Arquivos de etiquetas: democracia

39% dos paulistanos aceitam a Ditadura

1 mai

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Pesquisa de hoje do Datafolha divulgou que diminuiu em dez anos de 57% para 53% os moradores da cidade de São Paulo que acham que a Democracia sempre é o melhor regime de governo.

O problema é que subiu de 16% para 19% o número de paulistanos que apoiam “em certas circunstâncias” a ditadura ao invés da Democracia.

E para 20% tanto faz democracia ou ditadura.

Tradução:

1. Pouca leitura de bons livros.

2. Muita leitura da revista Veja.

3. Muita rede Globo, com BBB, Jornal Nacional e novelas.

4. Pouco estudo.

5. Muito conservadorismo.

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Presidente da Abert diz que não há oligopólio na TV brasileira

15 abr

O presidente da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV, Daniel Slavieiro, disse hoje na Gazeta do Povo que não há oligopólio na TV brasileira. Vejam as besteiras que ele falou:

“Outra questão que consideramos um equívoco é a percepção de oligopólio. Não se pode confundir propriedade dos meios de comunicação com conteúdos de programação básica. Os Estados Unidos têm quatro redes nacionais, o Brasil tem 14. É bastante diversidade. Hoje existe a EBC, centenas de TVs Educativas, TV Câmara e TV Senado, rádios comunitárias, um pluralismo muito grande. Se uma tem mais ou menos audiência, isso é reflexo da competência de cada rede.”

Isso mesmo! Ele disse que se a Rede Globo tem mais audiência, é porque ela é mais competente. Se a TV Brasil ou TV Cultura têm menos audiência, elas têm menos competência.

É um dos maiores absurdos que já li nos últimos tempos!

A Rede Globo e a TV com maior audiência graças ao apoio do jornal O Globo ao golpe militar de 1964 e o apoio da rede criada logo depois do golpe à ditadura que se estendeu até 1985. isso lhe rendeu bilhões de dinheiro público e benesses do poder por todos esses anos.

Além disso a Globo é o meio de comunicação que recebe mais de 70% das verbas publicitárias do governo federal.

O pensamento do sr. Daniel Slavieiro é de apoio à rede que apoiou tudo o que é de mais conservador, retrógrado e de direita na face da Terra. É de apoio ao quase monopólio que exerce. É de apoio ao oligopólio que a rede Globo exerce junto com outras poucas redes de TV do Brasil, o que é totalmente inconstitucional!

O que falta ao governo federal é a democratização das verbas publicitárias. É o fomento para que mídias alternativas também possam existir e crescer. Falta a regulação dos meios de comunicação, principalmente das TVs e rádios, que são serviços públicos concedidos.

Falta investimento de dinheiro público nas TVs estatais e nas TVs públicas.

Por que a OAB não tem uma TV pública e aberta?

Por que os sindicatos não têm TV pública e aberta?

Por que os movimentos sociais não têm TV pública e aberta?

A constituição proíbe os oligopólios e monopólios das mídias, determina que haja equilíbrio entre as TVs privadas, públicas e estatais, e limita a liberdade das TVs e rádios, que são serviços públicos, nos quais não se aplica a livre iniciativa.

Carta Capital critica Paulo Bernardo e Helena Chagas

30 mar

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Na matéria de capa da revista Carta Capital, a melhor revista semanal de notícias do Brasil, a revista critica o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo (PT) e a secretária de comunicação Helena Chagas. O ministro é marido da Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), a primeira senadora eleita do Paraná (licenciada) e pré-candidata ao governo do Estado do Paraná, que concorrerá provavelmente contra o atual governador Beto Richa (PSDB) e o senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB).

Carta Capital diz que Paulo Bernardo enterrou o projeto de lei das comunicações elaborado pelo ex-secretário de comunicação Franklin Martins, do governo Lula (PT, 2003-2010). Paulo Bernardo acha desnecessária a regulamentação da mídia, pois para ele isso iria contra a ideia de mídia livre e liberdade de expressão.

Enquanto isso os políticos e as igrejas dominam as TVs e rádios. E a Inglaterra está prestes a criar órgão regulador da mídia (conforme texto de Gianni Carta), enquanto no Brasil a velha mídia fala de forma mentirosa que isso seria censura. Projetos que limitam a propriedade cruzada (mesmo grupo controlar TV, rádio, revistas, jornais e internet) estão parados no Congresso Nacional.

Os Estados Unidos da América e Europa ocidental limitam a propriedade cruzada, mas qualquer tentativa no Brasil faz com que a velha mídia diga que é censura e coisa de “países bolivarianos”.

A secretária de comunicação atual, Helena Chagas, que substituiu Martins, também estaria atuando a favor da velha mídia.

A revista ainda informa que a política de democratização da propaganda oficial, instituída pelo então secretário de comunicação Luiz Gushiken e mantida por Martins, acabou com Chagas no governo Dilma.

Na matéria da Carta Capital, Samuel Possebon vê com receio a ideia da Anatel de acabar com os serviços públicos de telecomunicação e transformar tudo em atividades econômicas, sem obrigação de universalização, sem os chamados bens reversíveis (devolvidos à União com o fim do prazo das concessões) e sem controle tarifário.

Opinião do Blog do Tarso: a liberdade de expressão será garantida apenas com a regulamentação da mídia, pois a Constituição da República obriga o equilíbrio entre TVs e rádios públicas, estatais e privados, veta o monopólio e oligopólio das comunicações e não prevê liberdade para os serviços públicos de comunicação nas mãos da iniciativa privada. A democratização da mídia e liberdade de expressão será garantida apenas com a regulamentação da mídia para que a Constituição seja cumprida, assim como o incentivo da liberdade das novas mídias, a internet e redes sociais. A Globo, a revista Veja e os jornais Folha De S. Paulo e Estadão são contra, pois elas defendem o oligopólio da velha mídia e a liberdade de empresa, ao invés da liberdade de imprensa. Como diz Franklin Martins: “nada além da Constituição”!

PT quer a democratização da mídia

2 mar
O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e a presidenta Dilma Rousseff

O Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT), e a presidenta Dilma Rousseff (PT)

“Democratização da mídia é urgente e inadiável”

O Diretório Nacional do PT, reunido em Fortaleza nos dias 1 e 2/3/2013, levando em consideração:

1. A decisão do governo federal de adiar a implantação de um novo marco regulatório das comunicações, anunciada em 20 de fevereiro pelo Ministério das Comunicações;

2. A isenção fiscal, no montante de R$ 60 bilhões, concedida às empresas de telecomunicações, no contexto do novo Plano Nacional de Banda Larga;

3. A necessidade de que as deliberações democraticamente aprovadas pela Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada e organizada pelo governo federal e realizada em Brasília em 2009 — em especial aquelas que determinam a reforma do marco regulatório das comunicações, mudanças no regime de concessões de rádio e TV,adequação da produção e difusão de conteúdos às normas da Constituição Federal, e anistia às rádios comunitárias — sejam implementadas pela União;

4. Por fim, mas não menos importante, que o oligopólio que controla o sistema de mídia no Brasil é um dos mais fortes obstáculos, nos dias de hoje, à transformação da realidade do nosso país.

RESOLVE:

I. Conclamar o governo a reconsiderar a atitude do Ministério das Comunicações, dando início à reforma do marco regulatório das comunicações, bem como a abrir diálogo com os movimentos sociais e grupos da sociedade civil que lutam para democratizar as mídias no país;

II. No mesmo sentido, conclamar o governo a rever o pacote de isenções concedido às empresas de telecomunicações, a reiniciar o processo de recuperação da Telebrás; e a manter a neutralidade da Internet (igualdade de acesso, ameaçada por grandes interesses comerciais);

II. Apoiar a iniciativa de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações, proposto pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), pela CUT e outras entidades, conclamando a militância do Partido dos Trabalhadores a se juntar decididamente a essa campanha;

III. Convocar a Conferência Nacional Extraordinária de Comunicação do PT, a ser realizada ainda em 2013, com o tema “Democratizar a Mídia e ampliar a liberdade de expressão, para Democratizar o Brasil”.

Fortaleza/CE, 01 de março de 2013.

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

A democracia ante o abismo – Boaventura de Sousa Santos

13 fev

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Na Folha de S. Paulo de 30.01.13

Se o Estado do Bem-Estar Social se desmantelar, Portugal ficará politicamente democrático, mas socialmente fascista

No contexto de crise em Portugal, o combate contra o fascismo social de que se fala neste texto exige um novo entendimento entre as forças democráticas. A situação não é a mesma que justificou as frentes antifascistas na Europa dos anos 1930, que permitiram alianças no seio de um vasto espectro político, incluindo comunistas e democratas cristãos, mas tem com esta algumas semelhanças perturbadoras. Continue lendo 

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Charge: Democracia e as calças de granito, privatizações e falta de controle social

21 jan

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Não vivemos uma Democracia no Brasil

4 out

Muitos acham que vivemos uma Democracia no Brasil, desde o fim da ditadura militar que ocorreu entre o golpe de 1964 e 1985.

Como diz Celso Antônio Bandeira de Mello, no Brasil vivemos apenas uma Democracia formal, e ainda estamos construindo uma Democracia substancial. Sobre o tema também é leitura obrigatória Fábio Konder Comparato.

Por mais que vivamos no Brasil uma sociedade ocidental, nos termos de Antonio Gramsci, com uma sociedade civil organizada, ainda falta muito para que nossa Democracia participativa, nossa Democracia direta seja implementada de fato no Brasil. Efetivaremos a Democracia participativa em nosso país com o povo participando, de forma efetiva, de audiências/consultas públicas, propondo leis de iniciativa popular, exercendo o controle popular da Administração Pública, decidindo o futuro da Nação por meio de plebiscito, referendo e recall, pressionando os governos por meios de manifestações nas ruas e na internet.

E a Democracia representativa? Vivemos uma Democracia de fato no Brasil? Nossas eleições são democráticas? Nosso sistema eleitoral, com toda a tecnologia da Justiça Eleitoral com as urnas eletrônicas, é eficaz?

Não!

Viveremos uma verdadeira Democracia representativa no Brasil quando:

1. O Estado garantir educação de qualidade para todos os brasileiros, conforme manda nossa Constituição Social e Democrática de Direito de 1988;

2. Não existir mais apenas uma grande empresa de TV e outras duas ou três que dominem a comunicação;

3. Em nossas eleições não for o mais importante a quantidade de dinheiro do candidato, arrecadado de forma lícita ou ilícita, eleições em que o mercado, e não a sociedade civil, decide quem serão nossos governantes;

4. Não existirem mais canais de TV que, mesmo sendo concessões de serviços públicos, agem como verdadeiros partidos políticos ao mudar os destinos de várias eleições, como ocorreu nas eleições presidenciais de 1989 e como está acontecendo na eleição para prefeito de Curitiba em 2012;

5. Realmente o Estado no Brasil for laico e as religiões não interferirem mais em assuntos de interesse público;

6. Os governos não se utilizarem mais dos recursos, bens e servidores públicos para beneficiarem seus candidatos;

7. A legislação eleitoral, a Justiça Eleitoral e o Ministério Público eleitoral agirem pela isonomia nas eleições, não permitindo mais os abusos cometidos por governantes, candidatos, TVs, Igrejas, e ao mesmo tempo não mais agindo apenas para reprimir ações democráticas de cidadãos, blogs, etc., as vezes apenas para mostrar serviço;

8. O eleitor não mais aceitar voto de cabresto de coroneis dos velhos tempos e coroneis modernos, o que já foi pior, mais ainda existe;

9. O povo discutir e participar da política em seu dia-a-dia, e não apenas há alguns dias das eleições, quando isso ocorre;

10. O voto para um vereador for considerado tão importante quanto um voto para presidente da república.

Quem sabe um dia. Sou otimista, já foi pior, estamos melhorando!

Carta aos jovens

25 set

Você tem entre 16 e 30 anos?

Ainda não havia nascido durante a ditadura militar de 1964-1985?

Não fez festa com o fim da fila ao ver a seleção brasileira tetracampeã em 1994?

Não participou dos movimentos de redemocratização da década de 80 como as Diretas Já?

Não jogou Atari?

Não participou dos debates nas eleições de 1989, que tinha candidatos como Luiz Inácio Lula da Silva, Mário Covas, Leonel Brizola, Ulysses Guimarães, e acabou vencendo Fernando Collor de Mello?

Não participou do boom do Rock nacional na década de 80 com Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, etc.?

Não viveu o movimento dos cara-pintadas que retirou Collor do poder em 1992?

Não é necessário que o jovem seja como nosso ex-capitão e ex-técnico da seleção, o Dunga, que não odeia o nazismo por não ter vivido na época de Hitler.

É possível que você, jovem, se informe sobre o que aconteceu no Brasil no século XX e no início do século XXI.

A História serve para isso. Livros, jornais, internet, algumas revistas, reduzidos programas de TV, podem ser um meio para que você se informe e se forme.

Sim, é legal escutar música com seus fones de ouvido. Sim, é bacana ouvir músicas com duplo sentido na balada para se divertir com os amigos. É maneiro fazer coisas de adolescentes e jovens.

Mas é preocupante o rumo que grande parte da nossa juventude está tomando.

Individualismo, egoísmo, conservadorismo, ignorância sobre o que acontece no mundo, no Brasil, na sua cidade, ou mesmo sobre o que ocorre com as pessoas ao seu lado.

Não estou falando do que aparece no Facebook, Twitter, Instagram, etc., sobre a balada, viagem ou passeio de conhecidos.

Que tal pensar um pouco sobre o empregado de sua casa, sobre o garçom do restaurante, o ser humano que está dirigindo o automóvel na sua frente, o pedestre ou ciclista, a telefonista, o morador no bairro ao lado.

A vida não se restringe a sua família, membros de sua Igreja, colegas da escola ou faculdade, moradores do seu condomínio.

Leia, estude, se informe, discuta, pergunte. Não se informe apenas na TV ou Facebook. Leia livros. Não apenas os de auto-ajuda ou bestsellers. Duvide sempre. Não confie apenas no canal de TV X, jornal Y ou revista Z.

Duvide e não confie apenas no que diz o padre/pastor da Igreja. Ele pode estar errado em alguma questão. Seu pai e sua mãe podem estar errados em algumas questões. Eles sempre vão querer seu bem, mas podem estar errados. Se informe. Discuta e questione se necessário.

Não estou querendo que sendo muito jovem você se preocupe em apenas mudar o mundo ou o país. Mas você pode pensar em fazer a sua parte. Você pode ser um grão de areia. Mas você pode fazer sua parte.

Democracia não é importante? Leia e veja o que ocorreu no Brasil em períodos autoritários.

Política não presta? Saiba que se você não participar outros vão decidir por você. Vote, debata política, não apenas em época de eleição, se informe, não confie no primeiro que aparecer em sua frente, aprenda com a História, forme sua posição, saiba defender seus ideais, sejam eles de esquerda ou de direita, conservadores ou liberais.

Partidos Políticos são importantes, e não apenas os candidatos, as pessoas físicas. Desconsideração dos partidos pode gerar um individualismo ainda maior.

Mas não se engane: a Democracia representativa não é o único meio para se mudar, para melhor, nosso país.

Você como cidadão, junto com seus amigos, com seus colegas de estudo, com os membros de sua cidade, das mais variadas classes sociais, podem fazer muito coisa também na chamada Democracia participativa.

Participe de debates em audiências públicas, debata políticas públicas em casa, na escola, na internet. Não se apoie no senso comum. Não adote o discurso fácil. Tente descobrir o que está por trás das coisas. Participe. Seja um voluntário em um hospital público, numa escola pública, numa ONG. Fiscalize o Poder Público. Controle e fiscalize o mercado. Seja um membro atuante da sociedade civil, de preferência de forma organizada.

Seja um “consumidor” de cultura.

Você não está sozinho. Participe de uma coletividade. Mas não fique cego e não siga apenas o que diz o seu líder. Repito: questione, discuta, se informe. Saiba que coletivamente você pode fazer mais coisas do que de forma individual.

A individualidade de cada um é essencial, mas não o individualismo.

Não pense apenas em você. Não pense apenas na comodidade de sua família. Não pense apenas no bem de sua classe social. Você pode ser melhor do que apenas um indivíduo em um casulo.

O diferente não é inimigo. O feio não é desprezível. O fraco não deve ser descartado. O novo e o velho não é, necessariamente, nem melhor, nem pior.

Quando em algumas situações envolverem interesses financeiros, desconfie. Ou envolver interesses políticos, questione. Interesses são legítimos mas não devem ser aceitos com naturalidade.

Posso estar certo, posso estar errado. Confie desconfiando. Saiba fazer boas perguntas.

Em outubro vote certo!

Mas depois das eleições cobre dos eleitos e dos que perderam. Aqueles para cumprirem suas propostas e promessas. Esses para não sumirem e não aparecerem apenas nas próximas eleições.

Bom dia, boa tarde, boa noite!

Tarso Cabral Violin

Moral da história: não vote nos representantes dos banqueiros, canais de TV e empreiteiras

30 jul

Zygmunt Bauman sobre pós-modernidade, Estado, rede, filosofia e democracia

9 mai

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