Nota de esclarecimento sobre a declaração da candidata Marina Silva no debate da Band

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Leia a nota divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre)

Do PSTU

Diante da declaração da candidata à Presidência da República para as próximas eleições, Marina Silva, onde esta coloca o companheiro Chico Mendes junto a representantes da elite nacional, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), legítimo representante do legado classista do companheiro Chico, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:

Primeiramente, o companheiro Chico foi um sindicalista e não ambientalista, isso o coloca num ponto específico da luta de classes que compreendia a união dos Povos Tradicionais (Extrativistas, Indígenas, Ribeirinhos) contra a expansão pecuária e madeireira e a conseqüente devastação da Floresta. Essa visão distorcida do Chico Mendes Ambientalista foi levada para o Brasil e a outros países como forma de desqualificar e descaracterizar a classe trabalhadora do campo e fortalecer a temática capitalista ambiental que surgia.

Em segundo, os trabalhadores rurais da base territorial do Sindicato de Xapuri (Acre), não concordam com a atual política ambiental em curso no Brasil idealizada pela candidata Marina Silva enquanto Ministra do Meio Ambiente, refém de um modelo santuarista e de grandes Ong’s internacionais. Essa política prejudica a manutenção da cultura tradicional de manejo da floresta e a subsistência, e favorece empresários que, devido ao alto grau de burocratização, conseguem legalmente devastar, enquanto os habitantes das florestas cometem crimes ambientais.

Terceiro, os candidatos que compareceram ao debate estão claramente vinculados com o agronegócio e pouco preocupados com a Reforma Agrária e Conflitos Fundiários que se espalham pelo Brasil, tanto isso é verdade, que o assunto foi tratado de forma superficial. Até o momento, segundo dados da CPT, 23 lideranças camponesas foram assassinadas somente neste ano de 2014. Como também não adentraram na temática do genocídio dos povos indígenas em situação alarmante e de repercussão internacional.

Por fim, os pontos elencados, são os legados do companheiro Chico Mendes: Reforma Agrária que garanta a cultura e produção dos Trabalhadores Tradicionais e a União dos Povos da Floresta.

Xapuri, 27 de agosto de 2014

José Alves – Presidente

Waldemir Soares – Assessor Jurídico

PSTU pergunta para Beto Richa: e os milhões do viaduto estaiado?

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Hoje (5) o PSTU expôs a faixa “Obra cara e desnecessária. Mais dinheiro para saúde, transporte e educação” para protestar contra os gastos públicos com o viaduto estaiado pela gestão Beto Richa/Luciano Ducci na prefeitura de Curitiba.

Hoje pela manhã, quem passou pela nova ponte estaiada de Curitiba não pode deixar de notar a faixa, e durante o tempo em que ela ficou exposta, muitos motoristas e pedestres que transitavam no local manifestaram-se por meio das buzinas apoiando o protesto.

Para o PSTU, esta obra foi cara e não resolveu o problema dos grandes engarrafamentos na região. Só para se ter um exemplo, o viaduto estaiado foi orçado em R$ 84,49 milhões, enquanto a trincheira da Rua Guabirotuba custou R$ 10,26 milhões. Ambas as obras cumprem a mesma função.

Segundo especialistas, com o valor de R$ 84,49 milhões, seria possível construir 20 viadutos comuns. Para Mariane Siqueira, presidente do PSTU em Curitiba, “esta obra precisa ser auditada sob o controle da população, já que existem fortes indícios de que houve desperdício de dinheiro público em sua construção, ou seja, de dinheiro do povo”.

O cruzamento da Avenida das Torres precisa de uma obra para melhorar o tráfego. Mais de 30 mil veículos passam em cada um dos sentidos todos os dias. Além disso, trata-se do corredor que liga o Aeroporto Afonso Pena a Rodoferroviária em Curitiba. Por isso, o PSTU e a população querem saber onde o dinheiro foi parar e por que a obra não resolveu o problema.

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