PMDB fica em dúvida sobre eleição para o TC

Do http://www.bemparana.com.br

Bancada ainda estuda melhor caminho para a defesa de vaga de Maurício Requião,

A bancada do PMDB na Assembleia Legislativa ainda não sabe o que fazer em relação à anulação da nomeação de Maurício Requião, irmão do ex-governador Roberto Requião (PMDB), para conselheiro do Tribunal de Contas, determinada pela direção da Casa, e avalizada pelo governador Beto Richa (PSDB). Os deputados se reúnem hoje para definir se o partido deve ou não entrar na Justiça contra a decisão, e se eles devem participar ou não da eleição para a vaga aberta com o cancelamento da indicação.

Na segunda-feira à noite, a Executiva Estadual do PMDB se reuniu para tratar do mesmo assunto, mas também não conseguiu chegar a uma conclusão. O advogado do partido, Guilherme Gonçalves, ficou de avaliar se cabe uma medida jurídica por parte da legenda contra a decisão do presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB).

A dúvida é se o partido tem legitimidade para contestar o ato ou se isso cabe somente ao próprio Maurício Requião. “Conselheiro do TC não pode ser filiado a partido. Será que uma ação do PMDB não é prejudicial a ele e pode ser interpretada como uma interferência política?”, questiona o presidente estadual do partido, deputado Waldir Pugliesi.

O dilema também se reflete na dúvida sobre se os deputados do PMDB devem ou não participar da eleição para o novo conselheiro. Ontem, o presidente da Assembleia anunciou que na semana que vem, a comissão especial começa a ouvir os 16 candidatos, que serão ainda sabatinados em plenário. A previsão de Rossoni é que a eleição aconteça até o início de junho. Entre os concorrentes estão o procurador Geral do Estado, Ivan Bonilha, e dois deputados estaduais: Nelson Garcia (PSDB) e Augustinho Zucchi (PDT).

“Se a eleição acontecer precisamos decidir amanhã”, avalia Pugliesi. Dois deputados peemedebistas – Caito Quintana e Nereu Moura – integram a comissão que vai avaliar os candidatos. Ambos também aguardam uma decisão do partido para saberem como agir.

A reportagem apurou que a divisão do PMDB não é motivada apenas por dúvidas jurídicas. Há também um componente político. Boa parte dos deputados peemedebistas já vem votando com o governo, e tem interesse em agradar o Executivo, apoiando o candidato do governador Beto Richa, que claramente apoia a indicação do procurador do Estado. Outros, porém, defendem que o partido não pode se omitir e deixar de defender a indicação de Maurício Requião, ex-secretário do governo Requião. A briga entre Requião e o ex-governador Orlando Pessuti também estaria por trás da indecisão dos peemedebistas. (IS)

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