Governo Beto Richa joga fora política de fortalecimento ao software livre

SOFTWARE LIVRE PERDE EXCLUSIVIDADE NO PARANÁ

Por Fatima Fonseca do www.wirelessmundi.inf.br

Novo presidente da Celepar diz que sistemas abertos serão mantidos mas que a nova direção está aberta também a softwares proprietários.

Bandeira nas duas administrações do ex-governador Roberto Requião (PMDB), o software livre não será mais o sistema prioritário no governo do Paraná. Nos últimos oito anos, o Estado se tornou um dos principais usuários e desenvolvedores de software livre do país e fez da opção pelos programas de código aberto parte das políticas estratégicas de governo. Com a mudança de comando, no entanto, o governo Beto Richa (PSDB) decidiu abrir espaço para softwares proprietários. “Vamos manter o software livre, mas vamos também utilizar outras plataformas tecnológicas”, afirmou a Wireless Mundi o novo presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite. Ele, no entanto, assegurou que os investimentos nas plataformas abertas serão mantidos e que sistemas em uso pelos diversos órgãos do governo serão continuados. “Não vamos mexer no que está dando certo, mas estamos abertos a todas as plataformas tecnológicas”, afirmou Carvalho.

Segundo ele, se existir no mercado uma solução, mesmo que proprietária, que complemente sistemas em funcionamento, ela será adotada. Em casos de novas demandas, a nova direção da Celepar também vai avaliar se vale mais a pena desenvolver um sistema internamente ou se é mais vantajoso adquirir um software no mercado. “Temos que ver o custo e avaliar o tempo de desenvolvimento”, observou.

A Companhia de Informática do Paraná é a responsável pela execução da política de software livre no Estado. Nos últimos anos, a empresa desenvolveu alguns sistemas como o Expresso (solução integrada de correio eletrônico, agenda, catálogo de endereços), o Framework (conjunto de ferramentas para desenvolvimento de sistemas), o Librarium (sistema de automação de bibliotecas ) e o Sentinela (sistema de segurança).

Foco no BI
“O atual governo quer intensificar o uso de tecnologia na gestão pública”, afirmou Carvalho. Para isso, explicou, usará todas as plataformas disponíveis no mercado, sejam elas livres ou proprietárias. Uma das metas do novo presidente da Celepar é criar uma base de dados integrada no estado. Segundo Carvalho, uma das primeiras iniciativas envolve o Detran-PR, que já trabalha em parceria com a Celepar.

O projeto, em discussão, prevê a integração de dados do Detran com algumas bases do governo do Estado, como as da Secretaria de Segurança Pública, polícias Civil e Militar, Instituto de Identificação do Paraná e dos próprios municípios. “Queremos adotar  indicadores através da ferramenta de Business Intelligence (BI) para ajudar no planejamento e na tomada de decisões”, comentou.

Comunicados de Ana de Hollanda e Emir Sader

Nota da Ministra da Cultura

Ministra Ana de Hollanda definirá novo dirigente para a Fundação da Casa de Rui Barbosa

Comunico que o senhor Emir Sader não será mais nomeado presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa. O nome do novo dirigente será anunciado em breve.

Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

 

Comunicado – Sobre a Casa de Rui Barbosa

Consultado sobre a possibilidade de assumir a direção da Fundação Casa de Rui Barbosa, elaborei proposta, expressa no texto “O trabalho intelectual no Brasil de hoje”. No documento proponho que, além das suas funções tradicionais, a Casa passasse a ser um espaço de debate pluralista sobre temas do Brasil contemporâneo, um déficit claro no plano intelectual atual.

Como se poderia esperar, setores que detiveram durante muito tempo o monopólio na formação da opinião pública reagiram com a brutalidade típica da direita brasileira. Paralelamente, o MINC tem assumido posições das quais discordo frontalmente, tornando impossível para mim trabalhar no Ministério, neste contexto.

Dificuldades adicionais, multiplicadas pelos setores da mídia conservadora, se acrescentaram, para tornar inviável que esse projeto pudesse se desenvolver na Casa de Rui Barbosa. Assim, o projeto será desenvolvido em outro espaço público, com todas as atividades enunciadas e com todo o empenho que sempre demonstrei no fortalecimento do pensamento crítico e na oposição ao pensamento único, assumindo com coragem e determinação os desafios que nos deixa o Brasil do Lula e que abre com esperança o Governo da Presidente Dilma.

Rio de Janeiro, 2 de março de 2011
Professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Folha de S. Paulo responsável por não indicação de Emir Sader

A Carta Capital acaba de informar que a Ministra Ana de Hollanda não nomeará mais Emir Sader para a Fundação Casa Rui Barbosa. Graças a matérias absurdas publicadas na Folha de S. Paulo desde domingo. Vejam texto de Emir Sader publicado no Blog do Emir do site Carta Maior:

Pensamento crítico contra pensamento único

O maior debate de ideias do nosso tempo é aquele que opõe o pensamento crítico ao pensamento único. A hegemonia neoliberal impôs o pensamento único e o Consenso de Washington como formas dominantes de enfocar a realidade e orientar as formas de vida das pessoas. Apologia do mercado, desqualificação dos Estados, taxação das políticas sociais como “populismo”, tentativas de desmoralização de tudo o que diferisse do capitalismo e do liberalismo, criminalização dos movimentos sociais e das suas lutas – entre outras fórmulas, foram disseminados pela mídia, pelas grandes editoras, ocupando espaços conquistados pelas grandes empresas monopolísticas.

Governos como os de Collor, Itamar, FHC, foram expressões do pensamento único e do Consenso de Washington. Consideravam que só havia uma politica possível, aquela centrada nos ajustes fiscais e na estabilização monetária como eixo central dos governos. Governaram com programas similares aos de Menem, de Fujimori, de Carlos Andrés Perez, de Salinas de Gortari, segundo as fórmulas do FMI, da OMC e do Banco Mundial.

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Quebrando The Wall: Ensino Jurídico Massificado – por Alexandre Coutinho Pagliarini