Charge: Mulher

Hoje na Folha de S. Paulo

Charge: Steve Jobs vai inventar o iDeus

Hoje na Folha de S. Paulo

Luciano Ducci deixou Curitiba esburacada

Abranches: Caminhões vilões - O técnico eletrônico Marcio Henrique Pereira, de 37 anos, considera os caminhões os vilões dos buracos. A imagem acima, na Rua Rodolpho Nunes Pereira, no Abranches, mostra a situação de vias trafegadas por veículos pesados. “Antipó não é adequado para ruas onde passam caminhões e ônibus. A situação é ainda mais grave em regiões com solo mais mole”, diz Valter Fanini. Foto de Albari Rosa/ Gazeta do Povo

Jardim das Américas: cimento em vez de asfalto - O professor universitário Benjamin Martins André, de 67 anos, cansou de esperar pela prefeitura de Curitiba e tapou com cimento alguns dos buracos da Rua André Petrelli, no Jardim das Américas. “Para mim, os administradores das regionais estão cegos ou não estão preocupados com os buracos das ruas”, diz. Na avaliação dele, a prefeitura deveria fazer varreduras temporárias e solucionar os problemas antes das reclamações surgirem. Foto de Marco André Lima/ Gazeta do Povo

Cidade Industrial: material impróprio - Não apenas pelo desconforto e pelos danos aos automóveis, o antipó é inadequado à cidade por segurança. “Quando não há pavimentação definida com meio-fio e calçada, há mistura de pedestres, bicicletas e veículos. Por esse motivo, ele é sempre inadequado”, diz o engenheiro Valter Fanini. Curitiba ainda conta com 461 quilômetros de saibro em sua malha viária

Xaxim: Contrário ao antipó - Antonio Marques França, de 48 anos, é contrário ao antipó. É um paliativo de baixa qualidade, critica. A Rua Enrico Fonseca dos Santos, no Xaxim, mostra exatamente o que acontece, especialmente em períodos de chuva. Se a manutenção não for feita, os buracos pequenos ficam grandes com meia-dúzia de chuvas, diz o diretor Valter Fanini, do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Curitiba tem buracos em ruas de norte a sul

Hoje na Gazeta do Povo

Desgaste do piso de antipó deixa vias intransitáveis na maioria dos bairros da capital. Prefeitura afirma que prioriza conserto em ruas do transporte coletivo

Por Vinicius Boreki

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Terceiro Setor: Gestão Luciano Ducci celebrou contrato milionário sem licitação com ONG indígena para cursos de qualificação

Página da ONG: link da prestação de contas não leva a informação alguma

ONG indígena é contratada para cursos de qualificação

Publicado hoje na Gazeta do Povo, por Euclides Lucas e Sandro Moser

Sem licitação, prefeitura de Curitiba escolheu entidade especializada em índios para ministrar qualificação profissional para jovens. Valor dos contratos é de R$ 5,4 milhões

A prefeitura de Curitiba fechou no ano passado dois contratos com a organização não governamental (ONG) Associação de Defesa do Meio Ambiente Reimer, especializada no atendimento à população indígena, para qualificar jovens ao mercado de trabalho. No valor total de R$ 5,4 milhões, os contratos foram fechados por meio de inexigibilidade da licitação – quando, de acordo com a legislação brasileira, a competição é inviável. O site da Reimer, porém, não traz nenhuma prestação de contas da aplicação dos recursos recebidos do poder público.

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Diretora da Urbs, escolhida por Luciano Ducci, admite que não precisa cumprir a lei

Dr. Rosinha falou, Dr. Rosinha avisou, um prefeito picareta com anel de doutor!

Charge: status no Facebook

 

Os honorários e as relações cliente-advogado

Contribuição do advogado e professor André Folloni.

Charge: Steve Jobs, Apple, iPad e a vida virtual

Hoje na Folha de S. Paulo

Beto Richa repete Jaime Lerner e esconde negociação e benefícios concedidos à Renault

Sempre entendi que a guerra fiscal e a luta entre os estados pela implementação de montadoras em seus territórios é uma “licitação ao contrário”. Ou seja, ao invés de uma empresa privada competir com outras para que seja verificada qual a melhor proposta atenderá o interesse público, o que ocorre é uma competição entre os estados para que se verifique quem garantirá mais lucros para as empresas multinacionais.

Por isso é discutível o atendimento do interesse público nesses negócios nebulosos.

Além disso, um erro se repete aqui no Paraná. Um dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública brasileira é o princípio da publicidade, conforme o art. 37 da Constituição de 1988, que por sinal ontem fez aniversário. Esse princípio exige a exibição em público dos atos do Poder Público, ou seja, a transparência deve ser a regra.

Excepcionalmente se admite sigilo dos atos dos governos, apenas no caso de imprescindibilidade à segurança da sociedade e do Estado, nos termos do art. 5º, inc. XXXIII, da Constituição.

O governo neoliberal de Jaime Lerner (PFL, atual DEMO) escondeu os contratos com os benefícios que concedeu à Renault.

O governador Beto Richa está indo pelo mesmo caminho. Além de perder a maior parte dos investimentos da Renault/Nissan para o Rio de Janeiro, o nosso governador vai conceder à Renault benefícios como a prorrogação dos prazos de pagamento do ICMS para os novos veículos e alíquota reduzida de ICMS na importação.

Mas por enquanto tudo é sigiloso. Será que Beto Richa, Taniguchi e Hauly acham que estão lidando com seus negócios particulares?

Ministério Público e Tribunal de Contas: favor façam algo! Ou vou ter que entrar com mais uma Ação Popular contra o Governador Beto Richa?

Com Beto Richa, o Paraná perde investimentos da Nissan para o Rio de Janeiro

O governo Beto Richa (PSDB) perdeu investimentos da Nissan no Estado do Paraná. Será o Estado do Rio de Janeiro que contará com investimentos para uma linha de montagem com capacidade de 200 mil veículos ano, no município de Resende/RJ.

Em tempo (15h10): A unidade paranaense da Renault/Nissan receberá apenas R$ 500 milhões para ampliar a produção, e a fluminense ficará com R$ 2,9 bilhões.

Setor público faz terceirização falsa, afirma Ipea

Do Consultor Jurídico

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), professor Márcio Pochmann, afirmou que os gestores do Estado, em todas as esferas, praticam a chamada “terceirização falsa” ao substituir postos de trabalho ocupados por servidores efetivos (especialmente em áreas como administração,vigilância, asseio e conservação, alimentação, e transporte), por empregados terceirizados sem garantia da estabilidade. Ele foi um dos participantes da primeira audiência pública promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que teve seu início na manhã desta terça-feira (4/10) e termina no fim da tarde desta quarta (5/10).

No setor público, dados indicam que o custo da subcontratação de um trabalhador é no mínimo três vezes maior do que o da contratação direta e, em alguns casos, até dez vezes, observou o professor. Já no setor privado, as características negativas do processo são a competitividade espúria, as atividades simples exercidas em função da baixa escolaridade e qualificação profissional e, por fim, a terceirização falsa para os trabalhadores sem condições de contribuir por 12 meses, num ano, para a Previdência Social.

O professor Márcio Pochmann ainda equiparou a terceirização de mão de obra a uma “quase reforma trabalhista” por possibilitar uma alteração significativa na forma de funcionamento do mercado de trabalho brasileiro. Segundo Pochmann, essa discussão nos anos 90 seria quase impossível ante o predomínio do pensamento único que pregou “falsas verdades” — que o Brasil não criaria mais empregos assalariados, que o futuro seria somente do empreendedorismo, que a CLT era arcaica, e que a indústria não geraria mais postos de trabalho.

Previdência
De acordo com dados do Ipea, entre os trabalhadores terceirizados demitidos, somente um terço consegue reempregar-se novamente num período de 12 meses, ou seja, dois terços deles levam mais de um ano para conseguir um posto de trabalho novamente. Isso dificulta a contribuição para a Previdência Social, pois eles dificilmente terão condições de se aposentar em 35 anos de trabalho, por não terem 35 anos de contribuição. “Tornar a terceirização regulada, civilizadamente, ajuda a fortalecer a subcontratação sadia, simultânea ao método de extirpar as ervas daninhas”, defendeu. “Essa é a expectativa de todos que acreditam que o Brasil inova e se moderniza toda vez que a justiça se faz presente. Não se espera algo diferente da Justiça do Trabalho do Brasil”, concluiu Márcio Pochmann

Revista Consultor Jurídico, 5 de outubro de 2011

Charge: apolítico

Professores da UFPR dizem que uma nova Constituição seria golpe institucional de partidos “sem alma” para setores da elite dominante

Nova Constituição: para quem?

Hoje na Gazeta do Povo

Por Eneida Desiree Salgado e Emerson Gabardo

Uma Constituinte seria uma farsa completamente deslocada em face da absoluta ausência de um fenômeno social justificador de tal reestruturação

O recém-criado PSD pretende apresentar uma proposta de emenda constitucional visando à eleição de constituintes em 2014. Nada de novo, haja vista a constante sugestão de “mini constituintes” para levar a cabo reformas consideradas “essenciais”, como a trabalhista, a tributária e a política. Ocorre que não existe mínima convergência sobre em que sentido devem ser constituídos os novos modelos. Nessa seara, duas propostas de emenda tramitam hoje no Senado: uma do PMDB/SE e a outra do DEM/GO. Na Câmara, uma proposição tramita desde 1997, apresentada pelo PDT/RJ, e que defende um rito diferenciado para a mudança dos artigos constitucionais referentes aos direitos e partidos políticos, às competências dos entes federados e ao sistema tributário. A do PSDB/SP (PEC 447/2005) também propõe uma revisão, todavia, com algumas limitações a temas como a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação de poderes e os direitos e as garantias individuais. A PEC 157/2003, apresentada pelo então PFL/SP, fala em Assembleia de Revisão Constitucional e ataca o texto atual e seu alto nível de detalhamento. No fundo, deseja-se adaptar a ordem constitucional aos planos dos governantes do momento (ou de quem quer lhe tomar o lugar), ao sabor das maiorias eventuais e das palavras de ordem mais populares.

Todavia, isso contraria frontalmente a noção de constitucionalismo a duras penas conquistada no século 20 e que, inspirada por uma preocupação de limitação do poder e de garantia de direitos fundamentais, presume sua permanência, repudiando sua adequação cotidiana às vontades ainda que democráticas. Isso pode parecer estranho no sistema brasileiro, em que a Constituição foi emendada mais de 70 vezes. Ocorre que o núcleo da Constituição permanece intacto, o que tem permitido, mais recentemente, fortes avanços sociais mediante uma atuação significativa do Estado brasileiro como propulsor do desenvolvimento.

As emendas têm se mostrado mais fáceis do que se imaginava originalmente, permitindo mudanças em temáticas conjunturais. Ademais, o Judiciário tem promovido mutações em alguns dispositivos. Assim, propor uma revisão estrutural é defender o amesquinhamento da Carta Magna. Poucas vezes os nossos representantes no Legislativo estiveram tão deslegitimados para levar a efeito a ideia. Uma Constituinte seria uma farsa completamente deslocada em face da absoluta ausência de um fenômeno social justificador de tal reestruturação.

É necessário recordar o contexto em que foi escrita a Constituição de 1988. O final da ditadura militar, a rejeição da proposta de eleição direta para Presidente, o anseio por uma ordem democrática e pela volta da liberdade impulsionaram a sociedade na construção de uma nova ordem. E a sociedade efetivamente se envolveu nesse projeto. Movimentos sociais discutiram o que deveria estar no texto. Juristas apresentaram suas propostas, assim como os “notáveis”. Mas também o povo, por meio de 72.719 formulários enviados aos constituintes, 11.989 sugestões apresentadas diretamente às comissões da Assembleia Nacional Constituinte e 122 emendas populares com mais de 12 milhões de assinaturas. Esse envolvimento dificilmente se repetiria hoje.

Na atual conjuntura, uma nova Constituição nada mais seria do que um golpe institucional apto a, sob a justificativa de concretizar os anseios do povo e da modernização, atender: 1) a desejos majoritários contrários a direitos fundamentais; 2) a interesses privados travestidos de públicos; 3) a necessidades oportunistas de setores da elite dominante; 4) a retrocessos advindos de concepções unilaterais moralizantes.

Quem mais ganharia com uma nova Constituinte seriam os partidos “sem alma”, prontos para dar apoio a quem lhes “der a maior oferta”. Uma nova Constituição, mais do que um processo político, implicaria a criação de um verdadeiro “mercado”. A Constituição de 1988 certamente foi feita para o povo, ainda que sem ter representantes eleitos exclusivamente para a tarefa. Defender nova Constituinte implicaria uma Constituição pretensamente feita pelo povo, porém certamente contra ele.

Eneida Desiree Salgado, advogada, é professora de Direito Constitucional e Eleitoral da UFPR e do Curso de Mestrado da UniBrasil. Emerson Gabardo, advogado, é professor de Direito Administrativo da UFPR e coordenador adjunto do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito da PUCPR.

Após pressão dos internautas e blogueiros progressistas, governo Beto Richa manda desbloquear o Blog do Tarso

Ontem o Blog do Tarso foi bloqueado pelo governo Beto Richa para acesso dos servidores nos computadores da Administração Pública paranaense. Após denúncia do Blog do Tarso, com o apoio do Blog do Esmael, o governo desbloqueou no mesmo dia.

Obrigado a todos pelo apoio!

XXI Conferência Nacional dos Advogados, da OAB, ocorrerá no campus da Universidade Positivo, Curitiba/PR, entre os dias 20 e 24 de novembro de 2011

Clique na imagem para verificar a programação completa:

Steve Jobs  1955 – 2011

Beto Richa celebra acordo sem licitação que pode gerar lucro para entidade privada de mais de R$ 1 milhão

Ontem o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), assinou protocolo de intenções com a entidade privada Movimento Brasil Competitivo, cujo presidente é empresário milionário Jorge Gerdau Johannpetter (que também é presidente do conselho de administração da Gerdau).

A meta é que o MBC arrecade R$ 16,7 milhões com empresários paranaenses para contratar três empresas de consultoria, que fariam um diagnóstico sobre a Administração Pública estadual e proporiam medidas neoliberais-gerenciais, como privatizações, PPPs, contratos de gestão, revisão (para baixo) dos vencimentos dos servidores e demais providências cujo o foco é a fuga do regime jurídico-administrativo.

O MBC arrecadará dinheiro doado pelos empresários e contratará as consultorias privadas Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), PWC e KPMG. O MBC cobrará uma taxa de administração por esse serviço. Não foi divulgado o percentual da taxa de administração, mas normalmente essas taxas são de 6 a 10%. Caso a taxa seja de 10%, a previsão é que o MBC lucre 1,67 milhão nesse negócio.

A Constituição da República e a Lei 8.666/93 (Lei Nacional de Licitações e Contratos), exigem que qualquer acordo de vontade assinado entre o Poder Público e uma entidade privada que obtenha vantagens financeiras desse acordo seja realizada licitação prévia.

Mesmo se esse acordo fosse um convênio, a Lei Estadual 15.608/2007 (Lei de Licitações do Paraná), exige que na realização de convênios o Estado deve respeitar os princípios inerentes às licitações.

Tribunal de Contas e Ministério Público, atenção! Ou vou ter que entrar com outra Ação Popular contra o Governador Beto Richa?

Beto Richa vai liberar R$ 300 mil para cada Deputado Estadual. PMDB quer R$ 1,5 milhão

Notas políticas de hoje na Gazeta do Povo

Apoio caro

A aproximação entre a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa e o governo do Paraná pode pesar no bolso do governador Beto Richa (PSDB). Num primeiro momento, o Executivo pretende liberar R$ 300 mil a cada um dos 54 deputados para emendas individuais ao orçamento do ano que vem. O PMDB, porém, acha o valor muito baixo e exige pelo menos R$ 1,5 milhão por parlamentar. “Com R$ 300 mil, vou destinar R$ 10 mil para os 35 municípios que atendo e ainda vou ter de completar com R$ 50 mil do meu bolso. Isso os vereadores de Curitiba têm”, ironizou o peemedebista Nereu Moura (foto). Líder do governo na Assembleia, Ademar Traiano (PSDB) negou que o governo já tenha fixado o valor das emendas e disse que, dentro do orçamento, o Executivo vai trabalhar para atender às demandas dos parlamentares.

Luciano Ducci manda aplicar multas de trânsito mesmo com decisões judiciais contrárias

Hoje na Gazeta do Povo

Condutor obtém liminar que suspende multas da Urbs

Autuado por excesso de velocidade duas vezes, motorista recorre à Justiça para conseguir habilitação permanente. Decisão favorável se baseou em acórdão do TJ

Por RAFAEL WALTRICK

Um motorista de Curitiba obteve ontem uma liminar do Juizado Especial da Fazenda Pública garantindo a entrega da carteira nacional de habilitação (CNH) permanente, mesmo após ter praticado duas infrações de trânsito durante a vigência da CNH provisória. A decisão encontrou respaldo no impasse envolvendo o acórdão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que nega à Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) o poder de aplicar multas de trânsito.

Segundo o advogado Vinícius Augusto Stori Grellert, autor da ação, o condutor teve a carteira permanente negada pelo Departamento de Trânsito (De­­tran) devido a duas multas por excesso de velocidade, registradas por radares eletrônicos em 26 de novembro do ano passado. Na ação, o advogado comprovou que as multas foram aplicadas pela Urbs, que, segundo a decisão do TJ-PR, não teria legitimidade para aplicar sanções de trânsito.

No despacho, o juiz Humberto Gonçalves Brito assinala que “há relevância de que a Urbs não tem a competência exigida pelo artigo 24 do Código de Trânsito Brasileiro para o exercício da atividade que lhe foi atribuída pelo município de Curitiba, não podendo resultar na imposição de infrações de trânsitos ou restrições de direito de qualquer ordem (…)”.

A ação, que pede inclusive o ressarcimento dos valores cobrados, continua em trâmite. Na liminar, o juiz ordena ao Detran que anule em 24 horas as infrações para que a CNH possa ser concedida, sob pena de multa diária de R$ 100. “O cidadão nunca vai ser contra a fiscalização de trânsito, mas sim contra a exploração econômica dessa fiscalização. Nesse caso da liminar, o motorista tinha o direito de não sofrer interferência patrimonial de uma empresa privada que aplica multas”, afirma Grellert.

Impasse

O Ministério Público, autor da ação direta de inconstitucionalidade que resultou na decisão do TJ-PR, contesta o fato de a Urbs ser uma entidade de direito privado, enquanto somente órgãos públicos poderiam regular o trânsito. Apesar de a prefeitura de Curitiba ser a sócia majoritária da Urbs, com 99,9% das cotas, pessoas físicas e empresas, como bancos, formam um grupo com outros 17 sócios.

O acórdão do TJ-PR não tem efeito retroativo. Na decisão, o Órgão Especial do Tribunal deixa claro que a suspensão do poder de multar vale somente após a publicação da decisão, que ocorreu na última quarta-feira. A ressalva, porém, é contestada por advogados, que defendem a anulação e ressarcimento de multas aplicadas pela Urbs nos últimos cinco anos.

Recurso

Antecipando-se ao prazo legal que vence segunda-feira, a prefeitura informou ontem, sem muitos detalhes, ter entrado com recurso junto ao TJ-PR para a revisão do acórdão. O recebimento do recurso não foi confirmado até a noite de ontem pelo tribunal. A Urbs tem mantido os agentes da Diretran nas ruas, atuando normalmente.

Charge: bobo ou esperto?

Hoje na Gazeta do Povo