Charge: Beto Richa recomenda o presente de Natal ideal, o livro “A Privataria Tucana”

A estudante chilena Camila Vallejo é eleita pelo “The Guardian” como a “Personalidade do Ano”

Camila Vallejo, em visita recente ao Brasil

Camila Vallejo, ex-presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, recebeu 78% dos votos da enquete promovida pelo periódico The Guardian, superando várias personalidades.

Como a revista Time nomeou a figura do “manifestante” como personagem central de 2011, o jornal britânico propôs que seus leitores escolhessem alternativas para essa decisão.

Camila Vallejo, estudante de Geografia, foi uma das faces marcantes das mobilizações protagonizadas por estudantes e professores que eclodiram há sete meses no Chile visando a mudanças nas políticas educacionais do país, como bandeiras como gratuidade da educação pública, uma melhora da qualidade do ensino e a proibição de lucros pelas universidades privadas.

Por incrível que pareça, há duas semanas Camila perdeu as eleições da Federação de Estudantes da Universidade do Chile para um estudante anarquista, mais a esquerda, e desde então ocupa a Vice-Presidência da entidade.

Na Suíça o Estado evita enquadrar os internautas como piratas digitais

Por Felipe Marra Mendonça, na Carta Capital

Download é legal?

Na Suíça, estudo do governo evita enquadrar os internautas na categoria dos piratas digitais.

Em março de 2010 o governo suíço encomendou um estudo para entender o impacto dos downloads ilegais na economia do país. Queria entender se seriam necessárias novas leis para coibir a pirataria. A conclusão do estudo (disponível no endereço http://www.ejpd.admin.ch/content/dam/data/pressemitteilung/2011/2011-11-30/ber-br-d.pdf) é de que os que “pirateiam” arquivos na internet também gastam dinheiro para comprar produtos da indústria do entretenimento de maneira legal. Assim, o governo decidiu manter a lei de direitos autorais vigente na Suíça, segundo a qual fazer downloads é uma atividade legal, desde que para uso pessoal. É uma política sensata contra uma indústria que adora espalhar cenários apocalípticos de perda de empregos, de receitas cada vez menores e que -insiste no estereótipo do usuário de internetcomoum pirataem potencial. Aliás, foi exatamente a indústria do entretenimento que suscitou o estudo. Reclamou de uma queda nas suas receitas, e o Senado suíço decidiu investigar o que poderia ser “uma crise emergente na criatividade cultural suíça”.

Os resultados do estudo mostram que cerca de um terço dos cidadãos com mais de 15 anos baixam músicas, filmes e jogos pirateados da internet. Parte do problema, segundo o governo, é que mesmo com muitos artigos na mídia e campanhas por parte de organizações, muitos dos usuários não sabem dizer quais dow-nloads são legais e quais são ilegais.

O estudo relata, contudo, que isso não configura uma crise, pelo contrário. Esses usuários não gastam menos dinheiro consumindo produtos da indústria do entretenimento: o gasto é constante e o ato de baixar conteúdo é complementar. Além disso, os que baixam músicas ilegalmente gastam mais dinheiro indo a shows. E bandas menos conhecidas acabam sentindo o efeito positivo de uma maior -exposição quando suas músicas são pirateadas.

No ramo dos videogames, os que baixam jogos ilegalmente também compram mais jogos do que os que não pira teiam nada. O relatório também examina as leis -antipirataria criadas em outros países. Uma delas foi instituída na França e desconecta permanentemente qualquer pessoa que seja culpada três vezes de baixar arquivos ilegais. Os relatores acreditam que uma lei semelhante na Suíça seria considerada ilegal agora que o Conselho de Direitos Humanos da ONU designou o acesso à internet comoum direito humano. Medidas mais brandas, comoo filtro a sites com arquivos piratas, também foram rejeitadas por ser consideradas danosas à liberdade de expressão e também uma violação às leis de privacidade do país. E, num momento de rara lucidez, o mesmo relatório conclui que essas medidas seriam facilmente dribladas, caso fossem implementadas.

Por fim, o governo da Suíça entendeu que as entidades mais atingidas pelos downloads ilegais seriam companhias estrangeiras, não as suíças. E recomenda que elas se adaptem ao novo comportamento dos consumidores. Conclui ainda que os temores de um impacto negativo na produção cultural nacional não se justificam e que, dessa maneira, o Conselho Federal Suíço acredita não ser necessárias mudanças nas leis nacionais.

Uma bela decisão de um governo que vê os usuários nãocomopiratas, mas como cidadãos.

Habermas e Krugman analisam a crise europeia e democracia

Parte da matéria “Um continente à deriva” de Antonio Luiz M. C. Costa, da Carta Capital

Posicionamento ainda mais sintomático e muito mais surpreendente vem da própria Alemanha, da pena do maior paladino vivo do Iluminismo europeu: Jürgen Habermas, filósofo da razão comunicativa e do diálogo democrático. Para ele, o acordo Merkel-Sarkozy lançou a Europa numa era pós-democrática: “Querem estender o federalismo do Tratado de Lisboa em uma gestão intergovernamental pelo Conselho Europeu. Tal regime possibilitará transferir os imperativos dos mercados aos orçamentos nacionais sem legitimação adequada, usando ameaças e pressões para obrigar parlamentos esvaziados de poder a pôr em vigor acordos informais e sem transparência. Os chefes de governo transformarão o projeto europeu no seu oposto. A primeira democracia transnacional se tornará em um arranjo para exercer uma espécie de governo pós–democrático, parti-cularmente eficaz por ser disfarçado”.

Em entrevista ao jornalista Georg Diez, de Der Spiegel, Habermas foi ainda mais contundente: “Um pouco depois de 2008, entendi que o processo de expansão, integração e democratização não progride automaticamente por necessidade interna, é reversível. Pela primeira vez na história da União Europeia, experimentamos de fato um desmantelamento da democracia. Eu não pensava que isso fosse possível. Se o projeto europeu falhar, quanto tempo levará para voltar ao status quo? Lembre-se da Revolução Alemã de 1848 (a ‘Primavera dos Povos’): quando fracassou, precisamos de cem anos para recuperar o mesmo grau de democracia de antes”.

Do outro lado do Atlântico, também o economista Paul Krugman vê EUA e Europa em depressão que, mesmo se ainda não é tão grave quanto a dos anos 1930, já ameaça a democracia. Populismos de direita como o dos “Verdadeiros Finlandeses” e do Partido da Liberdade austríaco disputam o poder com partidos tradicionais e, na Hungria, o partido direitista Fidesz, já no poder com ampla maioria parlamentar, está emendando a Constituição para controlar a mídia e o Judiciário, colocar o principal partido de esquerda (ex-comunista) na ilegalidade e se apoderar irreversivelmente do poder.

Na Itália, esse populismo de direita é representado pela Liga Norte, que se recusou a apoiar o governo “tecnocrático” de Mario Monti e agora defende que o Norte da Itália se separe tanto do resto do país quanto da Zona do Euro, recriando a lira.  E o primeiro-ministro mostra pouca habilidade ao tentar impor aos italianos uma improvável “revolução no modo de pensar”, que equivale a transformá-los em alemães da noite para o dia. Nem a extrema-esquerda -conseguiria ser tão utópica.

Blog do Tarso cria Lista Negra dos vereadores de Curitiba para as eleições de 2012

Sou contra o voto em pessoas físicas para os cargos de deputados e vereadores. Defendo na reforma política o voto em lista, para que o eleitor possa votar apenas no partido político, o que será um estímulo ao fim do personalismo nas eleições.

Enquanto essa importante alteração nas eleições não ocorre, é essencial que a sociedade civil denuncie os parlamentares que não mereçam ser reeleitos.

Por isso, pensando na eleição de 2012, o Blog do Tarso acabou de criar uma “Lista Negra” dos vereadores de Curitiba. Uma lista que informará para a população quais são os vereadores que não merecem nosso voto, em decorrência de suas atuações e votações.

Quando o voto em lista for aprovado, discutiremos as ideologias a atuações dos partidos políticos. Enquanto isso vamos tentar impedir a reeleição de alguns sujeitos não merecedores do nosso voto, mas que são eleitos e reeleitos normalmente em decorrência do poder financeiro ou com o auxílio de algum meio de comunicação poderoso.

Ajude a Lista Negra com novas sugestões de nomes ou complementação de justificativas.

Veja a Lista Negra, clique aqui