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Pergunta do dia: Juntos? Onde está o ex-quase-vice Derosso na propaganda do Luciano Ducci?

6 jul

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Três considerações sobre o vídeo de campanha de Luciano Ducci

6 jul

Três considerações sobre o vídeo de campanha do prefeito Luciano Ducci (PSB) na internet:

1. Se a justiça eleitoral não fizer nada com relação ao “Juntos”, por ser propaganda eleitoral antecipada, há meses nas ruas nos carros dos comissionados da prefeitura de Curitiba e do Estado do Paraná, vai comprovar que ela não é séria;

2. O PSB tem as cores dos tucanos (e do Boca Juniors) em Curitiba. Atucanaram os “socialistas”!

3. Luciano Ducci é o poste de Beto Richa, sem rodinhas, sem alça…

Professoras doutoras também entendem que ocorreu golpe no Paraguai

6 jul

Publicado na Carta Maior e Gazeta do Povo de hoje

O Mercosul do futuro

O Mercosul vive um novo momento e uma expectativa muito favorável no sentido de sua expansão. Em um mundo multipolar agonizante, não interessa aos países hegemônicos o fortalecimento de blocos de Estados, e o consequente fortalecimento de sua força econômica e política nas negociações multilaterais. Também não interessa o fortalecimento econômico do Mercosul em decorrência, por exemplo, da entrada da Venezuela como membro pleno. O artigo é de Carol Proner e Larissa Ramina.

Carol Proner (*) e Larissa Ramina (**)

O Mercosul foi instituído em 1991, por iniciativa dos então presidentes Collor, Menen, Rodrigues e Lacalle. Como não poderia deixar de ser, o Bloco foi fruto do seu tempo, impregnado do modelo neoliberal da década de noventa e da ideia de integrar para competir no mercado globalizado pela via da eliminação das barreiras comerciais. Seus pilares foram ditados pelo consenso de Washington, quais sejam, enfraquecimento do Estado por meio da desregulamentação, privatização e livre movimento de bens, serviços e capitais. Não se tratava, como já bastante estudado, de amplo projeto de integração regional, mas de projeto de mercado.

As características mais marcantes do Bloco sempre foram as assimetrias estruturais. Seus quatro membros incluem os dois Estados com maior território na América do Sul, o Estado com menos população (Paraguai) e o país de maior renda per capita e IDH do subcontinente (Uruguai), sem mencionar as discrepâncias econômicas, energéticas, tecnológicas entre tantas outras. Os desequilíbrios que decorrem dessas assimetrias persistem e se renovam a partir das demandas internas e internacionais.

O atual momento de crise capitalista, no entanto, traz novos desafios aos países do Cone Sul. Vinte anos de integração comercial não contribuíram significativamente para a diminuição das assimetrias, seja no plano interno de cada país, seja no próprio Bloco econômico. Recentemente, com a criação do cargo de Alto Representante Geral do Mercosul, tentou-se uma alteração de foco nos rumos do Bloco visando uma integração socialmente orientada e preocupada com o efetivo desenvolvimento econômico, para transformar o Mercosul, de simples união aduaneira e área de livre comércio imperfeitas, em um modelo de desenvolvimento regional equilibrado e harmonioso, passando pela eliminação das assimetrias. Todavia, a falta de compreensão do Mercosul como uma alavanca para o desenvolvimento de seus sócios aparentemente contribuiu para a renúncia de Samuel Pinheiro Guimarães, um dos grandes estrategistas da política externa independente do governo Lula e primeiro ocupante daquele cargo.

Para Pinheiro Guimarães, a destituição de Fernando Lugo do Paraguai é simbólica de um momento sensível, erodindo a credibilidade do Mercosul e desgastando os governos progressistas da região. Ressalta que o projeto dos EUA para a América do Sul nunca foi a integração do Cone Sul, mas antes a ALCA, e agora o que chamou de “mini-Alcas” bilaterais, em referência aos acordos de livre-comércio celebrados individualmente com vários países sul-americanos. Em um mundo multipolar agonizante, não interessa aos países hegemônicos o fortalecimento de blocos de Estados, e o consequente fortalecimento de sua força econômica e política nas negociações multilaterais. Também não interessa o fortalecimento econômico do Mercosul em decorrência, por exemplo, da entrada da Venezuela como membro pleno.

Como visto recentemente, a suspensão do Paraguai abriu a brecha para o ingresso da Venezuela como membro do Bloco, inaugurando uma nova e promissora fase no aspecto econômico e político. Já se manifestam vozes no sentido de argumentar a ilegalidade do ingresso do novo Membro diante do processo veloz de suspenção do Paraguai, mas a análise meramente legalista da questão esbarra em aspectos fundamentalmente políticos, em especial agravados pela crise gerada pelo golpe “constitucional” eivado de ilegalidade e ilegitimidade.

É inquestionável que a entrada da Venezuela no Mercosul objetiva, primordialmente, uma questão econômica. A Venezuela é o quinto produtor mundial de petróleo, de forma que os benefícios econômicos advindos da inclusão daquele país são suficientemente convincentes até mesmo para acalmar os ânimos antichavistas. Com o ingresso da Venezuela, o Mercosul terá cerca de 80% do PIB, 72% da área e 70% da população sul-americana. O artigo de Martín Granovsky, publicado na Carta Maior, especula a dimensão econômica dessa incorporação, enfatizando que a integração já existe em muitos aspectos e que só tende a tornar o Mercosul mais forte e competitivo:

I – As importações feitas pela Venezuela de países do Mercosul aumentaram em mais de seis vezes nos últimos 7 anos (desde 2003) saltando de 1,194 para 7,453 bilhões de dólares.

II – A eventual associação da PDVSA venezuelana e da Petrobras poderia resultar na maior empresa petrolífera do mundo;

III – O Mercosul ganha uma dimensão andina com a entrada da Venezuela, fortalecendo-se geoeconômica e geopoliticamente;

IV – Grandes projetos fronteiriços entre Brasil e Venezuela já estão em andamento para melhorar a integração física, como a rodovia e a interconexão ferroviária do sudeste de Venezuela ao norte do Brasil e a interconexão elétrica entre a empresa venezuelana Del Gurí e Manau, ganhando institucionalmente mais força com a entrada da Venezuela como Membro pleno;

V – a entrada da Venezuela segue a ideia, fomentada por Samuel Pinheiro Guimarães no Relatório feito ao Conselho de Ministros, de que o Mercosul, para consolidar-se como pedra angular da integração econômica, deve ainda gradativamente incorporar Equador, Bolívia, Suriname e Guiana, incorporações diferenciadas e com respeito ao nível de desenvolvimento de cada país.

O ingresso da Venezuela como Membro do Bloco estava sendo cogitada há anos. Todavia, seu ingresso vem sendo questionado muito mais por razões ideológicas que por fundamentações econômicas. Conforme ressalta Marco Aurélio García, Assessor especial da Presidência da República do Brasil, os governos dos Estados integrantes tanto do Mercosul como da Unasul têm trabalhado com um bom nível de apoio recíproco nos últimos anos, incluindo bom diálogo com governos que poderiam ser caracterizados como de direita ou centro-direita, como foi o caso da Colômbia no período de Uribe.

As acusações relacionadas ao atual governante venezuelano em nada podem desaconselhar a participação daquele Estado no Bloco econômico. Nesse sentido, o Mercosul vive um novo momento e uma expectativa muito favorável no sentido de sua expansão e se renova a partir do exercício de um ato simbólico muito positivo: os mesmos três votos que autorizaram o ingresso da Venezuela no Bloco também decidiram, com fundamento no Protocolo de Ushuaia I, pela suspensão do Paraguai em razão da “quebra da estabilidade democrática”, consolidando a importância da cláusula democrática em uma região castigada por golpes de Estado e quebras institucionais.

(*) Carol Proner é Doutora em Direito Internacional pela UPO. Coordenadora do Mestrado em Direito da UniBrasil e Codiretora do Programa Máster-Doctorado em Derechos Humanos da UPO-Sevilla-ES.

(**) Larissa Ramina é Doutora em Direito Internacional pela USP. Professora Mestrado em Direito da UniBrasil. Professora da UFPR e da UniCuritiba.

Juiz do Trabalho ao iniciar audiência presta homenagem ao Corinthians

6 jul

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Rafael Greca, o candidato que investe em obras de arte!

6 jul

Na declaração de bens do candidato a prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMDB), constam várias obras de arte. O candidato tem bom gosto em seus investimentos!

Sou mais rico do que o prefeito milionário Luciano Ducci!

6 jul

Não entendi. O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), é milionário, conforme ele mesmo confessou, mas informou à justiça eleitoral que tem apenas R$ 312.100,22 de bens.

Para a justiça eleitoral, sou mais milionário do que o Luciano Ducci! Amém!

Começou a campanha hoje. Veja a lista proibida do Blog do Tarso, dos atuais vereadores que não merecem ser reeleitos

6 jul

Professora Josete, a mais transparente e com menor rejeição, começa a campanha para vereadora

6 jul

A vereadora Professora Josete (PT) foi considerada a vereadora mais transparente de Curitiba e na enquete do Blog do Tarso é a vereadora de Curitiba com menor rejeição (vote e veja na coluna do lado direito).

Josete acabou de lançar sua campanha e seu número é o 13613.

Os advogados candidatos

6 jul

Os advogados Gustavo Fruet (PDT) e Mirian Gonçalves (PT), candidatos à prefeito e vice-prefeita de Curitiba, na aliança que ainda conta com o PV, protocolaram ontem no TRE/PR suas candidaturas (foto acima).

Serão os candidatos de toda a classe jurídica, desde advogados, juízes, promotores, procuradores, professores, bacharéis e estudantes de Direito.

O outro candidato à prefeito que também é advogado é Bruno Meirinho (abaixo), do combativo PSOL, que também promete votos da classe jurídica.

Não me venham falar em coerência nessas eleições – João Arruda

6 jul

“Sem reforma, estamos caminhando para o vazio ideológico, para a manutenção da pobreza partidária” diz João Arruda. Foto: Divulgação/Gabinete Deputado João Arruda

As coligações que vão disputar a prefeitura de Curitiba neste ano atribuíram à cidade o que se pode chamar de modelo de incoerência política. O grupo autointitulado “Coerência” ironicamente se apropria da história dos principais candidatos opositores, para uma argumentação contraditória.

Afinal, se mudanças de partidos e alianças são as bases da “Coerência”, então esse grupo precisa ser relembrado. Os legados ideológicos e partidários da maior parte dos candidatos de 2012, senão de todos eles, pelo menos em algum nível, é o testemunho legítimo e irreparável de que nossa democracia começou a mofar.

Para começar, todos são, na teoria e não na prática, da base de apoio ao governo federal. Para a ilustração, o caso do atual prefeito da cidade, Luciano Ducci. Ele, sendo do PSB, partido da base da presidente Dilma Rousseff, que é petista, tem o principal apoio vindo do governador do Paraná, Beto Richa, tucano. Se os fatos são superiores às ideias, então a cidade lida com um tipo de esquizofrenia política.

Já os fundamentos ideológicos de Ducci, relacionados à base partidária dele, o PSB, dão suporte ao PT em uma camada, e em outra dão suporte e recebem ajuda do PSDB, ao mesmo tempo que deixam que o vice seja do PPS. O PPS, por sua vez, foi fundado por dissidentes do Partido Comunista, que apoiaram José Serra contra Dilma, e também apoiaram Richa.

O PPS faz oposição ao PT e ao PSB em Brasília e em Curitiba apoia o candidato do PSB. Em União da Vitória, região de captação de votos do presidente do PSDB no Paraná, os tucanos indicaram o vice para a chapa do PT. A todas essas informações tão capazes de nos confundir chamaram de “Coerência”. Isso, lamentavelmente, não é um caso especial.

As convenções que terminaram em junho pouco ou nada surpreenderam, quer na função de ressuscitar a tradição ética, moral e cívica, que no passado deu origem ao partido, quer na utilidade de apresentar aos eleitores novas perspectivas de gestão pública.

O que se viu no Paraná, e em maior ou menor desenvolvimento em todos os outros estados, foi o forrobodó privativo das instituições históricas, onde cada um correu para onde tinha mais chances de permanecer em posição favorável pelo menos até a próxima convenção.

Esses critérios são tóxicos e contaminam não somente a base mais rudimentar do processo, que é a manutenção dos postos políticos, pela falta de renovação, principalmente, mas também qualquer esforço na direção da cidadania.

Sofre-se desse mal aqui, sofre-se também fora daqui. É necessário pessoalizar as decisões de cada político, mas deixar de considerar que o sistema contribui para a desordem seria outra incoerência. Mesmo líderes com imensa aprovação pessoal ficam sujeitos.

No passado, Richa foi vice de Cassio Taniguchi na prefeitura de Curitiba, pelo PTB de Martinez. Mas então ele se filiou ao PSDB e, somado ao apoio de Jaime Lerner, do PFL, foi escolhido para ser candidato ao governo, por uma coligação que fez que não viu Rafael Greca, que era do partido do governador.

Richa perdeu a eleição, brigou com Taniguchi e bancou o próprio nome para a prefeitura de Curitiba. Já Taniguchi apoiou o Osmar Bertoldi, então do PFL, contra Richa. Mas Richa não estava sozinho. Gustavo Fruet estava com ele, ao preço de uma mudança de partido. Fruet tinha saído do PMDB para virar também tucano.

Quando Richa foi eleito governador do Paraná, tendo sido derrotados PT, PMDB, PSC, PR e PDT, Taniguchi voltou para se tornar secretário do Planejamento. Mas, apesar de uma recente disputa, o governador tem o apoio do PMDB e PSC, além do PDT, na Assembleia Legislativa.

Dos candidatos a prefeito da capital, com menor histórico de incoerência é Ratinho Junior. Ele, quando foi eleito deputado estadual, com recorde de votos pelo PSB, praticamente deu a Ducci o primeiro mandato eletivo na Assembleia. Sem os votos de Ratinho, muito dificilmente Ducci teria conseguido uma cadeira. Nesse contexto é que Ducci e Ratinho apoiaram Severino ao governo e Anthony Garotinho à presidência.

Quanto custa ideologicamente cada eleição e quem vai cobrir os prejuízos? A política brasileira, carente de violenta reforma, sofre da fortuna sem virtude. Mas no país em que o povo precisa de um herói e um bandido por dia, jogar a responsabilidade das relações de poder em quem foi eleito é uma alternativa à altura de nossa falta de cidadania. Não se pode deixar de atribuir ao sistema como um todo, ou a quem trabalha para mantê-lo, a principal culpa pelos desvios partidários e ideológicos.

Mas se querem falar de coerência, que ampliem a questão, considerando esse sistema e, mais uma vez, nossa falta de cidadania. Afinal, somente quem participa das decisões do Estado é que pode, por definição, ser chamado cidadão. Mesmo da parte de quem nos governa, de alto a baixo, de tanto se procurar por um caminho do meio, ficaram praticamente desfeitas todas as sustentações ideológicas.

Ou ainda, algo assim: de tão esquerda, fulano virou do avesso e é direita. E de tão direita o outro também mudou de sentido. Enquanto as expressões direita e esquerda aplicadas à política estão em desuso, viraram também uma expressão clara de que não sabemos para onde ir.

Mas essa confusão acontece com todos os partidos, inclusive no meu. Greca é representante do PMDB nesse contexto. Foi ministro de FHC, secretário de Lerner, prefeito pelo PDT, partido que apoiava Lerner contra Requião. Mas em 2003, Greca foi para o PMDB, onde ofereceu apoio a Requião e Lula em 2006 e para Dilma e Osmar em 2010.

Coerência é deixar todas essas coisas bem claras. Todo mundo já sabe que Gustavo Fruet era peemedebista, foi para o PSDB e fez oposição ao governo do PT na Câmara Federal. Que depois, foi candidato ao Senado, pelo mesmo partido, PSDB, dando apoio a Serra e Richa.

Mas, depois da eleição, Fruet largou o PSDB e foi para o PDT, partido que na eleição que ele tinha acabado de participar recebera apoio de Lula e Gleisi para tentar eleger Osmar. A ida para o PDT foi para disputar a prefeitura também contra o candidato do PSB, Ducci, um opositor que tem apoio de Richa e Serra. A propósito, Serra foi ministro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assim como Rafael Greca.

Este é o nosso sistema e esta é a nossa política. Sem reforma, estamos caminhando para o vazio ideológico, para a manutenção da pobreza partidária, levados para o atraso no desenvolvimento de Curitiba e de todas as outras cidades do Brasil. Agora, francamente, não me venham falar em coerência nessas eleições.

(*) João Arruda, deputado federal e secretário-geral do PMDB do Paraná.

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