Matando o trabalho no Senado no Paraná, Aécio Neves defende as privatizações de FHC, também chamadas de Privataria Tucana

Sabugo no dos outros é refresco!

Ao invés de trabalhar no Senado, em plena terça-feira, o senador Aécio Neves (PSDB/MG) visitou Cascavel/PR, ao lado do governador Beto Richa, seu provável candidato a vice. Aécio Neves, o pré-candidato a presidente pelo PSDB em 2014, disse que coube ao PSDB e a FHC a concepção das privatizações no Brasil.

Será que ele quer virar presidente para vender o que faltou? Petrobras, Banco do Brasil, Universidades Federais…

A volta das privatizações?

Por Clara Roman, na Carta Capital, indicado por Chico Monteiro Rocha

A impressão dos jornais, colunas e especialistas depois dos leilões que concederam três dos maiores aeroportos brasileiros à iniciativa privada é de que, depois de anos de oposição ferrenha ao processo de desestatização nos governo Collor e Fernando Henrique Cardoso, o PT cedeu e iniciou uma nova era das privatizações. No Twitter, Elena Landau, presidente do BNDES no governo FHC comemorou a “vitória”: “Hoje é dia muito importante: o debate sobre privatizações se encerrou… e nós ganhamos”. Pouco depois, satirizou a presidenta: “Hoje me aposento e passo o bastão: Dilma é a nova musa das privatizações”.

Especialista rebate ‘consenso’ de que com concessão de aeroportos, PT inicia uma nova era das privatizações. Foto: Elza Fiúza/ABr

“O PT privatizou”, “A privatização está de volta” “O PT mudou”. Esse era o tom geral das manchetes e artigos nos jornais da terça-feira. Os sindicalistas do PSDB fizeram questão de aplaudir Dilma.

“A privatização promovida pelo governo Dilma demonstra, na opinião do Núcleo Sindical do PSDB-SP, que houve amadurecimento na mentalidade estatizante que o partido da presidente pregava nos anos 90″, declararam em nota.

No leilão na bolsa de valores de São Paulo, na segunda-feira 6, o aeroporto de Guarulhos foi adquirido pelo consórcio da Invepar (formada pelas empresas de fundo de pensão Previ, Funcef e Petros), a construtora OAS e a operadora estatal sul-africana ACSA, com lance de 16,21 bilhões e ágio de 373,5%.

O aeroporto Juscelino Kubitschek em Brasília, principal centro de distribuição de voos no Brasil, foi concedido ao consórcio Inframerica, das empresas Infravix e a argentina Corporación America, com lance de 4,5 bilhões e ágio surpreendente de 673%. Viracopos, de Campinas, ficou com a Triunfo e a francesa Égis, que administra 11 aeroportos em países africanos.

A comparação foi feita com as privatizações da década de 1990 parte do Plano Nacional de Desestatização. Na época, empresas como Usiminas, Vale do Rio Doce, Eletropaulo, Banespa, Embratel e Telebras foram vendidas ao capital privado. No entanto, como explica Gilson de Lima Garafalo, professor dos cursos de economia da Universidade de São Paulo (USP) e da PUC-SP, os dois processos são muito diferentes.

Agora, a transferência foi feita por meio de concessões – a empresa não é vendida, mas “emprestada” por um período de tempo. O governo repassa aos compradores a administração dos aeroportos para esses consórcios, mas continua “dono” do negócio e, portanto, com maior possibilidade de fiscalização. O mesmo foi feito com rodovias, como a Fernão Dias, e rodoviárias, como Tietê e Jabaquara,em São Paulo. Além de reaver a empresa depois de um período, o modelo de Dilma Rousseff blindou possíveis demissões em massa ao manter a Infraero com 49% desses aeroportos e estipular investimentos obrigatórios.

“Na privatização, o novo dono racionaliza todo processo produtivo, o que vai passar pela demissão de pessoas. O PT, dentro de seu corporativismo, não queria quadro de demissões”, diz ele.

Da maneira que foi feita, com uma série de empreendimentos previstos, o mais provável é que o corpo de funcionários tenha de ser ampliado. Até a Copa do Mundo de 2014, são estimados 2,9 billhões de reais em investimentos nos três aeroportos. Além disso, a Infraero fica como um braço da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão do governo responsável por fiscalizar esse segmento.

“O governo [FHC] precisava de dinheiro para resolver o déficit de caixa e não tinha condições de acompanhar avanços tecnológicos que aconteciam”, explica Garafalo, sobre a necessidade das privatizações no mandato de Fernando Henrique.

“Mas foi vendida a totalidade das empresas estatais e não resolveu problemas de caixa, por conta da má-administração dos recursos”, diz. Segundo ele, o dinheiro da privatização foi usado em despesas correntes, sem reduzir o déficit público e nem aumentar investimentos públicos.

A ideia dessas concessões é de que, até a Copa de 2014, os aeroportos ganhem investimentos em infraestrutura e operem com capacidade para receber o contingente de turistas que virão ao país nos megaeventos dessa década. A concessão seria interessante para desburocratizar e, portanto, acelerar o processo, uma vez que dispensaria o processo de licitações e concorrência para a contratação, além de outros entraves da administração pública. “O Brasil não podia mais perder tempo: a Copa do Mundo está aí”, afirma o especialista.

Para ele, a concessão da segunda-feira 6 foi feita de forma inteligente, resultado de um aperfeiçoamento desse sistema nos últimos anos.

Ficou dentro da casa

Assim como na época de FHC, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) será o principal financiador dessas empresas. A instituição deve financiar cerca de 60% das obras civis e 80% da aquisição de equipamentos. Na época de FHC, o banco chegou a fazer aportes de 100% da compra, como no caso da Eletropaulo.

Além dos 49% da Infraero, a concessão do aeroporto de Guarulhos ficou “dentro de casa”, segundo Garofalo, ao ser comprada por consórcio com a empresa Invepar, que inclui os fundos de pensão estatais Previ, Funcep e  Petros. “Foi placa branca, no caso de Guarulhos”, diz.

Aeroportos: tucanos se perdem e deliram em interpretações

Do Blog do Zé Dirceu, recomendado por Cely Vieira

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O fim de ano sem apagões aéreos, como ameaçava – e parecia torcer – parte da mídia, e agora o sucesso do leilão dos aeroportos internacionais governador Franco Montoro (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e Presidente Juscelino Kubitschek (Brasília), demonstram a quantas andamos, a distância entre a realidade e o pesadelo que a imprensa e a oposição tentaram vender sobre as condições em que se encontram nossa logística e infraestrutura.

O pesadelo fabricado é um; a realidade é outra. E esta nós estamos mudando, e rapidamente, pelo volume de investimentos públicos e privados, agora via concessões e parcerias com a iniciativa privada; com tarifas compatíveis com o investimento e o custo dos transportes; com outorgas que no caso do leilão de ontem de Guarulhos, Viracopos e Brasília trouxeram R$ 24,5 bi para os cofres públicos; com regulação e controle públicos; e com forte manutenção e participação do poder público – a INFRAERO continua detentora de 49% do capital dos aeroportos concedidos.

Nada, mas nada mesmo que lembre a era tucana. Fizemos, a nosso modo, ao modo petista de governar, e da forma mais conveniente aos interesses do país, as concessões dos três maiores aeroportos brasileiros, responsáveis, conjuntamente, pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro.

Querem fazer crer que promovemos privatizações iguais as deles

Mesmo assim, procuram distorcer o processo, a forma e a transparência pelas quais as concessões foram outorgadas. Os jornalões dão páginas e páginas sobre a “privatização”, como chamam, dos três aeroportos. Esbanjam euforia, eles e o tucanato com o que encaram como a volta da privatização.

A ponto de o ex-ministro de Comunnicazções do governo FHC, Luiz Carlos Mendonça de Barros, um dos comandantes das privatizações tucanas proclamar: “Privatização está de volta à agenda do país”. Na mesma linha, vibra Elena Landau – uma das estrelas do processo na era tucana – ao brincar: “Passei o bastão. A nova musa da privatização é a presidenta Dilma Rousseff”.

Pura conversa para boi dormir. As concessões destes aeroportos não têm a menor similaridade com aquele processo comandado por eles e no qual queriam privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil (BB), a Caixa Econômica Federal (CEF) e reduzir o BNDES e os fundos de pensão  a um instrumento das privatizações. Nada a ver com aquele processo em que venderam nosso patrimônio público a preço de banana.

Basta ver o preço da VALE

Da VALE e das demais empresas privatizadas na era tucana. Eles tiraram o Estado totalmente do setor de telecomunicações, e levaram o setor elétrico ao apagão com as irresponsáveis privatizações e a suspensão dos investimentos no setor. Como fizeram, aliás, com a Petrobras que só voltou a investir com o início do governo Lula.

No caso dos aeroportos – em agosto pp. o de São Gonçalo do Aramante, em Natal, agora os de Guarulhos, Campinas e Brasília – não são privatizações, mas sim concessões como existem nos setores de transportes, ferrovias e portos. Que, aliás, ficaram abandonadas e sem investimentos na era tucana quando viviam de retórica e não de investimentos como agora.

Os tucanos não se aguentam, nem se contêm, porque estamos fazendo uma revolução também na infraestrutura do país. Hoje são os aeroportos. Amanhã serão os portos, além das centenas de bilhões de reais investidos nos próximos anos em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrovias e logística em geral, dando ao país as condições para se tornar uma das principais economias do mundo.

Aécio Neves “mata” o trabalho no Senado em dia útil para fazer política com Beto Richa no Paraná

Foliões

Senador por Minas Gerais, o tucano Aécio Neves (PSDB) foi recepcionado hoje pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), na 24ª edição do Show Rural em Cascavel. Em plena terça-feira, dia útil de trabalho no Senado.

O cargo de Senador existe para que o sujeito represente seu Estado em Brasília. É um absurdo que estejamos pagando o salário de Aécio Neves para ele fazer política partidária com Beto Richa no Paraná.

Bete Richa pretende ser vice de Aécio Neves na eleição para presidência em 2014, contra Dilma Rousseff ou Lula, ambos do PT.

O Senado vai abrir sindicância?

Dia útil em Cascavel

Uma mesma charge critica a saúde privada e a demora do Judiciário

Charge: Largo da Ordem e Progresso… e pauladas nos foliões

Charge: Guernica 1937 – Largo da Ordem em Curitiba 2012

Vejam a festa que a “segurança pública” de Beto Richa e Luciano Ducci estragaram no domingo de pré-carnaval em Curitiba

Obrigado pelos 300 mil acessos!

Charge: sai do chão!

Foto-charge: Ai se eu te pego!

As 20 livrarias mais bonitas do mundo: concorda? Já foi em alguma? Alguma ficou de fora? Mande fotos!

 

As 20 livrarias mais bonitas do mundo

Do Blog Reparei

Com a prerrogativa de que é cada vez mais difícil sairmos de casa para comprarmos um livro – é muito mais fácil comprar pelo site – o blog cultural Flavorwire encontrou um motivo a mais para frequentarmos livrarias. Na verdade, 20 deslumbrantes motivos para buscarmos o livro na prateleira: criaram uma lista com as 20 mais belas livrarias do mundo. Dá uma olhadinha e vê se você concorda: (RM)

A gorgeous converted Dominican church gives the power of reading its due diligence. Selexyz Bookstore, Maastricht, Holland

Modern design at its finest in a store full of art books. The Bookàbar Bookshop, Rome, Italy

We love the stairs as reading and display area, the wall-to-wall bookshelves, and the simple, clean design. Plural Bookshop, Bratislava, Slovakia

This divine neo-gothic bookstore, opened in 1906, contains what we consider to be the ultimate definition of a stairway to heaven. Livraria Lello,  Porto, Portugal

Somehow, this bookstore manages to be both whimsical and slightly macabre all at once. Cook & Book, Brussels, Belgium

There’s magic in the air at this English-language bookstore in Beijing. Bookworm, Bejing, China

This majestic converted 1920s movie palace uses theatre boxes for reading rooms and draws thousands of tourists every year. Librería El Ateneo Grand Splendid, Buenos Aires, Argentina

How could any kid (or adult, for that matter) resist those delicious reading nooks? Poplar Kid´s Republic, Beijing, China

This is a bookstore that seems to be made almost entirely out of books — down to its dramatic front doors. Livraria da Vila, Sao Paulo, Brazil

For those who like their green spaces (and coffee shops) to invade their bookstores. Cafebreria El Pendulo, Mexico City, Mexico

For those browsers not as impressed by architecture as they are by the beauty of books upon books upon books in narrow hallways — not to mention a place to nap. Shakespeare & Company, Paris, France

The huge space, high ceilings and stately pillars make for a lovely reading experience. The Last Bookstore, Los Angeles, CA

For sailors and beach readers alike, this sun-kissed bookstore is a little less ostentatious than some of the others on this list, but no less lovely. Atlantis Books, Santorini, Greece

The biggest outdoor bookstore in the world, this photo doesn’t really do the place justice — it’s all about the view. Bart´s Books, Ojai, California

The bookstore section of the larger complex dedicated to art and design certainly lives up to its mission. Corso Como Bookshop, Milan, Italy

We’re suckers for rounded ceilings and decorative lighting. Barter Books,  Alnwick, UK

This beautifully designed space has surprising shapes, cleverly constructed nooks and crannies and even a tree or two. The American Book Center,  Amsterdam, the Netherlands

Almost utilitarian but filled with simple old-world grace, this store is a little like what we might imagine our ideal ship’s main cabin to look like. VVG Something, Taipei, Taiwan

This store has a flying bike and books to the ceiling. Need we say more? Ler Devagar, Lisbon, Portugal

This slick, super-modern store benefits from clean design and charming flourishes of light and mirrors. Daikanyama T-site, Tokyo, Japan

Post sobre a violência da polícia de Beto Richa nos foliões é um dos mais acessados em todo o Brasil no WordPress

Polícia comandada pelo Governo Beto Richa bate e atira em foliões do pré-carnaval de Curitiba

Veja no wordpress.com

Carlos Simões culpa ex-presidente da AL Hermas Brandão no esquema gafanhoto. Atual Conselheiro do TC nega

O ex-deputado estadual Carlos Simões (PR), ex-candidato a prefeito de Curitiba pelo PSDB que foi preso e liberado na semana passada, culpa o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Hermas Brandão, no esquema gafanhoto, que consistia no desvio de recursos públicos da Assembleia por meio de “laranjas”. Brandão, atual Conselheiro do Tribunal de Contas, nega responsabilidade.

Veja o vídeo, clique aqui.

PT quando privatiza é tímido… e o PSDB radical!

Olha a cara de felicidade do Serra em privatizar

Todos sabem que o PSDB quando governa é radical na defesa das privatizações. Vende as empresas estatais, cria pedágios caros, privatiza a saúde, educação e cultura via Organizações Sociais – OS e terceiriza atividades-fim das empresas estatais. Maria Sylvia zanella Di Pietro, uma das maiores juristas do Direito Administrativo brasileiro, chama tudo isso de privatização, em sentido amplo. Foi assim nos governos de Fernando Henrique Cardozo (União), Mario Covas (SP), José Serra (SP), Aécio Neves (MG), Geraldo Alckmin (SP), Yeda Crusius (RS) e Beto Richa (PR). O governo FHC quase privatizou, ainda, a Petrobras e o Banco do Brasil. No Paraná o PSDB apoiava a privatização da Copel durante o governo de Jaime Lerner (DEMO).

Já o PT é tímido quando privatiza. Lula praticamente não vendeu empresas estatais (vendeu dois bancos que eram estaduais no primeiro ano de governo), fez concessões de serviços públicos em algumas estradas, mas com o pedágio com preço ínfimo, e sancionou a Lei das Parcerias Público-Privadas – PPP, mas não se utilizou dela. Lula vetou a privatização de aeroportos. Dilma Rousseff, por enquanto, também é tímida nas privatizações: não vendeu nenhuma empresa estatal e hoje se prepara para repassar para a iniciativa privada alguns aeroportos, por pressão das entidades internacionais responsáveis pela Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Os aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília não serão vendidos, mas repassados via concessão de serviços públicos.

Mesmo assim, o governo federal vai obrigar que os vencedores da licitação sejam sócios da estatal Infraero, até então detentora do monopólio na área.

Como podemos verificar, o PT não poderá mais denunciar que o PSDB é privatista, mas ainda poderá discutir o grau de privatismo-neoliberal que tem cada partido. Política é política, o resto é perfumaria!

Tarso Cabral Violin – é o editor-chefe do Blog do Tarso

Fotógrafo de retrato de Vladimir Herzog morto nas dependências do DOI-Codi em 1975 fala para imprensa

Folha de S. Paulo de domingo

LUCAS FERRAZ

ilustração RAFAEL CAMPOS ROCHA

RESUMO A foto de Vladimir Herzog morto nas dependências do DOI-Codi em outubro de 1975 tornou-se um símbolo da repressão promovida pela ditadura (1964-85). A tentativa falhada de simular o suicídio do jornalista enfraqueceu a linha dura. Pela primeira vez, o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira fala à imprensa.

HENRI CARTIER-BRESSON, fundador da mítica agência Magnum e mestre francês da fotografia, definiu num célebre ensaio de 1952 a arte do fotógrafo como a capacidade de captar um instante decisivo, para o qual deve estar alerta.

“Enquanto trabalhamos, precisamos ter certeza de que não deixamos nenhum buraco, de que exprimimos tudo; depois será tarde demais, e não haverá como retomar o acontecimento às avessas”, escreveu ele.

O instante decisivo na vida do fotógrafo santista Silvaldo Leung Vieira foi também um instante decisivo para a vida política brasileira. Aluno do curso de fotografia da Polícia Civil de São Paulo, Silvaldo fez em 25 de outubro de 1975, aos 22 anos, a mais importante imagem da história do Brasil naquela década: a foto do corpo do jornalista Vladimir Herzog, pendurado por uma corda no pescoço, numa cela de um dos principais órgãos da repressão, o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna).

Publicada na imprensa, a imagem corroborou a tese de que o “suicídio” de Herzog era uma farsa. No mesmo local, três meses depois, o mesmo fotógrafo testemunharia a morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho. Assassinado sob tortura, ele também foi apresentado pelo regime como “suicida”.

Historiadores são unânimes: ambas as mortes foram decisivas para mudar os rumos da ditadura.

Folha localizou Silvaldo em Los Angeles, onde vive desde agosto de 1979, quando saiu de férias do cargo de fotógrafo do Instituto de Criminalística para nunca mais voltar. Pela primeira vez, ele contou detalhes sobre sua atuação na polícia técnica de São Paulo. “Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras”, afirmou, por telefone.

Sentindo-se ameaçado e perseguido pelo regime a que serviu, ele afirma não ter tido alternativa a não ser abandonar o emprego no serviço público e também o país.

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Depoimento de Uyara Torrente, vocalista da A Banda Mais Bonita da Cidade, sobre a operação da polícia de Beto Richa no Largo da Ordem

Uyara Torrente (A banda Mais Bonita da Cidade):

“Pra quem não ta entendendo nada é o seguinte, depois de uma tarde incrivél, feliz, com um monte de gente se divertido de boa no largo, com crianças fantasiadas e muita muita alegria, a policia chegou DO NADA (não tava tendo nenhuma briga, nada que precisasse da policia) eles chegaram DO NADA com bombas e balas de borracha. Eu fiquei presa no bar brasileirinho, foi panico total, tinha criança chorando assustada, tinha mãe em desespero, e de lá de dentro, apertados com as portas fechadas, a gente só ouvia o barulho das bombas ou tiros sei lá o que era aqui, ninguem sabia o que tava acontecendo. Quando abriram as portas do bar, encontrei minha amiga Isadora Terra aos prantos pq o pai dela (depois de alegrar td mundo a tarde inteira tocando no bloco) levou um tiro de borracha no pé e estava ali na nossa frente sangrando. Vimos tmb um menino de aproximadamente 4 anos sangrando. do nada ja tinha imprensa. Esse bloco é uma grande felicidade, eu não sei que tipo de boicote é esse que a prefeitura ou sei la quem vem tendando, não faz o menor sentido. Foi isso que aconteceu. E ae? e agora?”

Ver mais no post Polícia comandada pelo Governo Beto Richa bate e atira em foliões do pré-carnaval de Curitiba

Polícia comandada pelo Governo Beto Richa bate e atira em foliões do pré-carnaval de Curitiba

Fotos do site da Gazeta do Povo

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Uma intervenção da Polícia Civil e Militar, comandada pelo Governo Beto Richa (PSDB), após a apresentação do bloco pré-carnavalesco Garibaldis e Sacis, no Largo da Ordem, em Curitiba, capital do Paraná, terminou de forma violenta, com pelo menos quatro pessoas hospitalizadas, com registros de vários outros feridos.

Neste domingo, por volta das 21 horas, o bloco, que não tem apoio do Município ou do Estado, já havia encerrado a apresentação, mas milhares de pessoas ainda permaneciam no local público. O local tinha pouco policiamento, e um ou outro folião deve ter exagerado na bagunça, quando policiais da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (Rone) começaram a dispersar a multidão, disparando balas de borracha e bombas de gás nos foliões que apenas estavam se divertindo, com crianças, mulheres gravidas e cadeirantes. Houve corre-corre e pessoas foram pisoteadas no tumulto.

Os foliões ficaram indignados e questionaram os policiais pela truculência e agressividade.

O governo do agora tucano Alvaro Dias ficou famoso por mandar bater nos professores, o do DEMO Jaime Lerner por bater nos sem-terras. Agora é a vez do governo do tucano Beto Richa ficar marcado como espancador de foliões do pré-carnaval.

Nas redes sociais a população está indignada com o governo e polícia, já pedindo a cabeça do Secretário de Segurança, Reinaldo de Almeida César, uma vez que esse é o terceiro acontecimento nos últimos dez dias que revelam um cenário preocupante na segurança pública do Estado: cassino-prostíbulo e a preocupante nota da secretaria, a não atuação na saída do jogo do Atlético Paranaense e o vexame do Largo da Ordem mostram que algo está errado.

Políticos já perderam eleições por causa das seguintes cenas. É possível escutar ao fundo “polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia”:

Veja matéria do site da Gazeta do Povo

Veja ainda o Depoimento de Uyara Torrente, vocalista da A Banda Mais Bonita da Cidade, sobre a operação da polícia de Beto Richa no Largo da Ordem

A história da UFPR durante a ditadura militar

Com depoimento do professor Carlos Marés de Souza Filho. No documentário é informada a eleição direta para reitor da UFPR do professor José Lamartine Correa de Oliveira em 1981, que acabou não sendo referendada:

Gazeta do Povo cita questionamento do Blog do Tarso sem citar a fonte

Às 20 horas de ontem publiquei o post Primeira-Dama Fernanda nega que esteja se separando de Beto Richa, dizendo que a possível separação do casal real paranaense já era assunto na cidade e que se questionava se uma possível separação seria para evitar o nepotismo.

Eis que minutos depois o site da Gazeta do Povo publicou a notícia com a seguinte declaração: “A notícia a qual Fernanda se refere é uma possível separação do casal, apontada por alguns como de motivação política, para evitar denúncias de nepotismo”.

Fico feliz que a Gazeta do Povo, jornal do qual sou assinante e leio diariamente, se utilize do Blog do Tarso para se informar e verificar as opiniões ácidas do Blog, mas ao invés de dizer “apontada por alguns”, poderia citar o Blog não?