Os nacionalistas da cultura (“Creative Commons é entreguismo”)

No mercado de música brasileiro, os autores são brasileiros, mas as empresas são estrangeiras

No Jornal Brasil de Fato

Por Pablo Ortellano

A ascensão de Ana de Holanda para o Ministério da Cultura com a promessa de reavaliar a revisão da lei de direitos autorais “em defesa dos autores” gerou um acirrado debate que tem animado as páginas dos cadernos de cultura. No debate, tem aparecido com orquestrada frequência uma curiosa tese: os críticos da nova política do ministério são ingênuos manipulados pelas grandes empresas de Internet que querem se apropriar da cultura brasileira sem pagar pelo conteúdo. A revisão da lei de direitos autorais ampliando exceções e limitações, a supervisão estatal das sociedades de gestão coletiva (como o ECAD) e o estímulo ao licenciamento livre (por meio de licenças como as Creative Commons) causariam apenas prejuízo aos autores brasileiros. As grandes corporações do mundo digital, ao contrário, seriam as grandes beneficiadas, já que explorariam o acesso livre a esses conteúdos por meio de publicidade. Contra essas políticas inovadoras, seria preciso manter as regras e políticas de direito autoral atualmente em vigor que protegem razoavelmente bem os autores e são uma plataforma adequada para a projeção internacional da cultura brasileira.

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“Então morra!” “É do Pará? Tá explicado!”

O Direito Administrativo e a política nacional

Celso Antônio Bandeira de Mello e o blogueiro, em evento de Direito Administrativo em Curitiba

Resolvi escrever sobre o tema uma vez que hoje fui questionado por um dos grandes juristas do Direito Administrativo paranaense e brasileiro, sobre os caminhos do Direito Administrativo e da Administração Pública no Governo da Presidenta Dilma Rousseff.

Até a Constituição de 1988 o Direito Administrativo no Brasil podia ser considerado autoritário e conservador.

Com a Constituição da República do Brasil de 1988, o Direito Administrativo evoluiu sensivelmente, pois nossa Constituição obriga que toda a sociedade busque um Estado Social, um Estado do Bem-Estar Social, com uma Administração Pública democrática, profissionalizada e eficaz. Enfim, almeja que atinjamos um Estado que a Europa atingiu, principalmente, no período pós-guerras, e uma Administração Pública pensada pelo sociólogo Max Weber, o modelo burocrático. Uma Administração Pública com servidores públicos concursados e profissionalizados, respeitando procedimentos que assegurem princípios como os da moralidade, legalidade e isonomia, etc.

O grande jurista brasileiro do Direito Administrativa que representa o ideal de nossa Constituição de 1988 é o Professor Celso Antônio Bandeira de Mello, com vários seguidores por todo o Brasil.

Com a onda neoliberal mundial da década de 70/80, que chegou ao Brasil na década de 90 com os Governos de Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, nossa Constituição passou a ser alterada com o intuito de aplicação do que foi chamado de Consenso de Washington.

Fernando Henrique Cardoso e seu Ministro do MARE Luiz Carlos Bresser-Pereira, com a publicação do Plano Diretor da Reforma do Aparellho do Estado, idealizaram um Estado Neoliberal e uma Administração Pública Gerencial. No documento era defendida a criação de Agências independentes, a privatização de empresas estatais, hospitais e universidades públicas, e a implantação do neoliberalismo-gerencial.

O discurso era de que na Administração Pública Gerencial existiriam apenas controles finalísticos na Administração Pública e cópias de modelos privados na Administração Pública, como contraponto ao modelo burocrático, o que acabou levando a um retorno do próprio patrimonialismo. Sobre o tema, ver nosso Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010).

No campo jurídico os defensores do modelo neoliberal-gerencial ainda questionaram o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado e defenderam a criação de agências reguladoras, privatizações por meio de venda de estatais, repasse de responsabilidades do Estado a entidades do Terceiro Setor qualificadas como Organizações Sociais – OS e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIPs, arbitragem para resolução de lides na Administração Pública, terceirizações de atividades-fim, o que ao invés de assegurar a dignidade da pessoa humana apenas garantem lucros para o grande capital.

Com a chegada do Presidente Lula ao poder, foi barrada a aplicação radical do Plano Diretor de FHC/Bresser. É claro que dentro do próprio Governo Lula existiu uma disputa entre modelos, pois muito do ideário neoliberal-gerencial estava impregnado no âmbido da Administração Pública Federal e até entre alguns Ministros, pois Lula chegou ao Poder sem os neoliberais do PSDB e DEMO, mas com partidos como por exemplo o antigo Partido Liberal (atual Partido da República) e outros, com ideologias diferentes.

O Governo Lula chegou a vender dois bancos regionais no seu início, sancionou a Lei das PPPs e chegou a fazer algumas concessões de serviços públicos, mas claro num volume infinitamente menor do que ocorreu no Governo FHC.

O fato é que se no Governo FHC apenas os juristas do lado aposto ao de Celso Antônio Bandeira de Mello e de seus aliados davam as cartas no Governo; no Governo Lula, no jogo de forças, acabou existindo um certo equilíbrio entre os defensores do Estado Social e Administração Pública weberiana e dos neoliberais-gerenciais.

Infelizmente ainda davam as cartas em muitos ministérios juristas da ala neoliberal-gerencial do Direito Administrativo. Com certeza dentro do próprio Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que assumiu as funções do MARE de FHC/Bresser, muitos técnicos ainda devem ser neoliberais-gerenciais, o que acaba influenciando nas tomadas de decisões do próprio Ministro.

Por exemplo, a Comissão que elaborou o Anteprojeto de Lei de Normas Gerais sobre Administração Pública direta e indireta, entidades paraestatais e entidades de colaboração  (constituida pela Portaria 426/07, alterada pela Portaria 84/08, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), consta com mais nomes da ala neoliberal-gerencial do que da ala social. Talvez um dos únicos nomes da Comissão da ala defensora de nossa Constituição Social seja o da Professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro.

O que se espera do Governo Dilma? Que priorize escutar juristas do Direito Administrativo que defendam os ideais sociais de nossa Constituição, o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, o caráter ao mesmo tempo democrático e enérgico do Estado na defesa do interesse público.

Entendo que a Presidenta tem que aproveitar que seu Ministro da Justiça é o Professor de Direito Administrativo da PUCSP, Jose Eduardo Martins Cardozo, pupilo de Celso Antônio Bandeira de Mello, e seu Vice é Michel Temer, constitucionalista e ex-colega de escritório do professor Celso Antônio. Que tal mais juristas progressistas auxiliando na tomada de decisão do novo Governo?

País do conhecimento, potência ambiental

Publicado ontem na Folha de S. Paulo

Por DILMA ROUSSEFF


Hoje, já não parece uma meta tão distante o Brasil se tornar país economicamente rico e socialmente justo, mas há grandes desafios pela frente, como educação de qualidade


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René Dotti chama proposta do ex-Secretário de Beto Richa, o tucano Francischini, de meramente midiática e do Direito Penal do Terror

René Ariel Dotti

Um dos maiores penalistas do país, o Professor paranaense René Ariel Dotti, chamou ontem na Gazeta do Povo a proposta do ex-Secretário Antidrogas de Beto Richa, o Deputado Federal do PSDB/PR Fernando Francischini, de meramente midiática e do Direito Penal do Terror.

“Não se pode constituir uma lei para atingir este ou aquele, a lei é impessoal. (…) É o tipo de ideia que apenas estimula a cultura da violência da violência interna e a própria corrupção nos presídios. Na medida em que o condenado não tem perspectiva de libertação ou é tratado com desumanidade, se sente membro permanente do sistema carcerário”. Para Dotti as leis já são suficientes para coibir desvios nos presídios, desde que sejam cumpridas, segundo a matéria da Gazeta.

Carlos Alberto e seu pupilo Fernando Francischini, o novo Alborghetti do Paraná, mas sem graça.

O tucano quer, por meio de projeto de lei, proibir a visita íntima, restringir o contato do preso com familiares e advogados somente a cabines blindadas e liberar a gravação das conversas desses encontros mediante autorização judicial.

Folha 90 anos – uma relação de amor e ódio

Manifestação pela anistia na praça da Sé. Foto de Jorge Araújo, 23.ago.1979 - Folhapress

Hoje o jornal Folha de S. Paulo faz 90 anos. Minha relação com o jornal é de amor e ódio, parecida com a do José Simão, conforme sua coluna comemorativa de hoje, que ainda informa que seu amigo sempre diz: “A Folha é leitura obrigatória nem que seja para falar mal”.

Aprendi a ler jornal diariamente com a Folhinha, apresentada pelo meu pai. Da Folhinha para a Ilustrada, com as tirinhas do Angeli, e Esportes, com as notícias sobre o Corinthians, e posteriormente os cadernos sobre política e demais foi um pulo.

Tenho saudades do caderno Mais, mas o Ilustríssima por enquanto “quebra o galho”.

A Folha foi essencial para a redemocratização do Brasil. Ultimamente infelizmente a Folha defende os ideais tucanos, o que arranha sua dita independência, mas continua sendo um jornal de qualidade e de leitura obrigatória, que abre ao contraditório e posições políticas diferentes, o que ainda não ocorre com o jornal paranaense Gazeta do Povo.

Agradeço por quase sempre divulgar minhas cartas do leitor e por ter divulgado o lançamento do meu livro, na coluna do Walter Ceneviva.

Parabéns Folha de S. Paulo!

Revés no Ministério da Cultura

Gestão da ministra Ana de Hollanda sinaliza para postura conservadora

17/02/2011 – www.brasildefato.com.br

Por Leandro Uchoas

Durante a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, em 2010, um dos setores sociais que mais se mobilizaram por sua candidatura foi aquele ligado à produção cultural. A política implementada pelos ministros da Cultura durante o mandato do ex-presidente Lula, Juca Ferreira e Gilberto Gil, era vista como um dos braços mais progressistas do governo. Considerando o forte enraizamento social dos produtores de cultura que apoiavam o governo, sua organização, nas ruas, em apoio a Dilma, e o significativo acesso dos militantes da Cultura Digital às mais variadas formas de comunicação, não há como negar o papel imprescindível desse setor na eleição da candidata do PT. Quando a campanha de José Serra (PSDB) adotou uma tática difamatória pela internet, por exemplo, foram essas pessoas que, por militância, saíram em defesa da petista.

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Nova enquete: Por que Beto Richa quer privatizar os serviços da CELEPAR – Companhia de Informática do Paraná?

Nova sede da CELEPAR

30% acha que Gustavo Fruet vai ser candidato a Prefeito pelo PMDB

Gustavo Fruet no debate ao Senado na Universidade Positivo, cujo blogueiro foi mediador

Na última enquete do Blogo do Tarso 30% dos seguidores do Blog acham que quando Gustavo Fruet sair do PSDB, uma vez que não vai ter o apoio de Beto Richa para ser candidato a prefeito de Curitiba em 2012, ele irá para o PMDB. 25% acham que ele vai para o PDT, também 25% acham que ele vai para o PT e 20% para o PV.

Não deixem de participar da próxima enquete!

O que é ser de esquerda, hoje?

O perfil da esquerda sofreu uma mutação com o tempo, abrindo um leque complexo de temáticas, antes, desapercebidas. Quem nunca mudou foi a burguesia continental, que sempre opôs-se à distribuição de renda, à desconcentração das terras e à socialização do poder político e econômico.

Decisão da Ministra da Cultura Ana de Hollanda sobre Creative Commons causa polêmica

Publicado hoje na Gazeta do Povo

Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Aniele Nascimento / Gazeta do Povo / Gilberto Gil: primeiro a defender as licenças Creative Commons no Brasil

Gilberto Gil: primeiro a defender as licenças Creative Commons no Brasil
DIREITOS AUTORAIS

Decisão de ministra causa polêmica

Com pouco mais de um mês de mandato, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, provocou a ira de uma legião de defensores do compartilhamento digital com uma atitude aparentemente inofensiva: retirar do site do Ministério da Cultura (MinC) as licenças Creative Commons (saiba mais sobre elas no quadro abaixo).

Beto Richa propõe criar Agência para regular suas privatizações via PPPs

FHC e Beto Richa

O Deputado Estadual Ademar Tráia ano (PSDB), líder do Governo Beto Richa na Assembléia Legislativa, informou que o Governador pretende criar a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados. Quando Carlos Alberto era Deputado Estadual da base de apoio de Jaime Lerner, ela já havia proposto Projeto de Lei nº 80/1999 no mesmo sentido.

Carlos Alberto quer que essa autarquia especial fiscalize os serviços que serão privatizados em seu Governo, assim como regule as concessionárias de pedágio criadas com seu apoio no Governo Jaime Lerner.

O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso também criou agências reguladoras quando privatizou empresas estatais durante o seu Governo (1995-2002). A idéia era acabar com o Estado do Bem-Estar Social e transformar o Brasil num Estado apenas Regulador, que não prestasse serviços públicos e atividades econômicas estratégicas de forma direta.

Segundo Traiano, Beto Richa pretende privatizar via as chamadas Parcerias Público-Privadas – PPPs (Lei 11.079/2004). Conforme a obra de Hely Lopes Meirelles, por meio das PPPs o Estado repassa para a iniciativa privada principalmente rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e energia (Direito Administrativo Brasileiro, 2005, p. 386).

Nas PPPs o contratado particular presta o serviço, não assumindo totalmente o risco do empreendimento, pois há contribuição financeira do Poder Público. Ou seja, capitalismo com risco reduzido para o grande capital. Existem PPPs na modalidade Concessão Patrocinada (concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.987/95, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação pecuniária da Administração Pública ao parceiro privado. Nela aplica-se subsidiariamente a legislação de concessões já existente) e a Concessão Administrativa (contrato de prestação de serviços no qual a Administração Pública é usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento/instalação de bens. Nesta caso, a remuneração é integral da Administração Pública. Hely Lopes Meirelles entende que ela se destina à “inserção do setor privado em serviços (…) como a construção e administração de presídios, hospitais, escolas“. A concessão administrativa não é concessão de serviços públicos, mas apenas contratação de serviços, uma forma de terceirização). Sobre o tema ver nosso Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica.

Traduzindo: se Beto Richa pretende implementar PPPs no Estado do Paraná, ele pretende privatizar rodovias (mais pedágios?), ferrovias (vai privatizar a Ferroeste?), portos (vai privatizar o Porto de Paranaguá?), energia (vai privatizar a Copel?), presídios, hospitais e escolas (vai privatizar tudo isso?).

Com a palavra o Governador Beto Richa, para esclarecer o que ele irá privatizar via PPPs!

Traiano também informou que Beto Richa pretende criar a Agência de Defesa da Agropecuária e a Agência paraná de Desenvolvimento. Além do intuito de criar autarquias para regular as privatizações, a criação de agências em geral, reguladoras e executivas, tem o intuito de fuga do regime jurídico-administrativo. FHC criou agências com o intuito de que elas fossem autarquias com servidores celetistas, o que é vedado constitucionalmente, além de ser uma entidade gerida por diretores com mandato fixo, que inclusive extrapolam o próprio mandato do Chefe do Executivo, o que segundo o maior administrativista do país, Celso Antônio bandeira de Mello, é anti-democrático.

As agências reguladoras ainda foram criadas para que elas tivessem poder normativo semelhante ao Poder Legislativo e poder decidir com força de trânsito em julgado, sem possibilidade de questionamento junto ao Poder Judiciário, o que também é inconstitucional.

Sobre as agências reguladoras ver meu texto publicado em 2004: Aspectos gerais das agências reguladoras no direito brasileiro

Por que a RPC/Globo não tem um Jornal da Massa?

Ogier Buchi, Ruth Bolognese, Denian Couto e Ernani Buchmann

Sim, sou um telespectador diário do Jornal da Massa (2ª a 6ª das 7h às 7h30 na Rede Massa/SBT). Quando não posso assistir ao vivo, gravo e assisto durante o horário do almoço. Assisto porque é um jornal espetacular? Não, longe disso, mas sem dúvida é o melhor da TV do Paraná. Não estou falando de programas de entrevistas, uma vez que, por exemplo, o programa Jogo do Poder (Domingo, 23h, na CNT), com o advogado Luiz Carlos Rocha é muito bom.

O problema é que os jornais diários da RPC/Globo, a emissora de maior audiência, são muito ruins. Não expressam opinião de articulistas, mas apenas a ideologia do patrão. Os apresentadores parecem robôs.

O Jornal da Massa pelo menos expressa a opinião dos seus debatedores.

Denian Couto, o mediador, está cada vez melhor como uma espécie de juiz mediador dos debates.

Ogier Buchi representa a opinião “estilo Tribuna”, raivozo contra o ex-Governador Roberto Requião e dócil com o Beto Richa.

Ruth Bolognese, a melhor da bancada, é bastante crítica com relação aos políticos paranaenses. Lembremos que ela foi demitida de jornais do interior após criticar Beto Richa durante as eleições de 2010.

Ernani Buchmann é o debatedor mais equilibrado da bancada, mas exagera nas notícias sobre o decadente Paraná Clube.

Paulo Martins substitui o âncora ou os debatedores em suas ausências, e é o membro de extrema-direita do programa.

A jornalista Joice Hasselmann, da rádio BandNews, em alguns momentos também substitui, com muita competência, os debatedores. Ácida como sempre, mas ainda um pouco dócil com o Governador Carlos Alberto. Bem que ela poderia compor a bancada permanentemente.

Para terminar: quando informei a um amigo que eu gravava o programa, ele perguntou: “em VHS?”. Sim, ele ainda está na idade da pedra com relação às tecnologias…

Nelson Justus Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa. VERGONHA!

Governador Carlos Alberto, seu aliado Nelson Justus e o Prefeito Luciano Ducci

O ex-Presidente da Assembléia Legislativa do Paraná Nelson Justus, na época em que estourou o escândalo dos diários secretos, será escolhido como o novo Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da casa. Isso mesmo, parece piada mas é verdade.

O PMDB, partido com o maior número de Deputados da Assembléia, abriu mão da Presidência da casa e agora da Presidência da CCJ, em troca de alguns carguinhos no Governo da Família Richa. Com o fim do Governo Requião o PMDB do Paraná é uma decepção total.

Todos os partidos com representantes na casa, inclusive o PT, decidiram que o Presidente da CCJ será do partido Democratas, que eu prefiro chamar de DEMO (ex-PFL, ex-ARENA).

E o DEMO escolheu o nome de Nelson Justus para a presidência da mais importante comissão da AL, a CCJ.

Tudo isso com o apoio do Governador Beto Richa.

O que o Deputado mais combativo da casa, Tadeu Veneri (PT), acha disso tudo?

Acho que o CQC precisa voltar para o Paraná!

Segundo a Gazeta do Povo, Beto Richa é lernista!

Desculpem! Sei que essa matéria foi publicada na Gazeta do Povo no domingo, mas como eu estava viajando, e como guardo todos os jornais das minhas viagens para leitura posterior, apenas hoje tive acesso a matéria que divulgo nesse momento. Em ótima matéria o jornal comprova que Beto Richa não disse a verdade nas eleições quando disse que não era para compará-lo com o ex-governador Jaime Lerner. Vejam a matéria:

Sim, é lernista

Durante a campanha eleitoral do ano passado, o governador Beto Richa rechaçou a “acusação” de ser lernista. Mas o início de seu mandato guarda semelhanças profundas com o começo da gestão de Jaime Lerner no governo estadual

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Joice Hasselmann denuncia que faltam creches para 10 mil crianças em Curitiba. CQC denunciou Beto Richa em 2008 e nada foi feito.

Em 2008 o Programa CQC da Band denunciou que faltavam 45 mil vagas para crianças nas creches de Curitiba. Naquela época a Prefeitura de Curitiba, comandada por Beto Richa, admitiu que em Curitiba faltavam 10 mil vagas. Veja o Proteste Já do CQC de 2008:

A jornalista Joice Hasselmann da rádio Bandnews (http://www.blogdajoice.com) denunciou que ainda hoje faltam creches para 10 mil crianças em Curitiba:

“Faltam creches para 10 mil crianças em Curitiba

O ano escolar começa com quase dez mil crianças fora das creches de Curitiba. A Secretaria Municipal da Educação promete abrir cerca de cinco mil vagas até o fim deste ano, sendo duas mil ainda no primeiro semestre. No total, são cerca de 40 mil crianças matriculadas atualmente nos Centros Municipais de Educação Infantil, os chamados CMEIs. O déficit é de nove mil duzentas e oitenta e cinco vagas. Segundo a secretária da Educação, Liliane Sabbag, estão sendo construídas novas creches. Também estão previstas ampliações nas já existentes.

A secretária explica que faltam terrenos para construção. A orientação para quem não consegue matricular os filhos é procurar os núcleos regionais de educação e as ruas da cidadania, no bairro onde a família reside ou nas regiões vizinhas.”

Desde 2008 Beto Richa não resolveu a situação, e mesmo sendo reeleito Prefeito prometendo que ficaria no cargo até o fim, abandonou a cidade, e seu sucessor, Luciano Ducci, também não resolveu o problema.

Que tal um retorno do CQC?

Com a palavra o Governador Carlos Alberto e o Prefeito de Curitiba!

Obrigado Ronaldo Fenômeno!

O corinthiano Ronaldo. Foto de Ricardo Nogueira/Folhapress

Beto Richa traiu Luciano Ducci

O Governador Beto Richa (PSDB) garantiu ao Prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB), durante a campanha de 2010, que o PSDB e o próprio Richa apoiariam Ducci em sua reeleição em 2012.

O Presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni, disse hoje em entrevista na rádio Bandnews que ele e Beto Richa garantem que se Gustavo Fruet quiser será o candidato do PSDB nas eleições de 2012.

Tradução: Beto Richa traiu Luciano Ducci!

Ou Rossoni está mentindo, com o intuito de manter Gustavo Fruet no PSDB.

Ótima entrevista com o historiador Eric Hobsbawm, sobre Marx e a esquerda

“é melhor ter jovens se sentindo de esquerda a jovens que sentem que a única coisa a fazer é conseguir um emprego na bolsa de valores.”

“Hoje, ideologicamente, eu me sinto mais em casa na América Latina, porque continua a ser uma parte do mundo onde as pessoas ainda falam em conduzir a sua política na língua antiga, na linguagem do comunismo, socialismo e marxismo dos séculos XIX e XX.”

“Eu acho que nós precisamos defender o que a maioria das pessoas pensa, que é basicamente o fornecimento de bem-estar do berço ao túmulo.”

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Parabéns Egito! Espero que seja mesmo uma revolução e não um golpe militar!