Carta aos companheiros sindicalistas petistas de Curitiba

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CARTA AOS (AS) COMPANHEIROS (AS) SINDICALISTAS PETISTAS DE CURITIBA

Companheiros (as),

No ano passado, às vésperas do 5º Congresso Nacional do PT, que realizou-se de 11 a 13 de junho em Salvador-BA, mais de 400 sindicalistas petistas – entre eles eu – subscreveram um Manifesto dirigido aos delegados deste Congresso para propor “O PT de volta para a classe trabalhadora”.

Além de criticar a política econômica de ajuste fiscal implementada pelo governo Dilma, através do então Ministro Levy, o manifesto constatava: “O PT acomodou-se a um sistema eleitoral que privilegia o financiamento de empresas para suas campanhas, em detrimento de suas características originais que privilegiam sua militância”.

Na ocasião nós dissemos no Manifesto: “O momento é grave e nós nos dispomos a assumir nossa parcela de responsabilidade no resgaste das melhores tradições do partido, intervindo de forma mais ativa e militante na sua vida”.

Hoje, com o golpe de Temer e da direita, a situação é bastante mais complicada para a classe trabalhadora e o PT. Mas, por outro lado, a disposição de luta da classe trabalhadora não arrefeceu e a CUT coloca no horizonte uma greve geral contra a destruição de direitos.

Esse ano temos eleições municipais e como sindicalista bancário pesei bem qual deveria ser minha parcela de responsabilidade nesse processo. Todos sabem que os sindicalistas petistas foram, nos últimos anos, desincentivados ou pouco apoiados para concorrer eleitoralmente pelo PT. É algo que precisa mudar.

Desse modo, resolvi, depois de ouvir a opinião de inúmeros companheiros petistas, me colocar como pré-candidato a vereador em Curitiba pelo nosso partido.

Como pré-candidato a vereador na última campanha municipal, penso que organizei uma campanha nas “melhores tradições eleitorais do PT”, com uma plataforma que procurava exprimir aspirações populares fundamentais e, sobretudo, privilegiando a participação militante de filiados petistas e simpatizantes.

Sou candidato para defender as conquistas obtidas pela classe trabalhadora, por Fora Temer e pela Constituinte Exclusiva do sistema político para barrarmos o plano de austeridade do mercado e avançarmos em mudanças mais que nunca necessárias.

Reafirmo aqui meu compromisso de colocar minha campanha a serviço da luta contra qualquer reforma da previdência que retire direitos das antigas e novas gerações. Assim como estarei nas ruas junto com aqueles que defendem a atual lei de partilha do pré-sal e uma Petrobras cada vez mais estatal e forte, além de defender os direitos trabalhistas, o direito ao emprego e a melhoria dos serviços públicos.

A Executiva Nacional da CUT, reunida em 5 de julho, decidiu lançar na segunda quinzena de agosto uma “Plataforma da Classe Trabalhadora para as Eleições Municipais”. Minha pré-candidatura se integrará nesse esforço da Central Única para ajudar a classe trabalhadora a distinguir na disputa eleitoral os seus interesses de classe num cenário em que os empresários, a grande mídia, os partidos da direita golpista, vão tentar rebaixar a discussão para impedir o debate sobre o ajuste fiscal e a defesa dos direitos.

No plano municipal, penso que os sindicalistas tiveram muito que ver com a decisão do PT pela candidatura própria a prefeito de Curitiba em 2016, assim como com o afastamento do partido da atual administração municipal de Gustavo Fruet. Realmente não era possível que o PT continuasse ao lado de um governo municipal que privilegia suas relações com os empresários do transporte, com as elites locais, em detrimento das demandas do povo trabalhador de nossa cidade.

Essa carta não pretende esgotar todos os assuntos em relação à campanha eleitoral do nosso partido em Curitiba. Certamente temos muito o que discutir sobre qual deve ser o melhor modo de atuar de uma candidatura de um sindicalista petista, mas tenham a certeza que, de acordo com nosso manifesto ao 5º Congresso, estou disposto a colocar minha campanha a vereador à disposição do resgate das melhores tradições eleitorais do PT, fazendo uma campanha militante, ligada às aspirações de nossa base social.

Estou à disposição de cada um e cada uma para conversarmos sobre minha campanha.

Saudações,

André Machado

14/07/2016

Um novo livro sobre o golpe de 2016 será lançado em Curitiba

Índice

Recentemente lançamos o livro “A resistência ao golpe de 2016” (compre aqui), um sucesso de público em seus lançamentos pelo país e de venda.

Os recentes acontecimentos da política brasileira tiveram uma característica peculiar: a participação massiva da população. Além dos protestos de rua, tanto contra quanto a favor do impeachment, o país assistiu a uma intensa discussão sobre o presente e o futuro de nossa democracia.

Para que o debate se aprofunde ainda mais no campo das ideias, a editora ComPactos lança no dia 28 de julho de 2016 mais um novo livro sobre o golpe, “Crônicas da resistência 2016 – Narrativas de uma democracia ameaçada”, no Teatro da Reitora da UFPR em Curitiba (PR).

A obra reúne artigos e crônicas de intelectuais, jornalistas, professores, economistas, cientistas políticos, historiadores, artistas, escritores e profissionais de várias áreas, são brasileiros de todas as regiões do país e do exterior que se posicionam contra a ruptura institucional representada pela deposição da presidenta Dilma Rousseff.

“O ataque à democracia cometido pela oposição exige de cada cidadão uma postura clara de defesa das instituições. A honra de nossa República está em jogo na diplomacia internacional, tanto que praticamente nenhum país reconheceu este novo governo. Com este livro, pretendemos adensar o debate e esclarecer alguns pontos discordantes, servindo como um contraponto à mídia convencional”, afirma a organizadora do livro Cleusa Slaviero.

O lançamento será mais um grande Ato de Resistência com o apoio e participação de Movimentos Sociais. O evento reunirá autores, editores, apoiadores, lideranças políticas e membros da Academia.

A abertura do evento será com o belíssimo espetáculo “Os Semeadores de Sonhos” com João Bello e Susi Monte Serrat e Cultura Resiste.

Serviço:

Livro Crônicas da resistência 2016 – Narrativas de uma democracia ameaçada

Editora ComPactos 230 p., R$ 30,00

Local: Teatro da Reitora UFPR

Horário: 18h

Dia: 28 de julho

Endereço: Rua XV de Novembro, 1299 – Centro – Curitiba (PR)