Tribunal Reginal Federal bloqueia patrimônio de Rossoni

Do Blog do Sylvio Sebastiani

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL BLOQUEIA PATRIMÔNIO DE ROSSONI

A publicação começou no jornal Impacto desta semana.

Atualmente Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná e Presidente do PSDB do Paraná, deputado Valdir Rossoni, tem parte de seus bens penhorados, pela Desembargadora federal Silvia Maria Gonçalves Goraieb.

Valdir Rossoni, sofreu auto de infração do IBAMA, no valor de R$921.553.96 em 12 de dezembro de 2011 e seus bens bloqueados somem R$288.697,79 montante insuficiente a cobrir o valor histórico do débito. O próprio IBAMA reconhece que o deputado Valdir Rossoni, tem patrimônio total conhecido de “R$2.885,075,27”, assim sendo, pede a substituição da indisponibilidade  sobre ativos financeiros por bens móveis e imóveis, até o limite do valor do débito.

Verificando a Declaração de bens, do deputado Valdir Rossoni, do ano calendário de 2001, exercício de 2002, junto ao TRE, chama-se a atenção, que justamente naquele ano de 2001, quando  participava da Mesa Executiva da Assembleia Legislativa, na condição de 1° Secretário, obteve mais bens, pois somaram em sua Declaração acima citada de R$7.326.074.18, bem superior ao patrimônio reconhecido pelo IBAMA.

UM  FATO  AGRAVANTE: O Deputado Valdir Rossoni, além de seu mandato parlamentar, é Presidente do Poder Legislativo do Paraná e Presidente de um Partido Politico de expressão Nacional, o PSDB. Portanto, só o fato de ser multado, por um orgão público, com elevadíssimo valor de penalidade, creio que poderá incorrer no ato de “Ficha Suja”, para participar da vida pública.

Concluo com uma sentença do Juiz José Márcio do Valle Garcia:

“QUEM SE PROPÕE A INGRESSAR NA VIDA PÚBLICA, TEM A ESFERA DE SUA PRIVACIDADE REDUZIDA, A POPULAÇÃO TEM O DIREITO AO ACESSO À INFORMAÇÃO”

Em Furnas, uma barreira antiterceirizados

Excessos? O Ministério Público vê exagero nos contratos com firmas de advocacia

Na Carta Capital

Furnas compromete-se a reduzir o número de funcionários não concursados

Por Marcelo Auler

Uma velha prática de Furnas Centrais Elétricas parece com os dias contados. Em um acordo celebrado na véspera do carnaval no gabinete do ministro Luiz Fux, no Supremo Tribunal Federal, a estatal comprometeu-se a fazer o que há anos relutava: substituir empregados terceirizados por servidores concursados. Hoje, pelas informações da própria estatal, são 1.538 empregados de outras firmas a lhe prestarem serviços. Pelo acordo firmado quinta-feira, dia 16, até 2017 ela terá que substituir pelo menos 550 deles: 110 por ano.

Tanto o Ministério Público do Trabalho (MPT) como o Tribunal de Contas da União (TCU) cobravam, desde 2002, a substituição. A estatal alega ter apelado aos terceirizados desde que foi impedida de novas contratações, quando incluída no Plano de Desestatização, em 1995, no governo de Fernando Henrique Cardoso. A ameaça de privatização caiu em 2004 no governo Lula mas, ainda assim, apesar de ter feito concurso público, a troca dos terceirizados emperrou.

Com isto a empresa viveu situações no mínimo esdrúxulas, como o caso do advogado Gustavo de Castro Failase. Desde 2009 ele tinha sala e ramal próprio na sede da empresa, no Rio, usava cartão de visita como advogado da “Assessoria de Assuntos Contratuais e Tributários” e representou a estatal em ações judiciais. Seu contrato, porém, era com a Engevix Engenharia S/A, para trabalhar na Usina Hidrelétrica de Batalha, em Paracatu (MG). Ele desligou-se dela recentemente e, agora, classificado no último concurso, pode retornar na condição de empregado.

Failase, como diversos outros concursados, recorreu individualmente à Justiça do Rio de Janeiro em busca da contratação. Também foi o caso do advogado Luis Augusto Damasceno Mello que no Mandado de Segurança impetrado na Justiça Federal fluminense anexou diversos contratos de Furnas com escritórios de advocacia que substituíram profissionais aprovados e não convocados. Nos dois últimos anos, cerca de 30 concursados foram empregados na estatal por força de decisão judicial.

O caso chegou ao Supremo por conta da Federação Nacional dos Urbanitários que, através do Mandado de Segurança 27.066 conseguiu, em junho, liminar do ministro Fux suspendendo a troca dos empregados como havia sido acordada no TCU e determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho de Brasília em ação movida pelo MPT. A Federação pleiteava a contratação dos terceirizados através de um quadro suplementar. O pedido não foi atendido.

Como a liminar de Fux venceria em março, desde o ano passado o ministro promoveu reuniões em busca de uma solução. Ele se convenceu de que a troca, como determina a lei, não poderia ser abrupta, sob o risco de prejudicar o fornecimento de energia e provocar um apagão no país. Temeu ainda um problema social para os que vão perder o cargo. Assim surgiu o plano de substituição paulatina, dando tempo, inclusive, à aposentadoria dos mais antigos. Há ainda outros 300 cargos ocupados por terceirizados cuja discussão se dá em uma ação no TRT de Brasília, como explicou o procurador do Trabalho Fábio Leal Cardoso.

O acordo foi firmado na presença ainda do procurador-geral da República, Roberto Gurgel; do procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Luís Antônio Camargo de Melo; e dos presidentes de Furnas, Flávio Decat de Moura; da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto; e da Federação dos Urbanitários, Marcus Alexandre Garcia Neves.

As críticas à terceirização se avolumavam.  Ao se deparar com 34 extratos de contratos publicados no Diário Oficial desde de julho de 2010 que Melo anexou ao Mandado de Segurança, a procuradora da República Marta Cristina Pires Anciães questionou-os por “sobejarem indícios de malversação de verbas públicas e indícios de existência de atos administrativos violadores do princípio da moralidade administrativa e da legalidade”.

Verificou, por exemplo, que por conta de uma investigação em torno de contratos de publicidade sem licitação, a estatal, em março de 2009, também sem licitação, buscou os serviços do escritório da advocacia Siqueira Castro. Ao preço de 1,2 milhão de reais, o advogado deveria realizar “estudo aprofundado dos termos do Inquérito Civil Público (ICP) nº 1.30.012.000172/2006.53”, acompanhar a investigação e defender os interesses da empresa e de “dirigentes e/ou ex-dirigentes, bem como pessoas por ela indicadas”, no caso de uma Ação Civil Pública (ACP).  Para marta Anciães, a ilegalidade não estava apenas na falta de licitação, mas também na “defesa de dirigente, ex-dirigentes e pessoas por ela indicadas”.

Instaurado na Procuradoria da República do Rio de Janeiro, o ICP acabou inconcluso. Em agosto de 2010, pelo entendimento de que cabe à Justiça Estadual verificar casos envolvendo sociedades de economia mista, o inquérito foi remetido ao Ministério Público Estadual. Com isto, Furnas pagou antecipadamente pela defesa dos que viessem a ser acusados de atos de improbidade administrativa contra ela, sem que nenhum processo instaurado. Vencido os dois anos do prazo contratual, o trabalho do escritório limitou-se ao estudo técnico.

Furnas diz que o TCU admite dispensa de licitação quando “comprovados os requisitos da inviabilidade de competição, da singularidade do objeto e da notória especialização do prestador”. O “estudo aprofundado”, na explicação da assessoria do advogado, foi “especializado, muito técnico”.

Para a estatal, o contrato atendeu outra recomendação do TCU determinada no Acórdão 313/2008: que ela “se abstenha de utilizar advogados de seus quadros para atuarem na defesa de interesses pessoais de dirigentes e empregados da empresa, inclusive após estes terem deixado seus cargos ou empregos”.

O acórdão surgiu com a rejeição de um recurso do ex-presidente da empresa – Luiz Laércio Simões Machado – contra a multa de 10 mil reais que lhe foi aplicada em 2002. Ao rejeitá-lo, os ministro destacaram dois pontos. Primeiro a proibição do jurídico da estatal defender “interesses particulares dos dirigentes da entidade”. Mas também que ex-empregados não podem “se valer dos serviços de advogado remunerado pelos cofres da entidade e do emprego de meios e recursos materiais da empresa para defender seus interesses pessoais”. Ou seja, impediram a estatal bancar a defesa de ex-dirigentes.

Tal determinação conflita com o estatuto social de Furnas, que garante aos ex-dirigentes a defesa em processos judiciais e administrativos “pela prática de atos no exercício do cargo ou função”. Segundo a assessoria da estatal, havendo condenação e dolo do defendido, “o mesmo terá que reembolsar os gastos despendidos”.  No caso do contrato com Siqueira Castro, não havendo processo, não haverá sentença, condenação ou definição de dolo. Logo, não se falará em ressarcimento. A conta de 1,2 milhão de reais ficará para a estatal.

Medíocres Torquemadas – Mauricio Dias – Carta Capital

Acuado. Carvalho, visto "como enviado do Maligno"

Da Carta Capital

Os pregadores das igrejas evangélicas executam caricatura da Inquisição

As igrejas, sempre de costas para o futuro, continuam intolerantes às renovações. No tempo do domínio católico no Ocidente, os contestadores de falsas verdades eram atirados à fogueira, amaldiçoados pela Inquisição, que não dava trégua a supostas heresias.

Nos dias de hoje, impotentes para ditar condenações capitais, os inquisidores ordenam aos fiéis a punição de políticos que defendem propostas dissidentes à doutrina que pregam. O aborto e a defesa da homofobia são os exemplos mais gritantes. E irritantes. Em reação, eles promovem nas eleições a “queima” de votos dos hereges e, com isso, cerceiam a liberdade do eleitor e intimidam os candidatos.

Assim agem os pregadores das igrejas evangélicas. São os novos inquisidores.

Essa réplica tardia e infeliz do Tribunal de Inquisição materializou-se no Congresso, onde foi depor o ministro Gilberto Carvalho, na terça-feira 15 de fevereiro. Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, viu-se forçado a expiar publicamente “pecados” cometidos aos olhos da poderosa bancada evangélica, transformada em braço executivo de diversas igrejas religiosas.

“O pedido de desculpas, de perdão, não foi pelas minhas palavras, e sim pelos sentimentos que provocaram”, disse o ministro.

Qual foi a heresia? Gilberto Carvalho, durante o Fórum Social Mundial, manifestou preocupação política com os evangélicos: “A oposição virou pó (…) a próxima batalha ideológica será com os conservadores evangélicos que têm uma visão de mundo controlada pelos pastores de televisão”.

Carvalho é católico fervoroso, mas também é militante político. Petista. Em razão do cargo, não foi cauteloso, embora tenha falado ingênuas obviedades. Não pregou o cerceamento de qualquer manifestação religiosa. Mas foi o suficiente para despertar a ferocidade adormecida da Frente Parlamentar Evangélica, na qual se destaca o senador capixaba Magno Malta, que, entre outras ofensas, chamou o ministro de “irresponsável”.

Um parlamentar ateu presente ao encontro fechado à imprensa descreve assim o ambiente naquele dia: “Os olhos dos senhores parlamentares disparavam chispas de fogo, ódio, raiva e intolerância diante daquele enviado do Maligno que se tornara ministro (…). O clima era pesado. Aquela reunião e a Inquisição têm tudo a ver. Tenho certeza que não exagero. O problema para eles era não poder acender a fogueira. Restavam-lhes as línguas de fogo, prontas a queimar o demônio pecador”.

Serelepe, o deputado Anthony Garotinho, ex-governador do Rio e evangélico atuante, também se destacou na ocasião. Sem sucesso, tentou forçar o ministro a assinar um documento desmentindo as declarações publicadas, mas diferentes do que falou, garantiu Gilberto Carvalho. O inquisidor fez, pelo menos, uma declaração expressiva e inteiramente adequada ao ambiente criado.

“O perdão está para a Igreja assim como a anistia está para a política”, comparou Garotinho.

Igreja e política. O desempenho de Garotinho aproximou ainda mais aquela reunião no Congresso do espírito obscurantista assumido pelos evangélicos. Nesse sentido, fazem uma repetição tardia do catolicismo primitivo.

Os votos dos evangélicos, arma que usam no processo político, talvez não sejam eleitoralmente decisivos. São muitos, é certo. O suficiente para acuar candidatos em busca de votos. Com eles acuaram Dilma e Serra, na eleição de 2010, e transformaram a competição em espetáculo para exibição de medíocres Torquemadas.

MP recomenda que Câmara de Vereadores demita excesso de comissionados

Prefeito Luciano Ducci na Câmara de Vereadores de Curitiba

Veja a reportagem aqui.

Vereador de Curitiba Odilon Volckmann (PSDB) está na Lista Proibida. Veja o motivo

 

Curitiba na década de 20

Pedestres dividiam espaço com carros na movimentada XV de Novembro (João Baptista Groff/Arquivo). Hoje na Gazeta do Povo

Pedestres dividiam espaço com carros na movimentada XV de Novembro (João Baptista Groff/Arquivo). Hoje na Gazeta do Povo

Igreja Universal do Reino de Deus será a responsável pela pescaria no Brasil!

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), Pastor da IURD e sobrinho de Edir Macedo (dono da IURD e da Rede Record), assume a pasta da Pesca e Aquicultura no lugar de Luiz Sérgio de Oliveira (PT-RJ).

Marcelo Crivella é um dos principais nomes da bancada evangélica do Congresso Nacional, e é radicalmente contra a união civil de homossexuais e a criminalização da homofobia.

Charge: Justiça para os políticos

Hoje na Folha de S. Paulo

Vereador Emerson Prado (PSDB) é acusado por policiais militares de bater em mulher, desacato… e miséria extrema!

O tucano Emerson Prado (esquerda) é vereador da base de apoio ao prefeito Luciano Ducci (direita) e do mesmo partido do governador Beto Richa

O vereador tucano de Curitiba Emerson Prado foi preso na madrugada do último domingo acusado de desacato a policiais militares. A Banda B teve acesso ao Termo Circunstanciado 2012/176901 registrado no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul), que diz que à 1h40 da madrugada do dia 26, policiais do 20° Batalhão foram abordados pelo vigia do Terminal do Capão da Imbuia informando que havia um casal brigando com tapas dentro de um Gol, placa ASL 3824, na rua Mauricio Fruet, em frente ao número 254. Segundo o vigia, a mulher gritava por socorro. Segundo os policiais eles abordaram o veículo e tucano reagiu dizendo: “Seus policiais filhos da p*, sou vereador, vocês estão pensando o quê? Vou te transferir para Fênix (município do interior do Paraná)”. O psdbista teria reagido e tiveram que algemá-lo para que fosse encaminhado até o Ciac-Sul, no bairro Portão. Preso, o vereador informou sua renda mensal ao escrivão: R$ 100 (cem reais) por mês. A autoridade terá que comparecer em uma audiência de conciliação no Juizado Especial no dia 16 de março, às 16h20.

Mais um motivo para não votar nesse vereador. Veja a Lista Proibida do Blog do Tarso:

Na Argentina, Cristina Kirchner intervêm no trem privatizado por Menem (FHC de lá)

Da Rede Brasil Atual

Governo argentino anuncia intervenção na empresa que administrava trem acidentado

Por: Monica Yanakiew, da Agência Brasil

Buenos Aires – Seis dias após o acidente de trem em Buenos Aires que matou 51 pessoas e feriu mais de 700, o governo argentino anunciou hoje (28) a intervenção, por duas semanas, na empresa Trens de Buenos Aires (TBA).

A empresa obteve em 1995 concessões do Estado para operar as linhas Sarmiento e Mitre, que transportam 300 mil passageiros por dia. O acidente, o terceiro pior desde 1970, ocorreu na linha Sarmiento, no último dia 22, quando um trem não conseguiu frear a tempo e bateu na barreira da plataforma da estação do bairro Once – uma das mais movimentadas da capital argentina.

Em entrevista coletiva, o ministro do Planejamento, Júlio de Vido, explicou que a intervenção, decidida pela própria presidenta Cristina Kirchner, tem por objetivo garantir a segurança dos passageiros enquanto a Justiça investiga os motivos do acidente. Além de nomear um interventor, Raul Barido, o governo mobilizou a Comissão Nacional de Regulamentação do Transporte, empresas estatais do setor ferroviário e prefeitos dos municípios por onde passam as duas linhas de trem.

“O sistema ferroviário argentino vem sofrendo uma gigantesca deterioração desde 1958 até 2003”, disse De Vido. “Quase meio milhão de pessoas usam essas duas linhas diariamente. É nossa obrigação velar pela segurança dos usuários”.

O secretário de Transporte, Juan Pablo Schiavi, lembrou que 80% dos passageiros “são trabalhadores” e precisam continuar usando o trem. Por isso, disse, “o Estado estará mais presente” até que os peritos determinem se os vagões e trilhos têm problemas e se podem operar normalmente.

Ontem (27), a presidenta Cristina Kirchner falou pela primeira vez sobre o acidente. “A perícia para determinar os responsáveis diretos e indiretos [do acidente] pode durar mais de 15 dias e não quero que digam que a presidenta está fixando os prazos da Justiça, mas os 40 milhões de argentinos e as vítimas precisam saber”, disse Cristina, em discurso.

O acidente reabriu o debate na Argentina sobre as privatizações das estatais, ocorridas na década de 90, durante o governo de Carlos Menem. Especialistas dizem que os contratos foram mal feitos porque beneficiaram as empresas que receberam concessões. As empresas que operam linhas de passageiros, como a TBA, não são obrigadas e investir em infraestrutura – os trens, os trilhos e a sinalização pertencem ao Estado, que também concede volumosos subsídios para manter os preços baixos. Mas o Estado tampouco tem os mecanismos para obrigá-las a cuidar da manutenção.

“Os inspetores da Comissão Nacional de Regulamentação do Transporte podem apontar falhas e recomendar consertos, mas as empresas podem recorrer à Justiça e dilatar os prazos”, explicou, em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Instituto Argentino de Ferrovias, Pablo Martorelli. Segundo ele, o último programa de investimento no sistema ferroviário argentino data de 1999, época das privatizações. Somente em 2003, durante o governo de Nestor Kirchner – marido de Cristina, morto em outubro do ano passado –, o Estado rescindiu contratos de concessões com empresas privadas e investiu na recuperação de algumas linhas.

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Veja o acidente que matou 49 pessoas:

Finlândia igualou oportunidades com escolas público-estatais gratuitas para todos e não mercantilizadas, um antídoto às privatizações anglo-saxônicas

Hoje a Gazeta do Povo divulgou entrevista com Pasi Sahlberg, ativista pelo melhoramento das escolas e diretor de um centro de estudos vinculado ao Ministério da Educação da Finlândia. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2009, a Finlândia alcançou o 3º lugar, com ótimos resultados e um modelo diferente dos outros líderes do levantamento, a China e a Coreia do Sul.

Todo o sistema escolar finlandês é financiado pelo Estado. Em 1970 todas as crianças do país passaram a estudar em escolas públicas parecidas e de acordo com o mesmo currículo nacional, com o objetivo de igualar a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade e aumentar o nível educacional da população.

A reforma educacional não foi guiada pelo sucesso escolar, mas sim pela democratização do acesso a escolas de qualidade.

Para o educador, infelizmente esses princípios básicos deram lugar a políticas regidas pelo mercado em vários países, com a lógica de testar estudantes e professores.

Para ele é possível construir um modelo alternativo àquele que predomina nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países, que fizeram reformas guiadas pelo mercado, com foco em competição e privatizações, não são a melhor maneira de melhorar a qualidade e a equidade na educação. Na Finlândia o foco é o bem-estar das crianças.

Informa que o magistério na Finlândia é uma das profissões mais populares entre os jovens.

Finaliza: “A Finlândia é o antídoto a este movimento que impõe provas padronizadas, privatização de escolas públicas e remunera os professores com base em avaliações de desempenho que se tornou típico em diversos sistemas educacionais pelo mundo”.

Veja a entrevista:

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Celepar gasto o triplo com publicidade e remarca privatização/terceirização de atividades-fim da empresa

Publicado hoje na Gazeta do Povo

Após denúncia do Blog do Tarso, a Companhia de Informática do Paraná – Celepar adiou terceirização de atividade-fim milionária que faria na semana passada. Hoje, estranhamente, a Celepar publicou novamente o edital para essa privatização.

Qual o motivo da prorrogação do prazo?

Os gastos com a suspensão e remarcação da licitação são altos com publicidade na gazeta do povo e no Diário oficial do Estado do Paraná.

Com a palavra a Celepar.

Celso Nascimento diz que governo Beto Richa acha normal a “sorte” de investidores privados da Sanepar

Os amigos Beto e Ezequias

Hoje na Gazeta do Povo

Sanepar considera normal a sorte de investidores

Esta coluna noticiou domingo que as ações da Sanepar tiveram súbita valorização e grande crescimento nos volumes negociados na Bovespa em dias que antecederam ou coincidiram com o decreto de Beto Richa que aumentou as tarifas de água e esgoto cobradas pela empresa em 16,5% – reajuste que começa a vigorar a partir de 15 de março. Gente do mercado ficou intrigada com a variação, pois não vira a publicação de “Fato Relevante” em data no mínimo simultânea com a edição do decreto. Aliás, estranharam que a valorização dos papéis da Sanepar na bolsa ocorreu antes mesmo de o decreto, assinado no dia 15 passado, ser publicamente conhecido.

Pois bem: a diretoria da empresa emitiu nota dirigida à coluna para informar que “foram cumpridas todas as exigências legais e normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)” e que “Fato Relevante foi enviado à CVM em 16 de fevereiro e publicado, inclusive na Gazeta do Povo, no dia 17”. Diz ainda que “a valorização das ações da Sanepar nesses dias manteve-se dentro do padrão de valorização que vem sendo registrado desde que a nova diretoria da empresa assumiu, em janeiro de 2011”.

Para finalizar, a nota avisa que “a legislação prevê punições para a publicação de insinuações e notícias errôneas a respeito de empresas de capital aberto, com a possibilidade, inclusive, de indenização pecuniária para eventuais prejuizos”. Ou seja, insinua que a Sanepar está disposta a processar judicialmente o jornalista que reproduziu números e índices publicados pela Bovespa e analisou as coincidentes variações de volumes e cotações ocorridas no entorno da decretação do aumento das tarifas, assim como calculou supostos ganhos auferidos por quem teve a sorte de valorizar suas carteiras com ações da Sanepar.

Isso é indesmentível: no mês de janeiro, a média diária de negócios com papéis da Sanepar girava em torno de 28 mil ações. No dia 1.º de fevereiro, houve uma movimentação atípica: foram negociadas 457 mil ações, na cotação unitária de R$ 5,30 e em movimento de baixa de 1,85% no dia. Os adquirentes desse volume investiram, portanto, R$ 2,4 milhões. Do dia 2 em diante voltou a vigorar a modesta média diária de 28 mil ações cotadas em torno de R$ 5,50.

No dia 15, Richa assinou o decreto, publicado no Diário Oficial com data do mesmo dia mas com circulação posterior. A CVM só recebeu o “Fato Rele­­­vante” no dia seguinte, 16. Já a Bovespa reproduziu o documento no dia 17. A emissão do “Fato Relevante” é de responsabilidade da diretoria de Relações com Investidores, cujo titular é Ezequias Moreira, antigo assessor e homem de confiança do governador Beto Richa.

Nesses dias (15, 16 e 17), quando o mercado estava sendo informado em pílulas sobre o decreto de aumento da tarifa, o volume de negócios deu súbito salto: saiu da média de 28 mil ações por dia, para, em três dias, serem negociadas 470 mil ações – aliás, quase o mesmo volume daquelas aquisições feitas em 1.º de fevereiro. De 15 a 17 de fevereiro as cotações subiram daqueles R$ 5,30 iniciais para R$ 6,20 em média.

Assim, hipoteticamente – frise-se, hipoteticamente – se uma mesma pessoa que tivesse comprado as 457 mil ações por R$ 5,30 no começo do mês e as tendo vendido por R$ 6,20 entre os dias 15 e 17 teve um lucro bem razoável: R$ 433 mil em duas semanas. Pura sorte.

Lista Proibida do Blog do Tarso: vereadores a favor do afastamento definitivo do Derosso saem. Os contra e que não se manifestam ficam!

Jornal Metro

Charge: pavão privata tucano voltou!

Hoje na Folha de S. Paulo

Luciano Ducci não cobra das concessionários do transporte coletivo a melhoria no serviço público

Luciano Ducci e o casal real Beto e Fernanda Richa andando de ônibus. Povo de pé, "autoridades" sentadas.

Gazeta do Povo de segunda-feira

Metas de qualidade não foram atingidas

Apontado como uma das principais inovações presentes na licitação do transporte coletivo de Curitiba (do final de 2009), o controle de qualidade estipulada no edital e no contrato de concessão ficou apenas no papel. Um ano e três meses de­­pois do início de operação do sis­­­tema, as metas e obrigações que deveriam garantir a me­­lhoria do serviço nem se­­quer estão sendo cobradas oficialmente das empresas.

O contrato de concessão prevê que, no prazo de um ano, os consórcios responsáveis pelo transporte coletivo deveriam cumprir metas para cinco itens de controle de qualidade, como cumprimento de viagens no horário programado, satisfação dos usuários e liberação de vistorias (leia mais nesta página). Caso os indicadores mínimos não fossem atingidos a cada mês, as empresas poderiam sofrer um desconto de 0,6% na arrecadação, para ca­­da item.

O prazo para o atendimento das metas venceu em novembro do ano passado. A Ur­­banização de Curitiba (Urbs), que gerencia o sistema, defende que algumas das metas já foram atingidas, como a liberação de vistorias e autuações. No entanto, reconhece que outros indicadores, como os que tratam da regularidade dos ônibus e reclamação dos usuários, ainda estão abaixo das metas. Mesmo assim, nenhum desconto, como estipulado no contrato, foi feito.

Explicação

A Urbs faz a mea-culpa e defende que parte das metas não foi atingida por “fatores externos”. Se­­gundo o gestor de Operação do Transporte Cole­­tivo da Urbs, Luiz Filla, o cálculo dos indicadores de qualidade só deverá ser feito após a conclusão de alguns projetos tidos como essenciais para a melhoria da circulação viária no município, como a Central de Controle Operacional (CCO), sistema que irá controlar em tempo real a regularidade das linhas.

O diretor de Transporte da Urbs, Antônio Carlos Pereira de Araújo, também reconhece que o prazo de um ano para o atendimento das metas acabou não sendo suficiente para as empresas. “A dificuldade maior é que juntaram dez empresas completamente diferentes, umas muito boas, outras razoáveis, outras ruins. Então, os consórcios estão se adaptando”, afirma. (RW)

Luciano Ducci e seu ex-futuro-vice Derosso nos ônibus de Curitiba

Campanha nacional: Amaury Ribeiro Jr. do A Privataria Tucana no Roda Viva #PrivatariaRodaViva

O Blog do Tarso está iniciando uma campanha nacional para que o autor do bestseller “A Privataria Tucana” do jornalista premiado Amaury Ribeiro Jr. seja entrevistado no programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo. O livro há meses está entre os mais vendidos na categoria “não-ficção” no Brasil.

Será que agora que José Serra será o candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, o governador Geraldo Alckmin permitirá a entrevista na TV Estatal do Estado de São Paulo?

Divulgue, curta no facebook, retwite no Twitter. #PrivatariaRodaViva

Enquete equilibrada sobre a maior brasileira de todos os tempos: Zilda Arns, Dilma Rousseff, Irmã Dulce e Princesa Isabel estão praticamente empatadas

Palestra: Marco Regulatório e a Democratização da Comunicação, com Franklin Martins, dia 05/03, 19h

Data: 5 de março (segunda-feira)
Horário: 19 horas
Local: Hotel Caravelle – Rua Cruz Machado, 282, Centro, Curitiba
Informações: PT Paraná (41) 2103-1313 ou pelo email imprensa@pt-pr.org.br

Joice Hasselmann (rádio BandNews e Blog da Joice) sai da Rede Massa/SBT e vai para a RIC/Record

A jornalista Joice Hasselmann, da rádio BandNews e do Blog da Joice, saiu da Rede Massa/SBT e vai para a RIC/Record.

Joice vai comandar o jornal matutino PARANÁ NO AR, que será reformulado. Também será a comentarista dos assuntos políticos, econômicos, de interesses geral do cidadão nos principais produtos da emissora, além de integrar a plataforma digital. O vice-presidente executivo do grupo RIC no Paraná, Leonardo Petrelli, afirmou que se inspira no sucesso da Bandnews FM para vencer a hegemonia da RPC/Globo.