Oligopólio da Mídia no Paraná

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No mundo são 30 os conglomerados que dominam a mídia planetária, conforme a lista abaixo:

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Até pouco tempo a Globo era a única empresa de um país ainda desenvolvimento que fazia parte da lista e, agora, também entraram no ranking duas empresas chinesas. Google, DirecTV, Disney, Fox, Time Warner, CBS, Viacom, Clear Chanel, Yahoo, Globo, Fugi, Discovery, Facebook e Microsoft são algumas das empresas que decidem sobre o que você vai saber ou não, conhecer ou não, em áreas de jornalismo, cultura e entretenimento no Planeta Terra.

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Há um claro oligopólio mundial que deve ser regulado e democratizado. No oligopólio um grupo de empresas promove o domínio de determinada oferta de produtos ou serviços, gerando uma estrutura de mercado de concorrência imperfeita. No mundo já começou um processo de democratização da mídia (sobre o tema clique aqui), mas no Brasil e no estado do Paraná a tendência é de oligopolização cada vez maior do domínio de algumas famílias da mídia nacional e regional.

No Brasil sete famílias dominam a mídia, a família Marinho (Globo), Frias (Folha de S. Paulo), Bispo Edir Macedo (Record), Mesquita (Estadão), Abravanel “Silvio Santos” (SBT), Saad (Band) e Civita (Abril). Isso é ruim para a democracia brasileira.

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No estado do Paraná, infelizmente, a situação não é diferente!

A família Cunha Pereira é dona do GRPCOM – Grupo Paranaense de Comunicação, que domina a RPC TV  (oito emissoras de TV afiliadas à Rede Globo), os sites RPC TV, G1 Paraná, Globo Esporte Paraná, Paraná Online, os jornais Gazeta do Povo (o maior do Paraná), Jornal de Londrina, Gazeta Maringá e Tribuna, as radios 98FM, Mundo Livre FM, Cultura FM e ainda empresas como ÓTV, HD View, Canal do Crédito e Zaag.

O apresentador Ratinho e seu filho, o deputado e secretário de Beto Richa, Ratinho Junior (PSC), são donos da Rede Massa, que domina o SBT no Paraná com 5 retransmissoras e tem a rádio Massa FM (7 por todo o estado).

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A família Petrelli é dona da RIC Record, com 11 emissoras de TV, 3 portais de internet, 5 emissoras de rádio (Jovem Pan), 2 jornais e 2 editoras de revistas.

A J Malucelli é dona da TV Bandeirantes Curitiba e Maringá, BandNews FM, CBN Curitiba, Jornal Metro e Rádio Globo Curitiba e Paranaguá.

Portanto, quatro famílias dominam a mídia no estado. Um oligopólio claro que é inconstitucional e que deverá ser limitado e regulado com a Democratização da Mídia que começará a ser implementada em 2015 pelo governo federal da presidenta Dilma Rousseff (PT), sob a responsabilidade do Ministro das Comunicações Ricardo Berzoini (PT).

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2 comentários sobre “Oligopólio da Mídia no Paraná

  1. Democracia, liberdade, direitos individuais, livre iniciativa, concorrência são essenciais e fundamentais para uma nação que almeja o melhor para seus cidadãos. Quanto mais uma nação acredita nisso, mais evoluída ela é. Eu acredito muito nisso. Aliás quem apostou nesses princípios ao longo da história e se ocupa a todo momento de zelar por ela é os Estados Unidos da América. Esse negócio de regularizar a vida de tudo e de todos com o intuito de “democratizar” acaba criando uma série de desvios e isso acaba gerando justamente aquilo que se queria evitar: a criação de oligopólios. Vide as agências reguladoras (exemplo da ANATEL) que de tanto regularizar a área acabam fechando as portas para outras empresas se instalarem no país, impedindo a criação de empregos, renda e a geração de tributos. Tomando esse exemplo da ANATEL, estamos assistindo a fusões na área da telefonia que vai acabar com umas duas ou três companhias dentro de alguns anos. Pois quem quer entrar para concorrer no mercado não consegue dada a “burrocracia” que impera neste país. Na aviação não é diferente. As empresas que sobrarem vão impor o preço que desejarem ao final e nós não teremos escolha, o serviço continuará mais ruim e mais caro do que já é. Em um país que leva a livre iniciativa e a concorrência a sérios quem decide quem sobrevive ou não em uma economia de mercado, em última análise, é o consumidor. Por isso que essa campanha de “democratização da mídia” soa mais como um cala a boca na imprensa livre do que qualquer outra coisa. Sabe porque ? Porque as pessoas continuarão a ver a Rede Globo, o SBT, a Bandeirantes e por aí vai. Quem deseja criticar o governo deve ter o direito de fazê-lo. Quem deseja apoiar que o faça e deixe que o povo decida assistir aquilo que lhe aprouver, desde que não sejamos convidados a pagar pela incompetência de atrair a atenção do público. Sim, nada de ficar bancando com dinheiro público empresas e produções que ninguém assiste só para que o governo de plantão possa ter um pouco o ego massageado. Achar que o governo deve intervir e impor o que a população deve assistir é que é antidemocrático. Temos que nos espelhar nas nações que deram certo e não nas que estão aí no atraso total que estão indo cada vez mais para a rabeira do processo civilizatório (Cuba, Venezuela, Argentina e outros bolivarianos).

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