Datafolha em São Paulo: Fernando Haddad (PT) tem 56% e José Serra (PSDB) 44%

Fernando Haddad (PT) está 10 pontos na frente de José Serra (PSDB) na primeira pesquisa Datafolha realizada sobre a disputa no segundo turno na cidade de São Paulo: 47% a 37%

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 8% não sabem em quem votar, brancos, nulos e eleitores que afirmam que não votarão em nenhum também somam 8%.

Considerando os votos válidos a diferença é de 12 pontos: Haddad 56% e Serra 44%.

No último levantamento do Datafolha antes do primeiro turno (dia 6), Haddad tinha 45% e Serra 39%.

No primeiro turno, Serra foi o mais votado, com 30,75% dos votos válidos, enquanto Haddad obteve 28,98% dos votos.

A pesquisa foi realizada entre ontem e hoje e ouviu 2.090 pessoas e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número SP-01851/2012.

A direita ri – Leandro Fortes

Roberto Gurgel, assim como seu antecessor Antonio Fernando de Souza, foi tutelado por uma política republicana do PT. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

Na Carta Capital

Tenho acompanhado nas redes sociais, desde cedo, e sem surpresa alguma, o êxtase subliterário de toda essa gente de direita que comemora a condenação de José Dirceu como um grande passo civilizatório da sociedade e do Judiciário brasileiro. Em muitos casos, essa exaltação beira a histeria ideológica, em outros, nada mais é do que uma possibilidade pessoal, física e moral, de se vingar desses tantos anos de ostracismo político imposto pelas sucessivas administrações do PT em nível federal. Não ganharam nada, não têm nada a comemorar, na verdade, mas se satisfazem com a desgraça do inimigo, tanto e de tal forma que nem percebem que todas essas graças vieram – só podiam vir – do mesmo sistema político que abominam, rejeitam e, por extensão, pretendem extinguir.

José Dirceu, como os demais condenados, foi tragado por uma circunstância criada exclusivamente pelo PT, a partir da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, data de reinauguração do Brasil como nação e república, propriamente dita. Uma das primeiras decisões de Lula foi a de dar caráter republicano à Polícia Federal, depois de anos nos quais a corporação, sobretudo durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve reduzida ao papel de milícia de governo. Foi esta Polícia Federal, prestigiada e profissionalizada, que investigou o dito mensalão do PT.

Responsável pela denúncia na Procuradoria Geral da República, o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza jamais teria chegado ao cargo no governo FHC. Foi Lula, do PT, que decidiu respeitar a vontade da maioria dos integrantes do Ministério Público Federal – cada vez mais uma tropa da elite branca e conservadora do País – e nomear o primeiro da lista montada pelos pares, em eleições internas. Na vez dos tucanos, por oito anos, FHC manteve na PGR o procurador Geraldo Brindeiro, de triste memória, eternizado pela alcunha de “engavetador-geral” por ter se submetido à missão humilhante e subalterna de arquivar toda e qualquer investigação que tocasse nas franjas do Executivo, a seu tempo. Aí incluída a compra de votos no Congresso Nacional, em 1998, para a reeleição de Fernando Henrique. Se hoje o procurador-geral Roberto Gurgel passeia em pesada desenvoltura pela mídia, a esbanjar trejeitos e opiniões temerárias, o faz por causa da mesma circunstância de Antonio Fernando. Gurgel, assim como seu antecessor, foi tutelado por uma política republicana do PT.

 

Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, seis foram indicados por Lula, dois por Dilma Rousseff. A condenação de José Dirceu e demais acusados emanou da maioria destes ministros. Lula poderia, mas não quis, ter feito do STF um aparelho petista de alto nível, imensamente manipulável e pronto para absolver qualquer um ligado à máquina do partido. Podia, como FHC, ter deixado ao País uma triste herança como a da nomeação de Gilmar Mendes. Mas não fez. Indicou, por um misto de retidão e ingenuidade, os algozes de seus companheiros. Joaquim Barbosa, o irascível relator do mensalão, o “menino pobre que mudou o Brasil”, não teria chegado a lugar nenhum, muito menos, alegremente, à capa de um panfleto de subjornalismo de extrema-direita, se não fosse Lula, o único e verdadeiro menino pobre que mudou a realidade brasileira.

O fato é que José Dirceu foi condenado sem provas. Por isso, ao invés de ficar cacarejando ódio e ressentimento nas redes sociais, a direita nacional deveria projetar minimamente para o futuro as consequências dessas jurisprudências de ocasião. Jurisprudências nascidas neste Supremo visivelmente refém da opinião publicada por uma mídia tão velha quanto ultrapassada. Toda essa ladainha sobre a teoria do domínio do fato e de sentenças baseadas em impressões pessoais tende a se voltar, inexoravelmente, contra o Estado de Direito e as garantias individuais de todos os brasileiros. É esperar para ver.

As comemorações pela desgraça de Dirceu podem elevar umas tantas alminhas caricatas ao paraíso provisório da mesquinharia política. Mas vem aí o mensalão mineiro, do PSDB, origem de todo o mal, embora, assim como o mensalão do PT, não tenha sido mensalão algum, mas um esquema bandido de financiamento de campanha e distribuição de sobras.

Eu quero só ver se esse clima de festim diabólico vai ser mantido quando for a vez do inefável Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do PSDB, subir a esse patíbulo de novas jurisprudências montado apenas para agradar a audiência.

Primeiro prefeito do PT da região metropolitana de Curitiba obteve quase 100% dos votos na reeleição

Gustavo Fruet, candiato do PDT a prefeito de Curitiba, apoiado pelo PT, e o petista Luizão Goulart, o prefeito mais bem votado da história de Pinhas, região metropolitana de Curitiba.

O prefeito de Pinhais, Luizão Goulart (PT), foi o primeiro prefeito do Partido dos Trabalhadores eleito para dirigir a prefeitura de um município da região metropolitana de Curitiba, no Paraná, em 2008.

Na eleição de 2012 Luizão foi reeleito com 68.802 votos, o que equivale a 93,7% dos votos válidos.

Em termos percentuais foi o campeão de votos entre os municípios do Paraná e um dos maiores do Brasil. Luizão é, ainda, o prefeito mais bem votado da história do município.

O tucano Flavio Borri, apoiado pelo governador Beto Richa (PSDB), ficou em segundo lugar com apenas 3.596 votos, 5,37%, seguido pelo candidato José Martins (PRB) com 579 votos, 0,86%.

Veja uma matéria na RPC/Globo, clique aqui.

Debates na TV em Curitiba: 18 de outubro na Band, 22 na RIC/Record e 25 na RPC/Globo

Debate na RIC/Record no primeiro turno, comandado por Joice Hasselmann, o melhor e que gerou mais debate real.

Manifesto dos cuecas de seda!

Hoje no Zé Beto

por G. Must*

Súditos do grande monarca das Araucárias! O reinado do amado príncipe Charles Albert Richard, o garboso,  corre iminente perigo! Bolcheviques e anarquistas querem solapar o poder  divino do Iluminado Luminoso – e bem vestido- reinante. Sinto um cheiro do Império Austro-Húngaro no ar, quando em 1914  atentaram contra a vida do arquiduque Franz Ferdinand.(não, não é banda de rock) . Curitiba não é Sarajevo da era pré-guerra mundial!  É hora dos homens de bem do nosso rincão cerrarem fileiras (as mulheres e crianças ficam em casa rezando) para impedir o pior!  Às armas cidadãos! Formem seus batalhões! Os bons homens, os legítimos cuecas de seda do nosso império têm que sair do armário –no bom sentido, pois são todos muito másculos e viris!- e defender as benesses que nossa cidade conquistou. Se  não tomarmos medidas firmes o que pode acontecer com os bares temáticos da avenida Batel? A praça da Espanha pode ser invadida por ciganos! O Batel Soho  tomado por camelôs vendendo quinquilharia chinesa! Como  as pessoas de bem poderão frequentar os restaurantes classudos? Por certo a nova prefeitura vai permitir a instalação de barraquinhas de cachorro-quente (argh!) na frente do Pata Negra ou do Terra Madre. Já imaginaram um churrasquinho de gato na frente do Restaurante Vindouro, tão estimado por  todos os curitibanos?  Todas as pessoas  bem nascidas nesta cidade sabem que os únicos hot-dogs decentes são os da rua 36 perto do Empire State, o  da 42 perto da Macy’s  e do trailer do Joe, na entrada do Central Park. E churrasquinho de rua, só na  Trafalgar Square, London.   Nós, os homens bem-nascidos fomos acusados de sermos cuecas de seda de forma pejorativa! Que mal há em usar uma cueca de seda? Ainda mais se ela for Ralph Lauren ou Giorgio Armani? Para os homens públicos a cueca de seda é como uma carícia desinteressada de um  assessor desinteressado  na nossa genitália! Que político jamais sentiu este prazer indescritível? Eu digo a plenos pulmões: Sou um cueca de seda sim! E não vejo nenhum problema nisso. O nosso amado Monarca só compra as dele em Milão, assegurou-me um secretário de primeiro escalão. Não são de seda, mas de cetim. É de uma marca exclusivíssima,  a Bello Uomo. Parece que é a mesma do George Clooney.  Mas voltando  ao que interessa, nós os homens de bem, os bem-nascidos estamos com o  Príncipe Garboso e não abrimos mão. O operoso Doático, agora  arquiduque do Bairro Novo e Visconde de Quatiguá , já está arregimentando seguidores. O inoxidável Romanelli  (Barão de Guaraniaçu e do Capão da Imbuia ) já garantiu fidelidade absoluta! De um cara como ele a gente não podia esperar outra coisa! Ainda bem que o Monarca está cercado de gente competente e de confiança! Os comunas não passarão!  O Pátio Batel será nossa fortaleza! O Crystal e o Shopping Barigüi também!  Ninguém vai  relar a mão no meu Land Rover Evoque! Vida longa ao Príncipe!  Abercrombie and Fitch ou morte!

*É a nova denominação do colunista Gehornykhadis Moustakipopoulos, o Ge Moustaki. Depois de muita terapia e análise jungliana ele se desvencilhou da influência nefasta do Grande Timoneiro dos Povos do Paraná, o senador Mello e Silva. Agora   G. Must está repaginado e virou súdito do Príncipe das Araucárias, Charles Abert Richard, o Garboso.  Deixou de lado aquela porralouquice da Carta de Puebla e aderiu à Carta de Vinhos Romanée-Conti. Também aprecia os vinhos frutados da Califórnia. É bipolar. Porém diz que é metrossexual  convicto, como convém aos membros da corte.

ObsCena antiga: o mascarado

Foto da eleição de 2008 do Jornal do Estado divulgada pelo Blog do Alvaro Borba