Nesta semana que passou aconteceu o I Congresso da Rede Docente Eurolatinoamericana de Direito Administrativo na PUC/PR. Inspiração de Justo Reyna e capitaneado por Daniel Hachem, o Congresso reuniu professores do Brasil, da Argentina, da Espanha e da Itália, com a discussão de temas em torno do tema “Globalização, Direitos Fundamentais e Direito Administrativo – Novas perspectivas para o desenvolvimento econômico e sócio-ambiental”. Sempre pela gentileza do Prof. Romeu Bacellar e dos amigos professores Emerson Gabardo e Daniel Hachem, lá fui eu falar entre os administrativistas…
Arquivo mensal: fevereiro 2011
Democracia, soberania e altivez
Lixo Extraordinário – veja o trailer
O documentário cuja co-produção é brasileira não venceu o Oscar. Veja o trailer:
The Lost Thing – vencedor do Oscar de melhor curta de animação
Veja o curta no link:
Piada de mau gosto de Kassab e PSB
Acervo da Folha de S. Paulo
A Folha de S. Paulo disponibiliza todo o seu acervo no acervo.folha.com.br. Que tal pesquisar a capa do jornal do dia do seu nascimento?
Carta da Liberdade
Documento antiapartheid da década de 50 elaborado pelo Congresso do Povo (posterior Congresso nacional Africano – CNA), partido de Nelson Mandela (advogado, ex-Presidente da África do Sul), chamado de Madiba:
” NÓS, O POVO DA ÁFRICA DO SUL, PARA DECLARAR TODO O NOSSO PAÍS E DO MUNDO A SABER:
– Que a África do Sul pertence a todos os que nela vivem, negros e brancos, e que nenhum governo pode afirmar autoridade a menos que se baseia na vontade de todos os povos;
– Que nosso povo tem roubado de sua terra de nascença, a liberdade e a paz, uma forma de governo fundado na injustiça e da desigualdade;
– Que o nosso país nunca será próspero e livre até que todo o nosso povo viver em fraternidade, que gozam de direitos e oportunidades iguais;
– Que somente um estado democrático, baseado na vontade de todos os povos, pode garantir a todos o seu direito de primogenitura, sem distinção de cor, raça, sexo ou crença;
– E, portanto, nós, o povo da África do Sul, negros e brancos juntos iguais, compatriotas e irmãos adoptar esta Carta da Liberdade;
– E nós nos comprometemos a lutar em conjunto, poupando nem a força nem coragem, até que as mudanças democráticas aqui estabelecidas foram ganhas.
Continuar lendo
Beto Richa vai demorar um semestre apenas para assinar os prometidos contratos de gestão
Carlos Alberto gosta de falar em contratos de gestão. Na verdade praticamente ele fala apenas em contratos de gestão, choque de gestão e “meu pai”.
Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior administrativista brasileiro, entende que os contratos de gestão na verdade não são contratos, é uma idéia teratológica, uma tolice, “o que bem demonstra o despreparo dos que mais diretamente hajam concorrido para isto”.
Mesmo assim Carlos Alberto utiliza os contratos de gestão como jogada de marketing. Mas pasmem, em entrevista de hoje na Gazeta do Povo Beto Richa informa que vai demorar 6 meses apenas para celebrar os contratos de gestão, um oitavo do seu Governo. Será que dará tempo de cumpri-los? E se a primeira dama ou seu super-irmão não cumprirem os contratos de gestão, serão despedidos?
Estamos de olho!
Após votar pela privatização do Banestado, como Deputado, agora Beto Richa vai privatizar folha de pagamento do Estado
O Governo da Família Richa está se afundando cada vez mais. Depois de praticar nepotismo, querer privatizar os serviços da CELEPAR, apoiar a privatizaçao da segurança da Assembléia Legislativa, agora o Governador Carlos Alberto quer privatizar a folha de pagamento dos servidores públicos do Estado do Paraná.
O ex-Governador Jaime Lerner, apoiado pelo então Deputado Beto Richa, privatizou o Banestado, vendendo-o para o Itaú. Com isso o próprio Itaú passou a ser o banco privado responsável pela folha de pagamento dos servidores do Estado. Durante a campanha de 2010 Beto Richa foi acusado de ter votado pela privatização do Banestado. Carlos Alberto Richa respondeu que o banco estava em uma situação “dificílima” e que votou pela venda porque o banco estava prejudicando o Paraná. A venda do Banestado deixou um rombo de R$ 16 bilhões para o Paraná.
O art. 164 da Constituição determina que as disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.
O Governador Roberto Requião, em 2003, anulou Decreto que Jaime Lerner assinou no final do seu mandato, que prorrogava o direito do Itaú de gerir as contas do Estado, e repassou as contas para o Banco do Brasil.
Eis que agora nossa Governador neoliberal, que recebeu doações de campanha do banco Itaú, quer novamente privatizar as contas do Estado, ao pretender abrir licitação para que bancos privados possam ser contratados.
Governador, sua escolha é bem simples, segundo a Constituição: mantenha as contas no Banco do Brasil, altere para a Caixa Econômica Federal ou qualquer outro banco estatal.
Mas banco privado “não pode não!”
Abestado
Pelo fim da privatização dos cartórios notariais e de registros
Até 1988 os cartórios notariais e de registros eram estatais, em face a Emenda Constitucional 07/77 (Pacote de Abril), que previu a oficialização dos cartórios extrajudiciais (determinação mantida pela EC 22/82).
Conforme Walter Ceneviva, a mídia e a própria Ordem dos Advogados do Brasil defendiam que eles continuassem sob a responsabilidade do Poder Público, oficializadas. Entretanto, e infelizmente, após forte pressão de lobbystas que com certeza não buscavam o interesse público, a Constituição de 1988 determinou a privatização desses cartórios, por meio de concurso público. Sobre o papel do Estado nos serviços notariais e de registros, ver parecer do professor Luís Roberto Barroso.
Utilizamos o termo “privatização” em seu sentido amplo, para todos os casos de repasse de responsabilidades do Poder Público para a iniciativa privada, nos termos da professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro
O art. 236 da Constituição assegura que os serviços notariais e de registro serão exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. Apenas os serviços notariais e de registro que já tinham sido oficializados pelo Poder Público até a CF88 continuaram a ser estatais, nos termos do art. 32 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias).
Portanto, para os cartórios notariais e de registro geridos pelo Poder Público, a Constituição utiliza o termo “oficializado“.
O art. 103 da Constituição ainda define que compete ao Conselho Nacional de Justiça o controle da atuação administrativa-financeira do Poder Judiciário, cabendo-lhe ainda receber e conhecer das reclamações contra agentes do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados.
A Lei 8.935/94, chamada de “Lei dos Cartórios”, regulamentou o art. 236 da Constituição, e define os serviços notariais e de registro como os de organização técnica e administrativa destinados a garantir a publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos.
Os titulares de serventias da Justiça não oficializadas, como notários (tabeliões) e oficiais de registro (registradores), são delegados de função ou ofício público, particulares em colaboração com a Administração, segundo Celso Antônio Bandeira de Mello. O § 3º do art. 236 da CF determina que o ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público. O art. 25 da Lei 8.935/94 ainda define que “o exercício da atividade notarial e de registro é incompatível com o da advocacia, o da intermediação de seus serviços ou o de qualquer cargo, emprego ou função públicos, ainda que em comissão”.
Primeiro questionamento: como existem Deputados donos de cartórios? Como é possível que Conselheiros dos Tribunais de Contas sejam cartorários?
Segundo questionamento: como pode que, após a Constituição de 1988 cartorários tenham repassado para seus filhos, sem concurso, a titularidade do cartório?
Terceiro questionamento: por que os cartórios privados do Paraná são tão caros?
O CNJ precisou, recentemente, após questionamento do Deputado Estadual Tadeu Veneri (PT), suspender ato do Tribunal de Justiça do Paraná que aumentava de forma imoral e desarrazoada as custas dos cartórios, desrespeitando lei estadual.
E qual o sentido em se cobrar por uma certidão de nascimento mais de R$ 30,00, quando seria possível fornecê-la de forma automática e gratuita pela internet? Ao cidadão bastaria imprimir a certidão e, existindo dúvida na autenticidade, bastaria uma confirmação também virtual.
Sei que muitos interesses financeiros de gente poderosa estão envolvidos no caso em tela, mas algo tem que ser feito.
Que tal uma Emenda Constitucional que altere o art. 236 e reverta a privatização dos cartórios notariais e de registros? Não estou solicitando a estatização de atividades econômicas que nossa sociedade aceita serem exercidas pela iniciativa privada, como por exemplo hotéis, restaurantes, fábricas de alimentos, shopping-centers, etc. Mas são essenciais que atividades essenciais como os serviços notariais e de registros sejam realizados pelo próprio Estado, sem o intuito de lucro, sob o regime jurídico de direito público.
Um erro a ser corrigido e um artigo a ser lido
O PT mobilizou e participou, ativamente e como nenhum outro partido, de todas as iniciativas populares. Foi o responsável por transformar e fazer daquela Constituinte um movimento nacional e popular. O que acontece é que, para marcar e demarcar sua posição, o PT votou contra o texto com uma declaração de voto em separado, na qual explicava exatamente porque teve e mantinha aquela posição.
É este voto em separado que, desde então (1988), induz a erro sobre a posição do partido. E leva muitos a confundir, e a embarcar na lenda criada e difundida à exaustão pelos nossos adversários e pela oposição em geral, de que o PT não assinou a Carta de 1988.
Seria importante para o autor do artigo a leitura dessa declaração de voto em separado do PT, até porque este erro não invalida seu excelente artigo, que vale a pena ser lido. Por isso, a ele eu peço essa leitura do voto do PT; aos meus amigos leitores aqui do blog eu recomendo que vejam o texto publicado pelo professor na Folha de S.Paulo hoje.
Leiam, também, texto de minha autoria sobre a Proposta de Constituição elaborada pelo PT.
O outro mundo possível na América Latina
Por Emir Sader (publicado ontem no Blog do Emir no Carta Maior)
O Fórum Social Mundial começou na América Latina – mais particularmente no Brasil, em Porto Alegre -, para onde deve retornar em 2013. A escolha do continente e do país se fizeram para se contrapor ao Fórum Econômico de Davos, que representava, entre outras coisas a vitória do centro do capitalismo sobre a periferia, com a emergência da globalização neoliberal.
O PT e a Constituição de 1988
Por EDUARDO FAGNANI
Publicado ontem na Folha de S. Paulo
|
Avaliações sobre o inegável êxito de Lula na área social desconsideram a notável transferência de renda fruto da Constituição de 1988 |
PSB – Partido “Socialista” Brasileiro
O Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do DEMO (ex-PFL, ex-ARENA), vai fundar um novo Partido, que se fundirá com o Partido “Socialista” Brasileiro (PSB). Não, isso não é piada, é a política brasileira! Dissidentes de um Partido claramente de direita vão se unir aos que se dizem “socialistas”.
E Kassab leva junto o Guilherme Afif Domingos do DEMO (Vice do Alckmin), aquele mesmo do “juntos chegaremos lá” das eleições presidenciais de 1989, quando ele foi candidato pelo Partido Liberal (PL). Recebeu muito votos em Curitiba, apenas perdeu para o Collor aqui.
Ideologia na lata do lixo e fusões políticas por puro oportunismo. Normal para Kassab, Afif e membros do PSB do Paraná. Decepção que o principal articulador seja o Governador de Pernambuco e Presidente Nacional do PSB, Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes, que deve estar se revirando no túmulo.
Provavelmente ainda ocorrerão adesões de políticos do PTB, PP, PR e até do PSDB, ao novo Partido que provavelmente se chamara PDB (Partido Democrático Brasileiro).
O PSB já foi uma importante opção de partido de esquerda. Agora será um novo PMDB. Será que Luiza Erundina e Ciro Gomes embarcam nessa? O Prefeito de Curitiba Luciano Ducci e os nunca socialistas do PSB do Paraná certamente embarcarão.
Governo Beto Richa corre risco de perder credibilidade com os policiais militares
A coluna de Celso Nascimento de hoje, na Gazeta do Povo, informa que os policiais militares que votaram no Carlos Alberto, pois tinham dele a promessa de que seus soldos seriam melhorados, começam a ficar preocupados. O Coronel Elizeu Furquim, Presidente da AMAI (associação dos PMs), lamentou declarações do Secretário da Fazenda de Beto Richa, de que o Estado não tem caixa para cumprir as leis que asseguram subsídios superiores aos atuais soldos: “Isto põe em risco a credibilidade do Governo e a estabilidade da corporação”, disse o Coronel.
Representação do PCdoB junto ao MP contra a prevaricação do Rossoni
Veja a representação publicada no Blog do Esmael:
Governo de Israel oferece apoio ao Paraná na área da segurança pública. Mais um muro?
Em visita ao Paraná, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, manifestou interesse do governo israelita em apoiar o Paraná nas ações de segurança pública. Sztulman foi recebido nesta terça-feira (22) pelo vice-governador Flávio Arns e pelo secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César. Foto: JFOgura - Vice-governadoria do PR
Conforme o portal do Governo Bito Richa (www.aen.pr.gov.br), em visita ao Paraná, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, manifestou interesse do governo israelita em apoiar o Paraná nas ações de segurança pública, quando recebido ontem (22.02) pelo vice-governador Flávio Arns e pelo secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César.
Que eu saiba a principal ação de segurança de Israel, nos últimos anos, foi a construção do Muro da Cisjordânia, de até 8 metros de altura, que separa o Estado de Israel dos territórios da Cisjordânia ocupados por palestinos.
“Qual é seu último tweet”
“Morreu terceirizado na linha privatizada”
Acúmulo de erros desvela um projeto fracassado
No Jornal Brasil de Fato
Eduardo Sales de Lima, da Redação
Um engenheiro de 48 anos morreu eletrocutado na obra da futura estação Fradique Coutinho, da Linha 4 – Amarela do Metrô, na zona oeste de São Paulo. O acidente ocorreu no dia 1º de fevereiro, quando a vítima fazia manutenção na subestação do local. Segundo relato de testemunhas, Ricardo Martins encostou sem querer em um equipamento energizado e levou uma descarga de 20 mil volts.


















