Servidores municipais não querem a reeleição de Luciano Ducci e o chamam de “padrasto curitibano”

30 jul

O prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB) está sendo chamado pelos corredores da prefeitura como “Padastro Curitibano”. O motivo do apelido (analogia a “mãe curitibana”) é devido à insatisfação da atual gestão. Pois os servidores reivindicaram durante todo o ano passado reajuste salarial, redução da jornada de trabalho e melhoria nas condições de trabalho, mas não tiveram nenhuma resposta satisfatória.

E não foram poucas as tentativa de dialogo com Luciano Ducci, através do Sismuc, mas Ducci preferiu priorizar a parte política, como tocar obras de pavimentação (que causa mais impacto na população) em vez de corrigir distorção salariais.

Nem o pacote laçado do começo do ano que reajustou o salário dos servidores em 10%, diminuiu a insatisfação. As maiorias dos servidores acham que o prefeito perdeu a oportunidade de corrigir as distorções nos salários, planos de carreira e condições de trabalho, ao invés disso, consideram o pacote oportunista e eleitoreiro. Esse reajuste não compensou o prejuízo causado ao longo dos últimos anos que chegam a 19,24%.

E segundo a vereadora Professora Josete (PT) afirmou no jornal Gazeta do Povo de 26/03/2012, que a prefeitura poderia superar o índice de 10%, já que gasta apenas 36% de seu orçamento com a folha de pagamento – o limite máximo, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, é 54%. De acordo com ela, o custo para a prefeitura da emenda apresentada pela oposição seria de R$ 180 milhões anuais, quantia que considera insuficiente para causar um impacto muito grande na administração da cidade.

E por falta do tato e de um olhar mais humanizados aos servidores é que os servidores não vão apoiá-lo em sua reeleição, pois não o que como prefeito novamente.

Mas existem servidores que vão apoiar Luciano Ducci: os comissionados sem concurso público do governo municipal e estadual, desesperados com receio de perderem a boquinha.

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7 Respostas para “Servidores municipais não querem a reeleição de Luciano Ducci e o chamam de “padrasto curitibano””

  1. Mariana 31/07/2012 às 13:52 #

    Parabéns pelo post, isso realmente é verdade, eu sou servidora pública na área da educação e também, como vários colegas eu penso assim. Ele não está nem aí pra nós professores, nem para alunos nem nada! Precisamos de mudanças.

  2. Andressa 31/07/2012 às 17:17 #

    Isso não é novidade para ninguém né… fora que o pessoal pra prefeitura é “obrigado gentimelmente” a fazer campanha nas ruas.

  3. lopes 31/07/2012 às 17:51 #

    é a cara mesmo do Ducci! além de poucas obras realizadas, a maioria é com interesse pessoal! número significativo de obras realizadas agora perto da eleição mas que infelizmente tem total interesse de ganhar votos! se o volume de obras feitas agora fossem feitas 4 anos seguidos aqui em Curitiba, podem ter certeza que a cidade estaria mais avançada

  4. Bob 31/07/2012 às 17:53 #

    Se o prefeito nao está dando base de trabalho de qualidade nem para os policiais das UPS que estão trabalhando agora como informaram noticias da semana passada, imagine o salario e condições de trabalhos das outras pessoas que nao trabalham diretamente para a prefeitura!? hahaha

  5. Amanda Carvalho 31/07/2012 às 17:56 #

    É uma defesa dos professores realmente com argumentos reelevantes!! Infelizmente é muita verba pública sendo gasta com coisa que não precisava…

  6. Gabriel Fonseca 31/07/2012 às 20:04 #

    Olha só, os que são mandados diretamente pelo Ducci não o querem… por que nós, iriamos querer então? Melhor termômetro…

  7. Rodrigo Lowen Souza 18/08/2012 às 9:41 #

    Não são apenas os comissionados sem concurso público não!!!! Os comissionados em geral, como por exemplo autoridades sanitárias e cargos semelhantes de distritos sanitários, da Secretaria de Saúde, estão dando o sangue, e agora sim trabalhando dia e noite, panfletando, bandeirando, organizando os “aniversários” e churrascadas (linguiçadas para os pobres e agentes comunitários, que tbm são coagidos a trabalharem nessas campanhas) ao invés de estarem nas unidades de saúde, ou em seus postos de trabalho exercendo sua verdadeira função. Tudo isso para garantir a mamata de 8 – 10 mil por mês, enquanto os servidores que carregam as unidades de saúde nas costas, suportam todas as adversidades, e trabalham de verdade, e “ganham” 2 mil…..

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