pastas e mais pastas sobre mesas com tampos de vidro. Colunas, crânio, córneas. Nos meus olhos, mesmo, ninguém olhava.

O diagnóstico de uma doença grave e incurável é um abismo no qual você é empurrado sem aviso. E sem pára-quedas. E se você ta esperando um “mas” aqui, sinto lhe informar, não tem. Não no meu caso. Não teve revelação divina. Não teve fé súbita em alguma coisa maior. Não teve uma compreensão mais apurada das dores do mundo. O que dá, assim, de cara, é raiva. Porque a vida já caminha na beirada do insuportável sem essa foice tão perto do pescoço. Porque já é suficientemente difícil estar vivo sem esta sentença se morte lenta e degradante. Dá vontade de acreditar em Deus, sim, mas só se for para encher Ele de porrada.

O problema é que uma raiva desse tamanho cansa, e o tempo passa. A minha doença não me define, porque eu não deixo. Ela gostaria muitíssimo de fazê-lo, mas eu não deixo. Fiz um combinado comigo mesma: essa merda vai ter 30% da atenção que ela demanda. Não mais do que isso. E segue o baile. Mas segue diferente, confesso. Segue com menos energia e mais remédios. Segue com dias bons e dias ruins – e inescapáveis internações hospitalares.

A neurologista que me acompanha foi escolhida a dedo: ela tem exatamente a minha idade, olha nos meus olhos durante as minhas consultas, só ri das minhas piadas boas e já me respondeu “eu não sei” mais de uma vez. Eu acho genial um médico que diz “eu não sei, vou pesquisar”. Eu não troco a minha neurologista por figurão nenhum.

O meu tratamento custaria algo em torno de R$12.000,00 por mês. Isso mesmo: 12 mil reais. “Custaria” porque eu recebo os remédios pelo SUS. Sabe o SUS?! O Sistema Único de Saúde? Aquele lugar nefasto para onde as pessoas econômica e socialmente privilegiadas estão fazendo piada e mandando o ex-presidente Lula ir se tratar do recém descoberto câncer? Pois é, o Brasil é o único país do mundo que distribui gratuitamente o tratamento que eu faço para Esclerose Múltipla. Atenção: o ÚNICO. Se isso implica em uma carga tributária pesada, eu pago o imposto. Eu e as outras 30.000 pessoas que tem o mesmo problema que eu. É pouca gente? Não vale a pena? Todos os remédios para doenças incuráveis no Brasil são distribuídos pelo SUS. E não, corrupção não é exclusividade do Brasil.

O maior especialista em Esclerose Múltipla do Brasil atende no HC, que é do SUS, num ambulatório especial para a doença. De graça, ou melhor, pago pelos impostos que a gente reclama em pagar. Uma vez a cada seis meses, eu me consulto com ele. É no HC que eu pego minhas receitas – para o tratamento propriamente dito e para os remédios que uso para lidar com os efeitos colaterais desse tratamento, que também me são entregues pelo SUS. O que me custaria fácil uns outros R$2.000,00.

Eu acredito em poucas coisas nessa vida. Tenho certeza de que o mundo não é justo, mas é irônico. E também sei que só o humor salva. Mas a única pessoa que pode fazer piada com a minha desgraça sou eu – e faço com regularidade. Afinal, uma doença auto-imune é o cúmulo da auto-sabotagem.

Mas attention shoppers: fazer piada com a tragédia alheia não é humor, é mau gosto. É, talvez, falha de caráter. E falar do que não se conhece é coisa de gente burra. Se você nunca pisou no SUS – se a TV Globo é a referência mais próxima que você tem da saúde pública nacional, talvez esse não seja exatamente o melhor assunto para o seu, digamos, “humor”.

Quem me conhece sabe que eu não voto – não voto nem justifico. Pago lá minha multa de três reais e tals depois de cada eleição porque me nego a ser obrigada a votar. O sistema público de saúde está longe de ser o ideal. E eu adoraria não saber tanto dele quanto sei. O mundo, meus amigos, é mesmo uma merda. Mas nós estamos todos juntos nele, não tem jeito. E é bom lembrar: a ironia é uma certeza. Não comemora a desgraça do amiguinho, não.

Charge: “não tenho nenhum preconceito, mas…”

Folha de S.Paulo de sábado

Choque de Gestão de Beto Richa eletrocuta os cidadãos atendidos pelo Detran

O piloto de carros esportivos, tucano e governador do Estado, Beto Richa

Beto Richa (PSDB) encaminhou ontem para a Assembleia Legislativa projeto de lei que eleva taxas do Detran em até 183%. Veja o quadro abaixo com alguns valores do tarifaço do governador que gosta de falar em choque de gestão:

Quadro da Gazeta do Povo de hoje

Beto Richa encaminha projeto de lei de privatizações via PPP para a AL

 

Em 09 de junho de 2011 o Blog do Tarso anunciou em primeira mão que o governo Beto Richa (PSDB) estava preparando privatizações em massa no Estado do Paraná, com a elaboração da lei Estadual das PPPs, com a ajuda de franceses e estadunidenses.

Pois bem, eis que ontem esse anteprojeto de lei foi encaminhado por Beto Richa à Assembleia Legislativa do Paraná, onde será aprovado em “toque de caixa”, inclusive com o apoio de pmdbistas que mamavam nas tetas do governo anti-privatização de Roberto Requião (PMDB) e agora continuam mamando nas tetas do governo neoliberal de Beto Richa.

As parcerias público-privadas são utilizadas para a privatização de estradas, presídios, hospitais e escolas públicas. Quem paga a conta é o próprio cidadão, via pedágios, ou dinheiro do orçamento público. O Estado e o cidadão entram com o dinheiro, e o grande capital, a iniciativa privada, entra com o lucro, e ainda com financiamentos do BNDES.

Poder de Polícia – aula das estudantes de Direito da Universidade Positivo

http://www.youtube.com/watch?v=T90yYwZ3sL0

http://www.youtube.com/watch?v=pSeYWbobx-w

Charge: defensores do modelo estadunidense de saúde paga tiram sarro de uma pessoa doente

Contribuição do Thiago Moreira

Charge: “Prefiro o Aldo cuidando de futebol do que da natureza” @RequiaoPMDB