Amanhã lançamento de livro sobre o Massacre de Curitiba que completa um ano

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Amanhã (28), às 19h, na APP-Sindicato, o Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (Declatra) lança o livro “29 de abril – Repressão e Resistência”, organizado pelo advogado do escritório do Paraná, Nasser Allan e pelo professor da UFPR, Luis Fernando Lopes Pereira.

A publicação reúne artigos que tratam sobre um dos maiores massacres contra trabalhadores da história do Paraná, o Massacre de Curitiba, ou Massacre do centro Cívico. Além dos organizadores da obra, o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, o advogado e professor de Direito Administrativo, Tarso Cabral Violin (autor do Blog do Tarso, ferido no Massacre) e o sociólogo Giovanni Alves também assinam artigos que compõem a obra.

O livro ainda reúne uma série de anexos com ações judiciais que foram movidas durante todo o processo que culminou com o massacre, desde as ações de interdito proibitório movidas pelo legislativo paranaense contra as manifestações até ações indenizatórias e de responsabilidade administrativa do Governo do Estado, responsável pela violenta repressão.

“O dia 29 de abril é histórico no Paraná pelos excessos cometidos, pela violência despropositada contra trabalhadores, desarmados, que lutavam pelos seus direitos. O Instituto Declatra tem esse objetivo: promover a história da classe trabalhadora ao mesmo tempo em que projeta um futuro melhor, com mais direitos e mais cidadania”, explica o presidente do instituto, Mauro Auache.

O dia – Na tarde do dia 29 de abril de 2015 milhares de servidores públicos estavam concentrados no Centro Cívico onde protestavam contra o que ficou conhecido como “Confisco da Previdência”.

O Projeto de Lei que permitia ao Governo do Estado utilizar recursos do caixa da aposentadoria dos funcionários públicos para outros fins seria votado naquela tarde na Assembleia Legislativa.

O Governo do Estado, por sua vez, mobilizou um grande efetivo e utilizou-se de toda a violência possível. Ao todo, a estimativa é que tenham sido gastos mais de R$ 1 milhão na operação que deixou centenas de feridos.

Uma estimativa do Ministério Público apontou que foram utilizados 2.500 policiais que dispararam 2.323 balas de borracha e 1.413 bombas de efeito moral contra os manifestantes. A atuação feriu mais de 200 pessoas e atingiu milhares de pessoas com gases tóxicos.

Serviço: Lançamento do livro “29 de abril – Repressão e Resistência”
Data: Quinta-feira, 28 de abril de 2016.

Horário: 19h

Local: APP-Sindicato, Av. Iguaçu, 880, Bairro Rebouças. Curitiba.

Vítimas do HSBC no Fórum Social Mundial

O Instituto Declatra também aproveitou a ocasião para lançar oficialmente em terras gaúchas seu livro "Assédio Moral Organizacional: As Vítimas dos Métodos de Gestão nos Bancos", cujo estoque se esgotou completamente no lançamento. Personalidades como o sindicalista, ex-Governador do Rio Grande do Sul e ex-Ministro das Cidades Olívio Dutra adquiriram um exemplar. Com ele na foto, Ricardo Mendonça (Instituto Declatra) e Ana Fideli (Secretaria de Saúde e Condições do Trabalho do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região).

O Instituto Declatra também aproveitou a ocasião para lançar oficialmente em terras gaúchas seu livro “Assédio Moral Organizacional: As Vítimas dos Métodos de Gestão nos Bancos”, cujo estoque se esgotou completamente no lançamento. Personalidades como o sindicalista, ex-Governador do Rio Grande do Sul e ex-Ministro das Cidades Olívio Dutra adquiriram um exemplar. Com ele na foto, Ricardo Mendonça (Instituto Declatra) e Ana Fideli (Secretaria de Saúde e Condições do Trabalho do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região).

Movimento pelo fim do assédio moral organizacional nos bancos ganha o cenário mundial no FSM 2016

O projeto Vítimas do HSBC, nascido em Curitiba em 2015 e que ganhou adesão em todo o Brasil desembarca oficialmente no cenário internacional esta semana. O movimento foi apresentado em Porto Alegre no Fórum Social Mundial, maior encontro de discussão e transformação social do mundo, e teve grande adesão do público. Coordenado pelo Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (Declatra) e pela agência de ideias, advocacy e comunicação Social, o Vítimas do HSBC surgiu após a divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto que revelou que o assédio moral é parte das políticas de gestão do banco HSBC e tem efeitos diretos na saúde física e mental dos bancários.
A oficina, intitulada “Outro mundo do trabalho é possível? A luta contra os métodos de gestão que adoecem” ocorreu nos dias 21 e 22 com lotação máxima, abordando a importância do meio ambiente do trabalho, a relação entre trabalho e saúde, os detalhes sobre a venda do HSBC, a extensão do movimento a outros bancos em 2016 e mais.
Entre os presentes no bate-papo, a pergunta mais ouvida foi sobre o início das demissões no banco inglês, além de relatos sobre assédio em instituições bancárias. O movimento, realizado em parceria com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, está acompanhando de perto as negociações com o HSBC e mantêm em sua fanpage um quadro de notícias atualizado sobre o assunto.

ASSÉDIO MORAL ORGANIZACIONAL

O assédio moral no HSBC extrapola aquele considerado mais “comum”, que acontece entre superior e funcionário. Para Mauro Auache, advogado e presidente do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora, que conduziu a pesquisa, o termo correto é assédio organizacional. “Faz parte das orientações de gestão da empresa”, explica. “São ações de violência cotidiana, que nunca foram encaradas como tal, mas sim mascaradas como necessidade de competição e de performance lucrativa da empresa”.
Segundo o advogado Nasser Allan, um dos coordenadores da pesquisa, não se trata de um modelo exclusivo do HSBC: relatos de trabalhadores em outros bancos são bem parecidos. “Mas demos ao movimento o nome de Vitimas do HSBC, pois ele é um dos grandes representantes dessa prática”, fala. Além disso, a saída do banco do país torna a pauta urgente, ao trazer insegurança aos mais de 22 mil trabalhadores.
Além da invasão da vida privada praticada pelo HSBC contra funcionários, amplamente divulgada em 2012 com a revelação de dossiê do Ministério Público, práticas comuns no banco são o recrutamento de funcionários fora do horário, a imposição de metas abusivas, o controle constante do ritmo e da produtividade, as humilhações públicas, as ameaças de demissão, a prática de horas extras não remuneradas, o controle no uso do banheiro, o isolamento físico ou social de empregados, entre outras.

O ASSÉDIO MATA – O abuso em dados

O estresse e a depressão são as doenças que mais atingem os bancários. As funcionárias mulheres são as que mais sofrem: dos trabalhadores que deixaram o banco acusando problemas de saúde, 62% são mulheres. Elas também representam 59% dos casos de assédio por danos morais.
Os fatos mais assustadores são sobre mortes e suicídios. Entre 2006 e 2013, houveram 7.074 mortes de bancários no Brasil. A principal causa de morte, de acordo com dados do Ministério da Saúde, foi o infarto.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores é o fato de que, dos trabalhadores que citaram problemas de saúde em decorrência do trabalho, a maioria não tinha histórico de afastamento por doenças.

– Saiba mais: https://www.facebook.com/vitimasdohsbc
http://vitimasdohsbc.com.br
– Assista aos depoimentos das vítimas: https://www.facebook.com/vitimasdohsbc/videos
http://vitimasdohsbc.com.br/?page_id=52

Instituto Declatra doa R$ 7 mil para crowdfunding do Tarso pela Democracia e liberdade de expressão

Os advogados membros do Instituto Declatra, Nasser Ahmad Allan e Mauro José Auache (presidente), e o professor Tarso Cabral Violin

Os advogados membros do Instituto Declatra, Nasser Ahmad Allan e Mauro José Auache (presidente), e o professor Tarso Cabral Violin

O Instituto Defesa da Classe Trabalhadora – Declatra, que tem como objetivo fomentar, articular e efetivar ações relativas aos direitos do trabalho, realizando pesquisas, publicações, atividades acadêmicas, eventos, espaços de formação e debate político acerca dos conflitos no mundo do trabalho, doou R$ 7 mil para a campanha de crowdfunding “Eu Tarso pela Democracia“, para pagamento da multa de R$ 200 mil que o advogado e professor universitário, Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, recebeu da Justiça Eleitoral.

O Instituto Declatra compõe o Fórum Paranaense contra a Terceirização, e se solidariza com Tarso, escritor crítico das terceirizações, e com a causa da liberdade de expressão.

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Os membros do Instituto Declatra também assinaram juntamente com Dalmo de Abreu Dallari, Fábio Konder Comparato, Celso Antônio Bandeira de Mello e diversos outros juristas, advogados, professores universitários e estudantes de Direito o manifesto dos juristas, advogados e professores em apoio à liberdade de expressão, à Democracia e ao crowdfunding.

Compõem o Instituto Declatra os advogados Mauro José Auache (Presidente), Wilson Ramos Filho (Xixo), Mirian Gonçalves (vice-prefeita de Curitiba), Jane Salvador de Bueno Gizzi, Nasser Ahmad Allan (que participou com Tarso do movimento estudantil de Direito, quando fundaram a Federação Nacional dos Estudantes de Direito – FENED), Ricardo Nunes de Mendonça, Marcelo Giovani Batista Maia e vários outros grandes juristas e advogados.

Tarso, advogado, professor e autor do Blog do Tarso, recebeu injustamente e de forma totalmente desarrazoada, duas multas do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, por causa de duas simples enquetes, no valor que hoje já está em aproximadamente R$ 200 mil reais. Mais informações no site eutarsopelademocracia.com.br.

A campanha já arrecadou mais de 15% do total de R$ 200 mil. Você pode doar R$ 20, R$ 200, R$ 2.000 ou qualquer outro valor. Contribua aqui, pois Tarso terá que arrecadar esse valor absurdo em apenas alguns dias.

Que tal, como meta, um Natal sem multa?

Muito obrigado Instituto Declatra!

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As vítimas do HSBC

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Humilhação, controle, assédio moral, terrorismo psicológico e ameaças de demissão não podem ser método de gestão de uma empresa. O movimento “as vítimas do HSBC” é para todos os que são, de alguma forma, vítimas do sistema bancário.

O movimento promete histórias impressionantes contadas por vítimas do HSBC. Uma contribuição destes profissionais para que modelo de opressão e assédio moral seja interrompido.

Você sabia que 62% das pessoas demitidas do HSBC por problemas de saúde eram mulheres? E que elas representam 59% dos empregados que sofreram danos morais pelo banco?

A pesquisa realizada durante dois anos pelo Instituto Defesa Da Classe Trabalhadora mostrou que, além de utilizar métodos de gestão assediosos, o banco tem uma veia machista, com diferenças bem claras no tratamento destinado a homens e a mulheres. Elas também são as que recebem maiores cargas de estresse. Parece gestão de pessoas, mas é humilhação e machismo.

Veja a pesquisa completa em: http://vitimasdohsbc.com.br/

Conheça o movimento e ajude-os compartilhando, comentando, interagindo e influenciando. Curta o Facebook: https://www.facebook.com/vitimasdohsbc

Este é o primeiro de uma série de relatos cedidos ao movimento Vítimas do HSBC por profissionais que concordaram em dividir a angústia e sofrimento que viveram no trabalho, submetidos a um método de gestão que tem deixado milhares de pessoas doentes. Dar voz às histórias é uma forma de tentar mudar esta realidade.Veja o primeiro depoimento:

Em Brasília, Seminário apontará frentes de combate ao avanço da terceirização no Brasil

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O Instituto Declatra participará nos dias 14 e 15 de agosto do Seminário “A Terceirização no Brasil: Impactos, Resistência e Lutas”. O evento é organizado por uma série de instituições vinculadas à defesa da classe trabalhadora no Brasil e tem como objetivo apontar novas frentes de combate ao avanço da terceirização no País.

O seminário reunirá juristas, autoridades públicas, sindicalistas e toda a comunidade do mundo do trabalho para debater o tema. Nomes como Paulo Schmidt, Presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, Luiz Antônio Camargo de Melo, Procurador Geral do Trabalho, Luiz Gonzaga Beluzzo, economista e Luiz Salvador, vice-presidente executivo da Associação Latina Americana de Advogados Laboralistas (ALAL) já confirmaram presença. O Seminário terá ainda a participação de ministros do TST entre outras autoridades.

Na programação os temas vão desde os limites jurídicos da terceirização e normas internacionais de proteção, passando por pesquisas relacionadas ao tema, até as consequências que este modelo de contratação traz para a classe trabalhadora.

“Sem dúvida um dos mais completos eventos sobre a terceirização já realizado, com intelectuais e construtores teóricos das mais diversas áreas focados em um único tema. Para combater a terceirização é preciso mobilizar os setores acadêmicos e a própria classe trabalhadora e é isso que está sendo feito, não apenas em defesa dos trabalhadores, mas em defesa do Brasil como nação”, avalia o presidente do Instituto Declatra, Wilson Ramos Filho, o Xixo.

Confira a programação na íntegra:

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HSBC condenado ao pagamento de R$ 67,5 milhões por espionar bancários

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No Defesa da Classe Trabalhadora – Declatra

O Banco HSBC foi condenado ao pagamento de R$ 67,5 milhões em indenização por danos morais coletivos por contratar uma empresa de espionagem para vigiar seus empregados, sobretudo, aqueles que apresentaram doenças ocupacionais. A decisão é da 8ª Vara do Trabalho de Curitiba após ação ajuizada pelo Ministério Público do Paraná.

“Estamos falando de uma grave violação da intimidade de pessoas. Os documentos aos quais tivemos acesso, da empresa contratada, mostravam relatórios com contratos, notas fiscais além de fotografias e mais de 18 horas de gravações em vídeos destas pessoas”, recorda o advogado do escritório, Nasser Allan, que assessora o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. De acordo com ele, até o lixo das pessoas era vasculhado em busca de informações sobre alimentos, bebidas e até remédios que eram consumidos.

De acordo com Nasser, paralelamente, outra ação ajuizada pelo escritório em nome da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-PR)  e sindicatos dos bancários de Curitiba e outras cidades do Paraná segue em tramitação. “Neste caso há solicitação da condenação do banco, também, por danos morais individuais para os empregados que tiveram sua privacidade violada. Esta ação, atualmente, encontra-se em tramitação na 13ª Vara do Trabalho de Curitiba”, relata.

O advogado recorda que, ao todo, o banco tinha em seu poder informações detalhadas sobre a vida de mais de 150 trabalhadores. O caso, pela sua gravidade, foi denunciado em entrevista coletiva pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região que, além de contar com a ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho, encaminhou o caso para organismos internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Tal postura não passou desapercebida na ação judicial. “Diante de todo o exposto, e por tudo que consta nos autos, é indiscutível que a empresa demandada extrapolou os limites do seu poder diretivo, ao violar de forma escancarada os direitos fundamentais dos empregados afastados pelo INSS por motivo de doença”, afirmou em seu despacho o Juiz do Trabalho, Felipe Augusto de Magalhães Calvet, para depois completar: “o banco reclamado infringiu normas Constitucionais pétreas, garantidoras dos direitos e garantias fundamentais do cidadão”.

Além da indenização por danos coletivos, Calvet fixou um valor de R$ 1 milhão por trabalhador no caso de reincidência dos atos de espionagem do HSBC. Todos os valores desta ação serão destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Clique aqui para conferir a sentença na íntegra.